Como vencer a ansiedade: 7 alertas físicos importantes

Coração acelerado, respiração curta, tensão no corpo, desconforto no estômago. Muitas pessoas sentem esses sinais e acreditam que há algo errado fisicamente — quando, na verdade, o corpo está reagindo à ansiedade.

A ansiedade é uma resposta natural do organismo ao estresse. O problema surge quando ela se torna frequente, intensa e começa a interferir na qualidade de vida.

Nesses casos, não afeta apenas pensamentos e emoções. O corpo inteiro entra em estado de alerta.

Entender essa conexão entre mente e corpo é um passo essencial para aprender como vencer a ansiedade, ou ao menos controlá-la de forma mais saudável.

Ansiedade: por que o corpo reage antes da mente?

Quando o cérebro percebe uma ameaça (real ou imaginária), ele ativa o chamado modo de sobrevivência.

Hormônios como adrenalina e cortisol são liberados, preparando o organismo para lutar ou fugir.

Esse mecanismo é útil em situações pontuais. Porém, quando a ansiedade se torna constante, o corpo passa a viver em alerta permanente, o que explica o surgimento de diversos sintomas físicos.

Principais sintomas físicos da ansiedade

Quando a ansiedade se intensifica ou se torna persistente, o organismo passa a responder de forma global, ativando diferentes sistemas do corpo, o que explica por que os sintomas vão muito além do campo emocional.

Alterações no coração e na circulação

Palpitações, sensação de batimento acelerado e até dores no peito são comuns durante crises de ansiedade.

Esses sintomas costumam assustar e podem ser confundidos com problemas cardíacos, o que aumenta ainda mais o medo e o desconforto.

Problemas digestivos frequentes

O sistema gastrointestinal é altamente sensível ao estresse emocional.

Náuseas, diarreia, constipação, gases e dores abdominais são queixas frequentes.

Em algumas pessoas, a ansiedade está associada ao agravamento de quadros como a síndrome do intestino irritável.

Falta de ar e respiração ofegante

A ansiedade pode alterar o ritmo da respiração, tornando-a mais curta e acelerada. Isso gera a sensação de sufocamento ou falta de ar, mesmo sem qualquer problema pulmonar.

Tensão e dores musculares

O corpo ansioso permanece contraído.

Com o tempo, essa tensão constante pode provocar dores no pescoço, ombros, costas e mandíbula, além de sensação de rigidez muscular.

Alterações no sono

Dificuldade para adormecer, sono fragmentado ou acordar cansado são sinais frequentes.

A mente acelerada dificulta o relaxamento necessário para um sono reparador.

Sintomas na pele

Coceiras, vermelhidão, urticária e agravamento de condições como dermatite, eczema e psoríase podem estar associados ao estresse e à ansiedade.

Queda da imunidade

A ansiedade crônica está associada a alterações no funcionamento do sistema imunológico, aumentando a vulnerabilidade a infecções e dificultando a recuperação do organismo.

Leia também: Ferritina baixa causa ansiedade? O que a ciência já sabe sobre essa relação

Afinal, como vencer a ansiedade na prática?

Vencer a ansiedade não significa eliminá-la completamente, mas aprender a regulá-la.

Algumas estratégias são amplamente recomendadas por especialistas e respaldadas pela literatura científica:

  1. Aprender a reconhecer os sinais do corpoIdentificar os sintomas físicos ajuda a interromper o ciclo de medo.Quando a pessoa entende que o corpo está reagindo à ansiedade — e não a uma ameaça real — o nível de alerta tende a diminuir.
  2. Controlar a respiraçãoTécnicas simples de respiração lenta e profunda ajudam a sinalizar ao cérebro que o perigo passou.Isso reduz a liberação de hormônios do estresse e alivia sintomas como falta de ar e palpitações.
  3. Manter o corpo em movimentoA prática regular de atividade física é uma das estratégias mais eficazes no controle da ansiedade.O exercício ajuda a regular neurotransmissores ligados ao bem-estar, como serotonina e endorfina.
  4. Cuidar do sonoDormir bem é fundamental para o equilíbrio emocional.Criar uma rotina de horários, reduzir estímulos à noite e evitar o uso excessivo de telas pode fazer grande diferença.
  5. Buscar apoio psicológicoA psicoterapia, especialmente abordagens como a terapia cognitivo-comportamental, é considerada uma das formas mais eficazes de tratamento para transtornos de ansiedade.
  6. Avaliar a necessidade de tratamento médicoEm alguns casos, o uso de medicação pode ser indicado, sempre com acompanhamento médico.O tratamento deve ser individualizado e baseado na gravidade dos sintomas.

Quando procurar ajuda profissional?

É fundamental buscar orientação profissional quando a ansiedade:

  • torna-se constante;
  • causa sintomas físicos intensos;
  • interfere no trabalho, nos relacionamentos ou no sono.

A ansiedade é uma condição tratável e, quanto mais cedo o cuidado começa, maiores são as chances de controle e melhora da qualidade de vida.

Cuidar da saúde mental é também cuidar do corpo.

Quando a mente encontra equilíbrio, o organismo responde, e o caminho para vencer a ansiedade se torna mais possível e realista.

Leituras Recomendada: Ansiedade, fome e dor: o que o intestino tem a ver com isso

Referências

  • Organização Mundial da Saúde (OMS). Mental health: strengthening our response.
  • Brasil. Ministério da Saúde. Ansiedade. Brasília: Biblioteca Virtual em Saúde.
  • Craske MG, Stein MB. Anxiety disorders. Lancet. 2016;388(10063):3048–3059.
Compartilhe este conteúdo
Avatar photo
Enf. Raquel Souza de Faria

Sou Raquel Souza de Faria, Enfermeira (COREN – MG 212.681) Especialista em Docência do Ensino Superior, Consultora de Enfermagem em Núcleo de Segurança do Paciente, Gestora de Serviços de Atenção Básica/Saúde da Família. Empresária e Empreendedora, amante da Fitoterapia e das Terapias Holísticas, oferecendo bem-estar e prevenção de doenças como Auriculoterapêuta e Esteticista.
E-mail: [email protected]

VIRE A CHAVE PARA EMAGRECER

INSCRIÇÕES GRATUITAS E VAGAS LIMITADAS