Descoberta explica por que o metabolismo da gordura não é igual para todos

O metabolismo da gordura não depende apenas da quantidade de calorias que ingerimos ou da qualidade dos alimentos escolhidos. Um novo estudo do Baylor College of Medicine, nos Estados Unidos, mostrou que ele também é influenciado pela genética e pelo ritmo biológico do corpo.

Na prática, isso ajuda a explicar por que algumas pessoas ganham peso ou acumulam gordura no fígado mais facilmente do que outras, mesmo seguindo dietas parecidas.

O papel do ritmo circadiano no corpo

Nosso organismo tem um “relógio natural”, chamado ritmo circadiano, que funciona mesmo sem a gente perceber.

É ele que dá sinais sobre a hora de dormir, acordar, liberar hormônios e até sobre quando gastar ou guardar a energia dos alimentos.

Esse ciclo dura cerca de 24 horas e afeta diretamente o metabolismo da gordura e do açúcar.

O estudo mostrou que esse relógio não depende só de fatores externos, como os horários das refeições ou a luz do dia, mas também da interação entre genética e dieta.

Ou seja, duas pessoas que comem de forma parecida podem ter resultados diferentes, porque o metabolismo de cada uma funciona em horários desiguais.

Dieta e genes: uma parceria que muda tudo

Para entender melhor, os cientistas analisaram fígados humanos e também observaram camundongos com diferentes origens genéticas.

Eles perceberam que alguns genes mantêm seu ritmo de funcionamento mesmo diante de uma dieta rica em gordura, enquanto outros se desorganizam ou precisam de tempo para voltar ao normal.

Isso significa que duas pessoas podem ter respostas completamente diferentes à mesma alimentação, dependendo da sua genética.

O gene que faz diferença

Entre as descobertas, um gene chamado ESRRγ se mostrou essencial para o metabolismo da gordura.

Quando ele não está ativo, o corpo perde parte da capacidade de controlar quando queima ou armazena gordura.

Essa diferença ajuda a explicar por que cada organismo reage de um jeito único à mesma dieta.

O impacto para cada pessoa

Mesmo que os chamados “tratamentos adaptados ao relógio biológico” ainda não façam parte da rotina médica da maioria das pessoas, o estudo deixa um recado simples: nosso corpo funciona melhor quando respeitamos seus ritmos naturais.

Isso inclui manter horários regulares para comer e dormir, evitar grandes variações na rotina e apostar em uma alimentação equilibrada.

Esses cuidados ajudam o organismo a trabalhar em sintonia com o relógio biológico, favorecendo o metabolismo da gordura.

Ou seja, mesmo sem testes genéticos ou terapias personalizadas, já é possível dar passos importantes para proteger o fígado e equilibrar o metabolismo com escolhas consistentes no dia a dia.

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Michele Azevedo
Michele Azevedo

Formada em Letras - Português/ Inglês, pós-graduada em Arte na Educação e Psicopedagogia Escolar, idealizadora do site Escritora de Sucesso, empresária, redatora e revisora dos conteúdos do SaúdeLab.

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