Book Appointment Now

O que a herpes pode causar no organismo: efeitos, riscos e quando se preocupar
A herpes é uma infecção viral muito comum, mas que ainda causa dúvidas e preocupação em quem recebe o diagnóstico ou percebe os primeiros sintomas.
Muitas pessoas não sabem o que a herpes pode causar no organismo” e ainda temem que o vírus provoque danos além das lesões visíveis, ou que afete órgãos internos. Essa dúvida é frequente tanto em quem tem herpes labial quanto genital.
Entender como o vírus se comporta e quais efeitos realmente pode gerar no corpo é essencial para reduzir o medo e adotar cuidados adequados. Embora a herpes seja crônica, a maior parte das pessoas convive bem com o vírus e apresenta apenas manifestações leves e controláveis.
O risco de complicações existe, mas é incomum e ocorre principalmente em grupos específicos.
Como a herpes age no corpo
A herpes é causada pelos vírus HSV-1 e HSV-2, que pertencem à família Herpesviridae. O HSV-1 costuma afetar a região dos lábios e boca, enquanto o HSV-2 está mais associado à herpes genital.
No entanto, ambos podem aparecer em qualquer área, dependendo da forma de transmissão e exposição.
Após a infecção inicial, o vírus entra no organismo e se aloja nos gânglios nervosos. Ali, ele permanece inativo por longos períodos, podendo reativar em momentos específicos, como queda da imunidade, estresse, alterações hormonais ou doenças que exigem maior resposta do corpo.
Essa característica explica as crises recorrentes.
Apesar da presença permanente do vírus, a herpes não circula livremente pelo organismo e não afeta órgãos internos em pessoas saudáveis. Ela permanece restrita aos nervos e à pele onde manifestou a primeira infecção.
Por isso, na maior parte dos casos, seus efeitos são localizados.
Leitura Recomendada: Banana tem lisina ou arginina? Descubra se quem tem herpes pode comer
O que a herpes pode causar no organismo em situações comuns
Quando as pessoas procuram o termo “o que a herpes pode causar no organismo”, elas geralmente querem saber se os sintomas que estão sentindo são normais. A verdade é que, na maioria das vezes, as manifestações são localizadas e previsíveis.
O primeiro efeito comum é o surgimento de lesões dolorosas na pele ou mucosas. Antes delas, muitos notam uma fase de formigamento, coceira leve ou ardência no local. A seguir, pequenas bolhas surgem, estouram e formam crostas, geralmente cicatrizando em até duas semanas.
Outro efeito comum é o aumento dos gânglios linfáticos próximos da região afetada. Isso acontece porque o sistema imunológico responde à infecção. Esse aumento costuma ser discreto e não representa risco.
Em algumas crises, principalmente na primeira, pode ocorrer febre baixa, mal-estar, cansaço ou dor de cabeça. São manifestações leves e transitórias, esperadas em muitas infecções virais agudas.
Impactos da herpes no organismo em crises recorrentes
A recorrência das crises gera maior incômodo emocional e físico do que efeitos sistêmicos graves. Para muitos pacientes, o impacto no bem-estar é o principal motivo de preocupação. O medo de novas lesões, o receio da transmissão e a mudança na rotina íntima costumam fazer parte da vivência da doença.
Além disso, fatores que diminuem a imunidade, como noites mal dormidas, estresse prolongado ou outras infecções, podem facilitar a reativação do vírus. Isso leva algumas pessoas a relacionar a herpes a um organismo “fraco”, o que não corresponde à realidade. O vírus pode reativar mesmo em pessoas saudáveis.
Outro impacto é o desconforto durante as crises, que pode interferir no sono, na alimentação e na atividade sexual, dependendo da região acometida. Esses fatores influenciam a qualidade de vida, mas não representam danos permanentes ao corpo.
Leitura Recomendada: Lisina e Herpes: saiba como a lisina ajuda no controle e prevenção das crises
Complicações da herpes: quando existe risco real
Embora a maior parte das pesquisas sobre o que a herpes pode causar no organismo leve o leitor a temer complicações graves, é importante reforçar que elas são incomuns, especialmente em adultos saudáveis. Ainda assim, conhecer esses riscos ajuda a identificar os sinais que merecem atenção.
Uma complicação possível é a herpes ocular, que ocorre quando o vírus atinge a região dos olhos. Ela pode causar vermelhidão, dor, sensibilidade à luz e visão turva. Caso não tratada, pode gerar danos à córnea.
