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Ela achou que era só dor no calcanhar — mas o diagnóstico revelou um câncer raro
O incômodo parecia pequeno demais para preocupar. Mas foi ali, no calcanhar, que a vida de Christine Lote começou a mudar. Sem sinais claros de que algo mais sério estava por trás.
Morando no Reino Unido, corredora dedicada e com uma rotina ativa, ela estava acostumada a dores após os treinos. Quando o desconforto apareceu, fez o que muita gente faz. Seguiu em frente.
Aos 42 anos, começou a sentir algo diferente. Não era apenas dor. Havia também um inchaço persistente, leve, mas constante. Ainda assim, nada que parecesse urgente.
A explicação veio rápido (e parecia lógica). Lesão esportiva. Tendinite.
Os médicos seguiram essa linha. Vieram sessões de fisioterapia, orientações, tentativas de recuperação.
Mas o corpo não respondia.
A dor continuava ali.
E, com o tempo, deixava de ser apenas um incômodo passageiro.
Quando a dor não melhora, o alerta precisa acender
Foram anos convivendo com aquele desconforto no calcanhar. Algo que parecia controlável, quase parte da rotina.
Até que veio o exame que mudou tudo.
Uma ressonância magnética revelou que o problema não era uma inflamação comum.
Era um tipo raro de câncer ósseo chamado condrossarcoma — uma doença que se desenvolve nas células da cartilagem e costuma ser difícil de detectar nos estágios iniciais.
O diagnóstico veio em janeiro de 2022, em um momento delicado.
Christine estava em licença maternidade, cuidando da primeira filha, Sophie, que tinha apenas sete meses.
Receber a notícia naquele contexto trouxe uma sequência de perguntas inevitáveis. Sobre o futuro. Sobre o tempo. Sobre a própria vida.
E um medo específico se impôs. Ela havia passado por uma gravidez enquanto o câncer já estava presente no corpo.
Um tipo de câncer que não responde aos tratamentos mais comuns
Diferente de muitos outros tumores, o condrossarcoma não costuma responder à quimioterapia ou à radioterapia.
O tratamento principal é cirúrgico.
Ainda em 2022, Christine passou por uma operação para remover o tumor.
Depois do procedimento, conseguiu retomar parte da rotina. Voltou ao trabalho e tentou reconstruir o dia a dia.
Por um momento, parecia que tudo estava sob controle.

O retorno silencioso da doença
Durante a segunda gravidez, já esperando sua filha Chloe, um sinal conhecido voltou a aparecer.
O inchaço na região do calcanhar e do tornozelo.
Mesmo assim, exames mais detalhados não foram realizados naquele período, por precaução.
Após o nascimento da bebê, em fevereiro de 2023, veio a confirmação.
O câncer havia retornado.
Dessa vez, a única alternativa para conter a doença era uma decisão drástica: amputar a perna abaixo do joelho.
A decisão mais difícil — e inevitável
Naquele momento, Christine tinha um bebê de quatro meses e outra filha pequena em casa.
Pensar na vida após a amputação parecia esmagador.
- Como cuidar das filhas?
- Como caminhar?
- Como manter a autonomia no dia a dia?
Ainda assim, a escolha era clara.
Se aquela era a única forma de continuar vivendo, não havia outra opção.
A cirurgia foi realizada em junho de 2023.
Nos meses seguintes, veio o processo de adaptação.
- Reaprender a andar
- Encontrar equilíbrio
- Redefinir limites
E, aos poucos, reconstruir a própria rotina.
Quando o câncer se espalha sem dar sinais
Após a cirurgia, Christine passou a fazer acompanhamento regular, com exames a cada três meses.
Até que, no aniversário de três anos da filha, recebeu uma nova notícia.
Os médicos haviam identificado algo suspeito nos pulmões.
O mais surpreendente é que não havia sintomas.
- Sem falta de ar
- Sem tosse
- Sem qualquer sinal respiratório evidente
Parte do pulmão foi removida para análise. O resultado confirmou o que ela mais temia.
O câncer havia se espalhado. Agora, em estágio 4.
Sem possibilidade de cura.
O impacto de um prognóstico limitado
Com a progressão da doença, Christine recebeu uma estimativa difícil de processar: cerca de cinco anos de vida, em um cenário considerado otimista.
Esse tipo de informação muda completamente a forma como o tempo é percebido.
Datas ganham outro peso. Momentos simples se tornam prioridade.
Ela sabe que talvez não esteja presente em fases importantes da vida das filhas, como o fim da escola primária.
E isso redefine tudo.

Os sinais que podem passar despercebidos
O caso chama atenção por um motivo comum. Os primeiros sintomas eram facilmente explicáveis.
- Dor persistente
- Inchaço localizado
- Desconforto ligado à rotina física
Em muitos casos, esse tipo de sinal é ignorado, especialmente quando há uma justificativa aparente, como esforço ou prática esportiva.
Mas quando o corpo mantém o mesmo alerta por muito tempo, investigar se torna essencial.
O que ela decidiu fazer com o tempo que tem
Hoje, Christine vive em acompanhamento constante. Os exames mais recentes indicam estabilidade, embora a incerteza faça parte da rotina.
Diante disso, a prioridade mudou.
Criar memórias com as filhas se tornou central.
Ela escreve cartas mensais para cada uma delas, registrando momentos simples do cotidiano. Uma forma de permanecer presente, independentemente do que aconteça.
E decidiu também retomar algo que sempre fez parte da sua identidade.
Correr.
Mesmo com uma prótese, começou a treinar novamente.
Participar de uma corrida de 10 km deixou de ser apenas um desafio físico.
Virou uma forma de mostrar (para si mesma e para as filhas) que ainda é possível seguir em frente, mesmo diante das limitações.
As informações são do Daily Mail.
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