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Magnésio para dor nas articulações: entenda seus reais efeitos
A dor nas articulações faz parte da rotina de milhões de brasileiros. Pode começar como um incômodo leve no joelho ao subir escadas, uma rigidez nas mãos ao acordar ou aquela sensação de “junta travada” depois de muito tempo sentado.
Quando o desconforto se repete, é natural buscar alternativas além dos analgésicos tradicionais. Nesse contexto, o magnésio para dor nas articulações tem ganhado atenção.
Mas será que ele realmente ajuda? E, se ajuda, de que forma?
Antes de qualquer promessa, é importante entender o que está por trás da dor articular e como o magnésio atua no organismo.
O que causa dor nas articulações?
A dor articular pode ter diferentes origens. As causas mais comuns envolvem desgaste da cartilagem, inflamação da membrana sinovial (estrutura que reveste a articulação), sobrecarga mecânica, lesões ou doenças autoimunes, como a artrite reumatoide.
Na osteoartrite, por exemplo, há um processo progressivo de desgaste da cartilagem. Já nas doenças inflamatórias, o próprio sistema imunológico ataca estruturas articulares, gerando dor, inchaço e rigidez.
A Organização Mundial da Saúde (World Health Organization) reconhece as doenças musculoesqueléticas como uma das principais causas de incapacidade no mundo, impactando mobilidade, autonomia e qualidade de vida.
Ou seja, não se trata apenas de dor: é uma questão funcional e social.
É nesse cenário que nutrientes com possível papel modulador da inflamação e da função muscular passam a ser estudados com mais atenção.
Leitura Recomendada: Suplemento para dor nas articulações: o que você precisa saber
O papel do magnésio no corpo — e nas articulações
O magnésio é um mineral essencial envolvido em mais de 300 reações bioquímicas. Ele participa da produção de energia, da contração e relaxamento muscular, da condução nervosa e da regulação do metabolismo do cálcio.
O magnésio é fundamental para a saúde óssea, pois influencia diretamente a formação do osso e o equilíbrio com cálcio e vitamina D. Baixos níveis do mineral podem estar associados a alterações na densidade óssea e no funcionamento muscular.
Mas onde isso se conecta com a dor nas articulações?
Inflamação e dor: onde o magnésio pode atuar
Processos inflamatórios liberam substâncias químicas que sensibilizam terminações nervosas, aumentando a percepção da dor.
Estudos observacionais e revisões clínicas sugerem que níveis adequados de magnésio estão associados a menores marcadores inflamatórios sistêmicos.
Embora ele não seja um anti-inflamatório no sentido clássico, o magnésio participa da regulação de citocinas inflamatórias e do estresse oxidativo — dois fatores envolvidos na dor crônica.
Vale reforçar que a dor crônica envolve mecanismos complexos de sensibilização periférica e central, nos quais desequilíbrios metabólicos e inflamatórios podem influenciar a intensidade do sintoma.
Em termos simples: quando o corpo está metabolicamente mais equilibrado, a tendência é que os mecanismos de amplificação da dor sejam menos intensos.
Relaxamento muscular e sobrecarga articular
Outro ponto importante é o papel do magnésio no relaxamento muscular. Ele atua como regulador da contração, equilibrando a ação do cálcio nas fibras musculares.
Na prática, isso significa que níveis adequados ajudam a evitar contrações excessivas e tensão muscular persistente. Músculos muito tensos ao redor de uma articulação aumentam a compressão local, piorando a dor — especialmente em joelhos, ombros e região lombar.
É comum, por exemplo, que pessoas com dor no joelho apresentem encurtamento muscular nas coxas. Se o músculo não relaxa adequadamente, a articulação sofre mais impacto.
Leitura Recomendada: Quem toma magnésio à noite dorme melhor mesmo?
Magnésio para dor nas articulações: qual tipo escolher?
Nem todo suplemento de magnésio é igual. A diferença está principalmente na forma química, que influencia absorção e tolerabilidade gastrointestinal.
