Doença no fígado pode passar anos sem sinais. Este exame tenta mudar isso

A doença no fígado costuma evoluir em silêncio. Em muitos casos, os sintomas só aparecem quando o problema já está avançado.

Agora, um novo exame de sangue analisado por inteligência artificial pode ajudar a mudar esse cenário.

A tecnologia foi capaz de detectar sinais de fibrose e cirrose, duas alterações que podem se desenvolver por anos sem provocar sintomas.

Quando identificadas cedo, essas condições muitas vezes ainda podem ser controladas ou até revertidas.

Por que a doença no fígado costuma ser descoberta tarde

Na maioria das vezes, a doença no fígado não causa sintomas claros no início. A pessoa pode conviver com o problema por anos sem perceber nada diferente.

Quando os sinais aparecem (como cansaço frequente, inchaço abdominal ou alterações nos exames) o fígado já pode estar mais comprometido.

Parte do desafio está no diagnóstico.

Os exames de sangue usados hoje nem sempre conseguem detectar a fibrose nas fases iniciais.

Já exames de imagem podem ajudar a identificar alterações no órgão, mas dependem de equipamentos específicos e nem sempre estão disponíveis.

Por isso, médicos e pesquisadores buscam métodos mais sensíveis capazes de revelar sinais da doença antes que ela avance.

O que esse exame analisa no sangue

O exame analisa pequenos fragmentos de DNA que circulam naturalmente no sangue.

Esses pedaços de material genético são liberados pelas células do corpo o tempo todo.

Quando algum órgão sofre alterações (como o fígado) o padrão desses fragmentos também pode mudar.

É justamente esse “rastro” biológico que os pesquisadores passaram a investigar.

Em vez de procurar mutações específicas, os cientistas analisaram como esses fragmentos de DNA aparecem e se distribuem na corrente sanguínea.

Com a ajuda de inteligência artificial, foi possível identificar padrões associados à fibrose e à cirrose, inclusive em fases iniciais.

Essa descoberta é relevante porque a fibrose no fígado ainda pode ser reversível quando detectada cedo. Sem diagnóstico, porém, o problema pode evoluir para cirrose e aumentar o risco de câncer hepático.

Tecnologia também pode ajudar a detectar outras doenças

Durante as análises, os pesquisadores observaram sinais semelhantes ligados a outros problemas de saúde, como doenças cardiovasculares, inflamatórias e até neurodegenerativas.

Ainda assim, são necessários mais estudos para confirmar essas possíveis aplicações.

O método também permitiu criar um indicador capaz de diferenciar pessoas com maior ou menor carga de doenças associadas, o que pode ajudar na avaliação do estado geral de saúde.

Exame ainda não está disponível

Apesar do potencial, o teste ainda não está pronto para uso clínico.

Os cientistas afirmam que a tecnologia precisa ser validada em novos estudos antes de chegar aos consultórios.

O estudo que descreve o método foi publicado na revista científica Science Translational Medicine.

Leitura Recomendada: Comer certas frutas pode estar ligado a mais felicidade e otimismo

Compartilhe este conteúdo
Avatar photo
Michele Azevedo

Formada em Letras - Português/ Inglês, pós-graduada em Arte na Educação e Psicopedagogia Escolar, idealizadora do site Escritora de Sucesso, empresária, redatora e revisora dos conteúdos do SaúdeLab.

VIRE A CHAVE PARA EMAGRECER

INSCRIÇÕES GRATUITAS E VAGAS LIMITADAS