Carambola tem substância neurotóxica sintetizada por pesquisadores da Universidade de São Paulo

Recentemente, pesquisadores da USP confirmaram a sintetização da caramboxina, uma substância neurotóxica encontrada na carambola. A ação contribui para com os pacientes renais, uma vez que, com esse feito, é possível auxiliar o controle dos produtos industrializados com base na fruta. Sem contar no desenvolvimento de terapias e novos tratamentos e medicamentos voltados para as doenças neurológicas.

Sintetizar a molécula dessa substância neurotóxica foi idealização do pesquisador Franco Caires em seu mestrado. Ele teve a orientação do professor Clososki. O estudo para a sintetização da caramboxina foi proposto em 2019, a fim de isolar a toxina da carambola.

Anteriormente, por volta de 2013, Norberto Garcia-Cairasco e Norberto Lopes, pesquisadores da FMRP e da FCFRP da USP, já haviam isolado e caracterizado a caramboxina dentro de um projeto colaborativo na Universidade.

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Carambola tem substância neurotóxica sintetizada por pesquisadores da Universidade de São Paulo – Foto: Canva

Motivos e a história da sintetização da caramboxina

Já é de se imaginar que tal sintetização inicial seja inviável economicamente falando. Segundo os próprios pesquisadores, é preciso alguns quilos de fruta para isolar apenas alguns miligramas de toxinas.

Foi usada a síntese orgânica, uma das principais áreas de pesquisa da química orgânica, para obter métodos de síntese molecular. A esperança dos pesquisadores é que as pesquisas farmacológicas acercados efeitos neurotóxicos dessa substância continuem.

Foram avaliadas diversas possibilidades para obtenção das toxinas dos produtos naturais, contudo, o processo sintético foi escolhido pois seria viável usar materiais amplamente disponíveis. Além do mais, era comprovadamente eficiente, bem como reproduzível em escalas diferentes.

Miguel Neto, médico nefrologista, relata o início das pesquisas relacionadas à caramboxina se deu no fim dos anos 90. Ainda segundo Neto, pacientes, especialmente os que faziam diálise, tinham episódios de soluço ao longo do dia ou mais após a ingestão da carambola. Além dos soluços, sofriam com outros problemas, como confusões mentais, convulsões e até mesmo coma, o que levou à morte de um certo número de pessoas.

A explicação do médico para o efeito do consumo da carambola em indivíduos sem doenças renais, é que a fruta é eliminada normalmente, não causando problemas. Contudo, se o rim não funcionar corretamente, a caramboxina tende a se acumular no sangue. Com isso, a substância neurotóxica penetrará nas barreiras do cérebro, depositando-se na área da consciência, no centro cardíaco, bem como no centro pulmonar. É possível até que cause suficiente excitação cerebral que leve a convulsões fatais, confirmou Moysés Neto.

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Kethlyn Bukner

Graduanda de Biomedicina pela Unicesumar no Paraná, também possui quatro anos de experiência na área de Farmácia, através do curso técnico.

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