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Exame BERA: quando ele é solicitado e por que costuma gerar dúvidas
Receber a solicitação do exame BERA pode causar preocupação, principalmente quando envolve bebês ou crianças pequenas.
Muitas pessoas veem o nome no pedido médico e não sabem exatamente o que será avaliado. Isso gera insegurança, especialmente quando o exame está relacionado à audição ou ao desenvolvimento da fala.
Também é comum que o exame seja indicado após falha no teste da orelhinha, atraso na fala ou suspeita de perda auditiva.
Nessas situações, o termo técnico aumenta a ansiedade. Além disso, a presença de duas siglas diferentes, BERA e PEATE, costuma confundir ainda mais.
Entender o que é o exame, para que serve e como ele é feito ajuda a reduzir a preocupação inicial. Saber que se trata de um procedimento seguro também traz mais tranquilidade. Essas informações são importantes antes mesmo da realização do teste.
O que é o exame BERA (PEATE)
O exame BERA, também conhecido como exame PEATE (Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico), é um teste que avalia a resposta do sistema auditivo ao som.
Ele analisa como o estímulo sonoro percorre o ouvido até chegar ao cérebro. Essa avaliação permite identificar alterações que nem sempre aparecem em exames auditivos comuns.
Diferentemente de outros testes, o BERA não depende da resposta do paciente. O equipamento registra automaticamente a atividade elétrica gerada pelas vias auditivas.
Isso torna o exame especialmente útil em bebês, crianças pequenas e pessoas com dificuldade de comunicação.
Na prática, o exame avalia não apenas se a pessoa escuta, mas também se o som está sendo transmitido corretamente. Ele analisa o funcionamento do nervo auditivo e das estruturas do tronco encefálico.
Essas informações ajudam na investigação de alterações auditivas e neurológicas relacionadas à audição.
Para que serve o exame BERA
Uma das principais funções do exame é identificar perda auditiva. Ele pode detectar alterações leves, moderadas ou profundas. Essa avaliação é importante especialmente quando há suspeita de que a audição esteja comprometida.
O exame também ajuda a investigar alterações nas vias auditivas. Isso significa que mesmo quando o ouvido está funcionando, pode existir dificuldade na transmissão do som até o cérebro. Nesses casos, o BERA contribui para esclarecer a causa do problema.
Outra indicação comum é confirmar resultados de outros testes auditivos. Isso acontece com frequência após falha no teste da orelhinha. O BERA permite uma avaliação mais detalhada e objetiva.
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Exame BERA e teste da orelhinha: qual é a diferença
O teste da orelhinha é uma triagem auditiva realizada nos primeiros dias de vida. Ele serve para identificar possíveis alterações iniciais. Quando há dúvida no resultado, o exame BERA pode ser solicitado para investigação mais completa.
Enquanto o teste da orelhinha avalia a resposta do ouvido interno, o BERA analisa o caminho do som até o cérebro. Por isso, ele fornece informações mais detalhadas. Os dois exames são complementares.
Mesmo quando o teste da orelhinha é normal, o exame PEATE pode ser indicado. Isso ocorre quando existem fatores de risco para perda auditiva. Prematuridade, infecções durante a gestação e histórico familiar são alguns exemplos.
Como o exame BERA é feito na prática
Durante o exame, pequenos sensores são colocados na pele, geralmente na testa e atrás das orelhas. Esses sensores registram a atividade elétrica gerada pelo sistema auditivo. Eles não emitem estímulos e não causam dor.
O paciente também utiliza fones de ouvido. Por meio deles, são enviados sons suaves e controlados. O equipamento registra como o cérebro responde a esses estímulos.
Para que o resultado seja confiável, é necessário permanecer imóvel. Por isso, o exame costuma ser realizado enquanto o paciente dorme. Em bebês, isso geralmente acontece durante o sono natural.
- Colocação de sensores na testa e atrás das orelhas
- Uso de fones com estímulos sonoros leves
- Registro automático das respostas do cérebro
- Necessidade de permanecer imóvel
- Duração média entre 30 e 60 minutos
O tempo do exame pode variar. Em média, dura entre 30 minutos e uma hora. Esse período depende da idade do paciente e da colaboração durante o procedimento.
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O exame BERA dói ou oferece riscos?
O exame BERA é considerado não invasivo e indolor. Não há uso de agulhas, choques elétricos ou qualquer tipo de intervenção dolorosa. Os sensores apenas captam sinais naturais do corpo.
Os sons utilizados no teste são seguros e controlados. Eles não causam danos à audição. A intensidade é ajustada conforme a necessidade da avaliação.
O procedimento pode gerar apenas leve incômodo pela colocação dos sensores. No entanto, esse desconforto costuma ser mínimo. Em geral, o paciente permanece tranquilo durante o exame.
O exame BERA precisa de sedação?
Em recém-nascidos e bebês pequenos, o exame geralmente é feito durante o sono natural. Muitas equipes orientam que a criança chegue com sono. Isso facilita a realização sem necessidade de sedação.
Quando a criança é maior e não consegue ficar parada, a sedação pode ser considerada. Essa decisão depende da idade e da necessidade do exame. Nem todos os pacientes precisam desse recurso.
Quando indicada, a sedação segue protocolos de segurança. O procedimento é realizado com monitoramento adequado. A avaliação prévia reduz riscos e aumenta a segurança.
Quando a sedação pode ser considerada
- Criança que não consegue permanecer imóvel
- Exame com dificuldade de registro
- Agitação intensa durante o procedimento
- Idade que dificulta o sono natural
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Situações que exigem atenção antes do exame
Algumas condições podem interferir na qualidade do resultado. Infecção de ouvido, febre ou agitação intensa podem dificultar a realização. Nessas situações, o exame pode ser adiado.
Também é importante informar o uso de medicamentos. Algumas substâncias podem alterar o sono ou o estado de alerta. Isso pode interferir na captação das respostas auditivas.
Outro cuidado é seguir as orientações da equipe. Em casos com possibilidade de sedação, pode ser necessário jejum. Essas recomendações variam conforme a idade e o local do exame.
Cuidados importantes antes do exame BERA
- Evitar realizar o exame com febre
- Informar uso de medicamentos
- Seguir orientações sobre sono do paciente
- Confirmar necessidade de jejum quando indicado
- Comunicar infecção recente de ouvido
Limites do exame BERA
Apesar de ser um exame completo, o exame BERA não deve ser interpretado isoladamente. O resultado precisa ser analisado junto com avaliação clínica. Isso evita conclusões equivocadas.
O exame também não substitui outros testes quando necessários. Em alguns casos, avaliações complementares podem ser solicitadas. O objetivo é obter diagnóstico mais preciso.
Mesmo assim, o exame PEATE é uma ferramenta importante na investigação auditiva. Ele fornece informações detalhadas sobre o funcionamento das vias auditivas. Por isso, costuma ser indicado quando há necessidade de avaliação mais aprofundada.
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