O magnésio glicina (ou bisglicinato) é frequentemente indicado por ter boa absorção e menor risco de causar desconforto intestinal. Por estar ligado a um aminoácido, tende a ser melhor tolerado por pessoas sensíveis.
O magnésio malato combina o mineral com ácido málico, substância envolvida na produção de energia celular. Pode ser interessante para quem relata dor associada a fadiga muscular.
Já o cloreto de magnésio é bastante conhecido e acessível, mas pode ter efeito laxativo em doses mais altas.
Quanto às formas tópicas, como “óleo de magnésio” ou banhos com sais de Epsom (sulfato de magnésio), muitas pessoas relatam sensação de relaxamento muscular.
No entanto, a absorção significativa pela pele ainda é tema de debate científico. O benefício pode estar mais ligado ao relaxamento térmico e muscular do banho do que à absorção sistêmica do mineral.
Alimentação também conta
Antes de pensar em cápsulas, vale olhar para o prato. Folhas verde-escuras, sementes como abóbora e girassol, castanhas, feijão e grãos integrais são fontes naturais de magnésio.
Uma alimentação equilibrada não atua apenas pelo magnésio isoladamente, mas pelo conjunto de nutrientes com efeito antioxidante e anti-inflamatório.
Além disso, vitamina D adequada, controle de peso e prática regular de atividade física supervisionada são pilares no manejo da dor articular.
Leia mais: Doenças causadas pelo excesso de magnésio: riscos, sintomas e como evitar
Quando o magnésio pode fazer diferença real?
O magnésio para dor nas articulações tende a ser mais útil quando há deficiência do mineral ou quando a dor tem componente muscular associado.
Pessoas com alimentação restrita, idosos, indivíduos com distúrbios gastrointestinais ou uso prolongado de certos medicamentos podem apresentar níveis mais baixos. Nesses casos, a correção da deficiência pode melhorar cãibras, tensão muscular e, indiretamente, parte da dor articular.
Por outro lado, em doenças inflamatórias autoimunes ativas ou em quadros avançados de osteoartrite com grande desgaste estrutural, o magnésio não substitui tratamento médico específico. Ele pode ser coadjuvante — não solução isolada.
Sinais de alerta: quando procurar avaliação médica
Dor articular persistente por mais de algumas semanas, inchaço importante, vermelhidão, calor local, febre associada ou rigidez matinal prolongada (acima de 30 minutos) merecem avaliação médica.
Também é importante investigar quando a dor limita atividades simples, como caminhar, pentear o cabelo ou segurar objetos.
Pessoas com doença renal devem ter cuidado redobrado com suplementação de magnésio, pois a eliminação do mineral ocorre pelos rins. O excesso pode causar efeitos adversos como fraqueza, queda de pressão e alterações cardíacas.
Nenhum suplemento deve substituir diagnóstico adequado.
Leia mais: Quais os sintomas da falta de magnésio no corpo? Saiba como repor esse mineral importante
Então, vale a pena usar magnésio para dor nas articulações?
A resposta mais honesta é: depende do contexto.
O magnésio tem papel fisiológico relevante na saúde óssea, muscular e metabólica. Pode contribuir para redução de tensão muscular, apoiar o equilíbrio inflamatório e melhorar o funcionamento geral do sistema musculoesquelético.
Mas ele não é uma “cura” para artrite ou artrose.
Quando integrado a uma abordagem mais ampla — que inclui alimentação adequada, movimento orientado, controle de peso, sono de qualidade e acompanhamento profissional — pode ser um aliado interessante.
Se você convive com dor articular frequente, o primeiro passo não é escolher o tipo de magnésio, mas entender a causa do sintoma. A partir disso, é possível decidir, com segurança, se a suplementação faz sentido no seu caso.
Cuidar das articulações é um processo contínuo. E informação de qualidade é parte fundamental desse cuidado.
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