Outra situação rara é a herpes disseminada, quando o vírus se espalha para outras áreas do corpo. Esse quadro costuma acontecer em pessoas com imunidade muito baixa, como pacientes em tratamento oncológico ou com doenças autoimunes graves.
Também existe a possibilidade de herpetic whitlow, uma infecção herpética nos dedos. Embora dolorosa, ela é tratável e não representa risco sistêmico.
A complicação mais grave, porém extremamente rara, é a encefalite herpética. Trata-se de uma inflamação no cérebro causada pelo vírus, que exige tratamento hospitalar imediato.
Quem tem maior risco de complicações
Alguns grupos apresentam maior probabilidade de desenvolver complicações, e por isso precisam ter atenção redobrada. Gestantes com lesões ativas perto do parto têm risco aumentado de transmitir o vírus ao bebê, podendo causar herpes neonatal, um quadro mais grave em recém-nascidos.
Pessoas com imunidade diminuída também fazem parte do grupo de risco. Pacientes que fazem uso de imunossupressores, como corticoides em doses altas ou medicamentos para transplante, podem ter dificuldade em controlar a infecção.
Recém-nascidos e pessoas com doenças hematológicas também podem apresentar manifestações mais intensas da herpes. Nesses casos, o acompanhamento médico deve ser contínuo para reduzir riscos e prevenir complicações.
Veja também: Quem tem herpes pode doar sangue? Saiba se existe alguma relação
Sinais de alerta: quando procurar atendimento médico
Embora a maior parte dos quadros seja leve, alguns sinais merecem atenção. Lesões que não cicatrizam, que aumentam rapidamente ou que se espalham para várias áreas precisam de avaliação médica. A presença de febre persistente, mal-estar intenso ou dor ocular também exige cuidado.
Pacientes que apresentam visão turva, fotofobia ou dor forte nos olhos devem procurar atendimento imediato, pois pode se tratar de herpes ocular. Da mesma forma, sintomas neurológicos, como confusão mental ou sonolência excessiva, são sinais de gravidade, embora muito raros.
Gestantes com qualquer manifestação de herpes, especialmente na fase final da gestação, devem comunicar o obstetra para avaliação do melhor manejo clínico.
Tratamento e cuidados para controlar a herpes
O tratamento da herpes é baseado principalmente no uso de antivirais. Eles reduzem o tempo de duração das lesões e ajudam a aliviar o desconforto. Para isso, precisam ser iniciados nas primeiras 48 horas após o surgimento dos sintomas, quando sua eficácia é maior.
Pessoas com crises recorrentes podem se beneficiar do uso contínuo de antivirais, indicado pelo médico, para reduzir a frequência das reativações. Essa abordagem é especialmente útil para quem vive episódios muito frequentes ou dolorosos.
Além do tratamento medicamentoso, alguns hábitos ajudam a controlar o vírus. Dormir bem, manter o estresse sob controle e cuidar da imunidade geral são medidas úteis. O uso de protetor labial com filtro solar também pode reduzir crises em quem tem herpes labial.
Herpes tem cura? O que esperar a longo prazo
A herpes não tem cura definitiva porque o vírus permanece no organismo em estado de latência. No entanto, isso não significa que a pessoa terá crises constantes. Muitas apresentam apenas um episódio leve ao longo da vida, e outras passam longos períodos sem manifestar sintomas.
A longo prazo, a convivência com o vírus tende a ser tranquila. Com o tratamento adequado, prevenção e informação correta, é possível controlar as crises, reduzir o desconforto e minimizar o impacto emocional.
Entender o que a herpes pode causar no organismo é essencial para reduzir o medo e orientar decisões com base em fatos. Na grande maioria dos casos, a doença provoca sintomas limitados à região da pele ou mucosa afetada e não causa danos sistêmicos. As complicações existem, mas são raras e geralmente ocorrem em grupos específicos.
Com acompanhamento médico, tratamento adequado e cuidados simples no dia a dia, é possível controlar a herpes, reduzir crises e manter boa qualidade de vida. Informação confiável continua sendo o caminho mais seguro para lidar com o vírus de maneira equilibrada e sem estigma.
Continue a leitura: Quanto tempo dura herpes labial? Saiba os cuidados que você precisa ter



