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Pantotenato de cálcio: para que serve e quando o corpo realmente precisa dessa vitamina
É comum descobrir o pantotenato de cálcio quase por acaso.
Ele aparece no rótulo de um polivitamínico, em um suplemento para cabelo e pele ou na recomendação de alguém que está tentando lidar com cansaço persistente, queda de cabelo ou dificuldade de concentração.
O nome pode parecer técnico, mas ele nada mais é do que a forma mais estável da vitamina B5, um nutriente que participa de um dos processos mais básicos da vida: transformar o que você come em energia para o corpo funcionar.
Entender para que serve o pantotenato de cálcio não é apenas uma curiosidade nutricional.
Para muita gente, essa informação ajuda a diferenciar um sintoma passageiro de um sinal de que algo pode estar em desequilíbrio e também evita o uso desnecessário de suplementos quando a solução pode estar, simplesmente, no prato.
O que é o pantotenato de cálcio e por que ele está em quase todas as células
O pantotenato de cálcio é a forma mais usada da vitamina B5 em suplementos e alimentos fortificados. No corpo, essa vitamina tem uma função central: ela ajuda a formar uma substância chamada coenzima A.
Em termos simples, a coenzima A funciona como uma espécie de “chave metabólica”. Sem ela, as células não conseguem transformar adequadamente carboidratos, gorduras e proteínas em energia utilizável.
É por isso que a vitamina B5 está presente em praticamente todos os tecidos do organismo, do cérebro aos músculos, da pele ao sistema digestivo.
De acordo com o MedlinePlus, a vitamina B5 é essencial para a produção de energia, para a formação de hormônios e para o funcionamento adequado do sistema nervoso.
Em outras palavras, ela não atua em apenas um ponto específico, mas sustenta vários sistemas ao mesmo tempo.
Para que serve o pantotenato de cálcio no dia a dia do corpo
Na prática, o papel do pantotenato de cálcio se reflete em funções que você sente, mesmo sem perceber que há uma vitamina por trás disso.
Energia que não vem só do café
Quando você se alimenta, o corpo precisa “desmontar” os nutrientes e transformá-los em combustível para as células.
A vitamina B5 participa diretamente desse processo. Sem ela, essa conversão fica menos eficiente. É por isso que, em quadros de deficiência, um dos primeiros sinais costuma ser a fadiga persistente, aquela sensação de cansaço que não melhora nem depois de dormir bem.
Sistema nervoso e clareza mental
A vitamina B5 também participa da produção de substâncias que ajudam os neurônios a se comunicarem. Isso não significa que ela “trate ansiedade” ou “aumente a inteligência”, mas ajuda a manter o funcionamento normal do sistema nervoso.
Algumas pessoas com níveis muito baixos relatam irritabilidade, dificuldade de concentração e sensação de “mente lenta”.
Gorduras, hormônios e equilíbrio metabólico
Outro papel menos conhecido é a participação da vitamina B5 na produção de hormônios das glândulas suprarrenais, que estão ligadas à resposta ao estresse.
Além disso, ela ajuda o corpo a metabolizar gorduras, o que explica por que aparece em suplementos voltados para energia e desempenho físico, ainda que, sozinha, não seja uma solução para controle de peso ou colesterol.
Leia mais: Melhores vitaminas para os cabelos e suas principais fontes: onde encontrá-las?
Onde o pantotenato de cálcio aparece na alimentação
Uma das razões pelas quais a deficiência de vitamina B5 é considerada rara é simples: ela está presente em muitos alimentos do dia a dia.
Carnes, ovos, leite, grãos integrais, legumes como brócolis e batata-doce, cogumelos, sementes e oleaginosas são fontes naturais. Em uma alimentação variada, a maioria das pessoas atinge a quantidade necessária sem precisar de suplementação.
O problema costuma surgir em contextos específicos, como dietas muito restritivas, distúrbios de absorção intestinal, alcoolismo crônico ou fases de estresse fisiológico intenso, como doenças prolongadas.
O que a ciência diz sobre benefícios para pele, cabelo e imunidade
A vitamina B5 ganhou popularidade em produtos cosméticos e suplementos por sua relação com a saúde da pele. Em cremes e shampoos, ela aparece como pantenol, uma forma relacionada que ajuda na hidratação e na integridade da barreira cutânea.
No consumo oral, o que a ciência sustenta com mais segurança é seu papel geral no metabolismo celular.
