Quem tem pressão alta sabe que controlar os números no aparelho exige atenção diária. Além dos medicamentos, a alimentação também pode contribuir para manter a pressão arterial sob controle.
Mas quais alimentos vale a pena incluir na rotina?
O cardiologista Ricardo Ferreira indica opções que fornecem nutrientes importantes para a saúde dos vasos sanguíneos e explica por que reduzir o consumo de sal é fundamental.
Segundo ele, “uma alimentação adequada é muito importante para o controle adequado da pressão”.
Confira seis alimentos para pressão alta que podem fazer parte da rotina, segundo o cardiologista.
1. Beterraba pode favorecer a circulação sanguínea
A beterraba contém nitratos naturais, que o organismo transforma em óxido nítrico. Essa substância ajuda a relaxar os vasos sanguíneos, facilitando a passagem do sangue.
Por isso, o alimento e seu suco são estudados por pesquisadores interessados no controle da pressão arterial.
Os resultados são promissores, mas variam entre as pessoas, e a beterraba não substitui o tratamento da hipertensão.
2. Alho ajuda a reduzir o uso de sal na cozinha
“Para evitar o aumento da pressão, a gente pede para evitar o excesso de consumo de sódio”, alerta Ferreira.
Nesse contexto, o alho surge como um aliado na cozinha. Além de conter compostos bioativos investigados por possíveis efeitos cardiovasculares, ele dá sabor às refeições e pode ajudar a diminuir a quantidade de sal usada no preparo.
O cuidado, porém, não se limita ao saleiro. Temperos prontos, embutidos, enlatados e outros produtos industrializados também podem conter grandes quantidades de sódio.
3. Banana fornece potássio, mineral importante para a pressão
A banana contém um nutriente que participa da regulação da pressão arterial e contribui para o equilíbrio de minerais no organismo.
O cardiologista destaca a fruta entre as opções que podem fazer parte da alimentação de quem precisa controlar a pressão.
“A banana é uma fonte rica de potássio e ajuda a eliminar o excesso de sódio”, observa.
Feijão, laranja, tomate e vegetais verde-escuros também fornecem esse mineral.
Vale lembrar que pessoas com doença renal ou que utilizam determinados medicamentos precisam de orientação profissional antes de aumentar significativamente o consumo de potássio.
4. Aveia oferece fibras importantes para o coração
A aveia é rica em fibras, incluindo a betaglucana, que contribui para reduzir o colesterol LDL quando consumida em quantidades adequadas.
Embora esse benefício não signifique uma redução direta e garantida da pressão arterial, a aveia pode integrar uma alimentação favorável à saúde cardiovascular.
Uma opção simples é acrescentá-la a frutas ou iogurtes naturais, preferindo versões sem açúcar adicionado.
5. Sementes de abóbora fornecem magnésio
As sementes de abóbora contêm magnésio, mineral envolvido no funcionamento muscular e na regulação dos vasos sanguíneos.
Ferreira destaca o alimento como uma alternativa para aumentar a ingestão desse nutriente.
Segundo o cardiologista, o magnésio participa do relaxamento das artérias, o que pode favorecer o funcionamento do sistema cardiovascular.
As sementes podem complementar a alimentação. Prefira as versões sem excesso de sal, especialmente se você precisa controlar a pressão arterial.
6. Água de coco contribui para a hidratação
A água de coco fornece líquidos e eletrólitos, incluindo potássio. Por isso, pode contribuir para a hidratação e complementar a ingestão desse mineral.
O cardiologista também cita a bebida entre as opções interessantes para a rotina alimentar.
Isso não significa, porém, que ela seja capaz de controlar a hipertensão por conta própria. Pessoas com doença renal ou restrição de potássio precisam consultar um profissional de saúde sobre seu consumo.
Reduzir o sal continua sendo fundamental
Incluir alimentos nutritivos é importante, mas o conjunto da alimentação faz diferença. Frutas, verduras, legumes, feijão e cereais integrais devem ter espaço na rotina, enquanto o consumo excessivo de sódio precisa ser evitado.
A recomendação brasileira é limitar a ingestão de sódio a 2 g por dia, o equivalente a aproximadamente 5 g de sal, considerando todas as fontes alimentares. Por isso, vale observar também os rótulos dos produtos industrializados.
Além da alimentação, Ferreira destaca a atividade física regular e o sono de qualidade como parte do cuidado com a pressão arterial.
Quem tem hipertensão deve manter o acompanhamento médico e tomar os medicamentos conforme a prescrição. As mudanças na alimentação ajudam nesse cuidado, mas não substituem o tratamento indicado.
O cardiologista conclui reforçando que “mais importante do que apostar em um único alimento é manter uma alimentação equilibrada, reduzir o excesso de sal e adotar hábitos saudáveis que ajudem no controle da pressão arterial”.
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