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A dor vai embora, o risco fica: como evitar novas cólicas renais
Quem já passou por uma crise de cólica renal dificilmente esquece a dor. Quando o pior passa, surge quase sempre a mesma pergunta: “o que posso fazer para isso não acontecer de novo?” É justamente nesse momento que a prevenção do cálculo renal se torna essencial; não como algo pontual, mas como parte da rotina.
A cólica renal raramente é um episódio isolado. Na maioria dos casos, ela indica uma tendência do organismo à formação de pedras nos rins.
Quando nada muda após a crise, o risco de novas crises ao longo da vida aumenta de forma significativa.
Por que a prevenção do cálculo renal faz tanta diferença
Após a primeira crise, a chance de formar novos cálculos cresce de forma importante.
Isso acontece porque os fatores que favoreceram a pedra inicial geralmente continuam presentes: pouca ingestão de líquidos, excesso de sal na alimentação ou hábitos que deixam a urina mais concentrada.
No entanto, mudanças simples, quando mantidas de forma constante, conseguem reduzir de maneira expressiva o risco de recorrência.
Hidratação: o principal pilar para evitar novas pedras
Passada a crise, beber água regularmente se torna a principal medida para evitar novos cálculos.
Quando a ingestão de líquidos é insuficiente, a urina fica concentrada, facilitando o acúmulo de sais que formam as pedras.
Não adianta ingerir grandes volumes de uma só vez. O ideal é distribuir a água ao longo do dia.
Um sinal prático de que a hidratação está adequada é observar a cor da urina, que deve permanecer clara na maior parte do tempo.
Em dias quentes, durante atividades físicas ou em rotinas de trabalho que dificultam o acesso à água, a atenção precisa ser redobrada. Pequenas falhas diárias, somadas ao longo do tempo, aumentam o risco de novas crises.
Alimentação: ajustes simples que ajudam a prevenir o cálculo renal
A alimentação influencia diretamente a formação de pedras nos rins.
O consumo excessivo de sal, por exemplo, aumenta a eliminação de cálcio pela urina, favorecendo o surgimento dos cálculos.
Dietas muito ricas em proteínas, especialmente de origem animal, também podem alterar o equilíbrio da urina.
Isso não significa que esses alimentos devam ser excluídos, mas consumidos com moderação e bom senso.
Outro ponto importante é evitar dietas restritivas ou modismos alimentares sem orientação profissional.
Mudanças bruscas na alimentação podem ter o efeito oposto ao desejado e aumentar o risco de cálculo renal.
Hábitos do dia a dia que impactam a saúde dos rins
Alguns comportamentos comuns passam despercebidos, mas interferem diretamente na formação de pedras.
Ficar muitas horas sem beber água, segurar a urina com frequência ou trabalhar em ambientes muito quentes sem reposição adequada de líquidos são exemplos clássicos.
O sedentarismo também contribui de forma indireta, já que a atividade física ajuda a regular o metabolismo e o funcionamento do organismo como um todo.
Vale atenção especial ao uso frequente de suplementos sem indicação médica.
Alguns deles podem alterar a composição da urina e favorecer a formação de cálculos.
Leitura recomendada: Cólica renal: o que fazer na primeira hora e quando ir ao hospital
Cada cálculo é diferente: por que o acompanhamento médico importa
Nem toda pedra nos rins é igual. Existem diferentes tipos de cálculos, e cada um pode exigir estratégias específicas de prevenção.
Após uma crise de cólica renal, a avaliação com o urologista permite identificar o tipo de cálculo e direcionar medidas personalizadas, evitando tentativas genéricas que nem sempre funcionam.
Esse acompanhamento é fundamental para reduzir o risco de recorrência de forma eficaz e segura.
Cólica renal não deve ser tratada como algo “normal”
Ter uma crise de cólica renal não significa que novas crises sejam inevitáveis.
Pelo contrário, o episódio costuma ser o ponto de partida para mudanças que reduzem o risco de recorrência.
Evitar novas pedras não depende de medidas extremas, mas de constância.
Beber água ao longo do dia, fazer ajustes na alimentação, observar os sinais do corpo e manter acompanhamento médico são atitudes simples que fazem grande diferença a longo prazo.
Cuidar dos rins hoje é uma forma de evitar dores intensas e sustos no futuro.
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Dr. Pedro Bastos, urologista em Juiz de Fora (MG)
Membro da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e da American Urological Association (AUA)
CRM-MG 48089 | RQE 31390