A National Institutes of Health (NIH) destaca que a vitamina B5 é fundamental para a produção de energia e para a síntese de ácidos graxos e hormônios.
Os efeitos estéticos, quando existem, tendem a ser indiretos, resultado de um organismo funcionando melhor como um todo, e não de uma ação “cosmética” direta da vitamina.
Veja também: Você está tomando vitaminas do complexo B do jeito certo? Saiba quando elas fazem bem
Quando a falta de pantotenato de cálcio pode se manifestar
A deficiência verdadeira é incomum, mas quando acontece, costuma vir acompanhada de um conjunto de sinais, não apenas de um sintoma isolado.
Entre os relatos mais frequentes estão cansaço intenso, dores de cabeça, irritabilidade, distúrbios do sono, desconforto gastrointestinal e, em casos mais raros, sensação de formigamento ou queimação nos pés, conhecida como “síndrome dos pés ardentes”.
É importante destacar um ponto clínico: esses sintomas não são exclusivos da falta de vitamina B5. Eles também aparecem em anemia, distúrbios da tireoide, deficiência de outras vitaminas do complexo B, problemas neurológicos e condições metabólicas.
Por isso, usar um suplemento por conta própria pode mascarar o problema real e atrasar um diagnóstico adequado.
Suplementação: quando faz sentido e quando não
A maioria das pessoas que consome pantotenato de cálcio por meio de polivitamínicos já está ingerindo quantidades acima do mínimo necessário apenas com a alimentação.
Em geral, a suplementação só é considerada quando há suspeita clínica de deficiência, restrição alimentar significativa ou orientação profissional em contextos específicos.
Em doses altas, a vitamina B5 não costuma causar toxicidade grave, mas pode provocar efeitos como diarreia e desconforto gastrointestinal.
Além disso, pessoas com doenças renais, gestantes, lactantes ou em uso contínuo de medicamentos devem conversar com um profissional de saúde antes de iniciar qualquer suplemento.
A própria MedlinePlus reforça que vitaminas do complexo B, apesar de serem solúveis em água, não devem ser tratadas como inofensivas quando usadas sem critério, especialmente em combinações com outros compostos.
Quando procurar um profissional de saúde
Se você está pensando em usar pantotenato de cálcio por causa de cansaço extremo, queda de cabelo intensa, formigamento persistente, alterações de humor ou problemas de pele que não melhoram, vale um cuidado importante: esses sinais podem indicar algo além de uma simples deficiência vitamínica.
Procure avaliação médica se:
- a fadiga dura mais de algumas semanas, mesmo com sono adequado;
- há perda de sensibilidade, dormência ou queimação nos pés ou mãos;
- surgem alterações de pele associadas a perda de peso ou apetite;
- você faz uso contínuo de medicamentos ou tem doenças crônicas.
Nesses casos, exames simples podem identificar se o problema está relacionado a vitaminas, hormônios, anemia ou outras condições que exigem tratamento específico e não apenas suplementação.
Na dúvida, procurar um médico clínico gral ou endocrinologista pode fazer toda diferença.
Leia também: Vitamina B5: para que serve, por que é importante, e onde encontrá-la?
O pantotenato de cálcio na indústria e nos cosméticos
Fora da alimentação e da suplementação, a vitamina B5 é amplamente usada em produtos de cuidado pessoal. O pantenol, derivado do ácido pantotênico, aparece em cremes hidratantes, loções pós-sol e shampoos por sua capacidade de ajudar a reter água na pele e nos fios.
Na indústria alimentícia e de rações, o pantotenato de cálcio também é usado para garantir que dietas processadas atinjam os níveis mínimos de vitamina B5, especialmente em contextos onde a diversidade alimentar é limitada.
Para que serve, de verdade
O pantotenato de cálcio serve, acima de tudo, para manter o corpo funcionando no nível mais básico e essencial: transformar alimento em energia e sustentar o metabolismo celular. Ele não é uma vitamina “milagrosa”, nem um suplemento estético por si só. Seu papel é silencioso, mas fundamental.
Na maioria das pessoas, uma alimentação variada já garante a quantidade necessária. A suplementação pode ter lugar em contextos específicos, mas sempre com orientação.
E, diante de sintomas persistentes, a melhor escolha quase nunca é começar por um frasco de vitaminas e sim por uma conversa com um profissional de saúde.
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