Panela de teflon faz mal? O que acontece quando esquenta demais ou está riscada

Panela de teflon faz mal? Quem tem uma frigideira antiaderente em casa provavelmente já se perguntou isso ao notar um risco no fundo da panela ou ao ouvir que o “teflon” pode liberar substâncias perigosas.

A dúvida parece simples, mas envolve situações bem diferentes.

Uma panela com revestimento de PTFE, conhecido popularmente como teflon, não é considerada prejudicial à saúde quando usada nas condições previstas para esse tipo de utensílio.

O cuidado mais importante está no superaquecimento do revestimento.

O que é o teflon usado nas panelas?

Teflon é uma marca comercial associada ao PTFE (politetrafluoretileno), um material usado para produzir superfícies antiaderentes.

O PTFE faz parte de um grupo maior de substâncias chamado PFAS. Como esse grupo reúne compostos diferentes, não é correto considerar que todos tenham os mesmos efeitos ou ofereçam o mesmo risco.

No caso das panelas, o PTFE forma uma camada antiaderente sobre a superfície. Quando o utensílio é usado normalmente, a quantidade de material que pode passar para os alimentos é considerada muito baixa.

É por isso que órgãos como a FDA, nos Estados Unidos, não consideram o uso normal desses revestimentos uma fonte relevante de exposição.

No Brasil, a Anvisa também estabelece regras para materiais que entram em contato com alimentos. Os revestimentos usados em panelas precisam atender a requisitos que limitam a migração de substâncias para a comida.

O uso cotidiano oferece risco?

Para quem utiliza a panela de acordo com as orientações do fabricante, o uso culinário habitual do PTFE não é considerado uma fonte importante de exposição aos PFAS.

Isso significa que ter uma panela antiaderente em casa, por si só, não indica que os alimentos preparados nela estejam sendo contaminados em níveis preocupantes.

O cenário que merece mais atenção é outro: quando a panela é submetida a temperaturas muito elevadas.

O que acontece se a panela de teflon superaquecer?

Quando o PTFE é submetido a calor excessivo, especialmente com a panela vazia sobre uma fonte de calor intensa, o revestimento pode se decompor e liberar vapores.

A inalação desses vapores pode provocar a chamada febre dos polímeros, conhecida popularmente como “gripe do teflon”. Entre os possíveis sintomas estão febre, calafrios, dor de cabeça, cansaço e dores no corpo.

Por isso, deixar uma frigideira antiaderente vazia aquecendo por muito tempo é um hábito que deve ser evitado.

E se a panela estiver riscada?

Um risco pequeno no revestimento não significa que a panela tenha se tornado perigosa de uma hora para outra.

O problema é quando a superfície está muito desgastada, descascando ou com partes do revestimento se soltando. Nesse caso, o melhor é trocar o utensílio.

Também vale evitar facas, garfos e outros utensílios metálicos se o fabricante recomendar o uso de materiais que não risquem a superfície.

Esponjas ásperas e produtos abrasivos também podem acelerar o desgaste do revestimento.

Como usar uma panela antiaderente com segurança?

Alguns cuidados simples ajudam a evitar o superaquecimento e o desgaste do revestimento:

  • não deixe a panela vazia aquecendo por tempo prolongado;
  • prefira fogo baixo ou médio, conforme a orientação do fabricante;
  • evite utensílios que possam riscar a superfície;
  • não use esponjas ou produtos abrasivos quando forem contraindicados;
  • substitua a panela se o revestimento estiver muito deteriorado.

Quem cria pássaros em casa deve ter atenção especial. Essas aves são extremamente sensíveis aos vapores liberados pelo superaquecimento de revestimentos de PTFE, e a exposição pode ser fatal.

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Redação SaúdeLab

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