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Pressão alta silenciosa: nada dói, nada avisa, até que o susto acontece
A hipertensão arterial é uma das doenças mais comuns do mundo, e uma das mais traiçoeiras.
Ela é conhecida por evoluir sem provocar sintomas claros, até que se manifesta de forma abrupta, muitas vezes por meio de um susto no coração: infarto, arritmia, insuficiência cardíaca ou até um AVC.
Não é raro que o diagnóstico só venha após um evento grave, quando o dano já está instalado.
Pressão alta silenciosa: quando os sintomas quase não dão aviso
O grande problema da pressão alta é justamente o seu caráter silencioso.
Diferente de outras condições, a dor de cabeça, tontura ou mal-estar só aparecem em estágios mais avançados ou durante picos de pressão.
Enquanto isso, níveis elevados atuam de forma contínua sobre o organismo, forçando o coração a trabalhar contra uma resistência maior e provocando alterações progressivas nas artérias.
O que ela faz com o coração ao longo do tempo
Com o tempo, o músculo cardíaco se espessa, as artérias perdem elasticidade e o risco de formação de placas de gordura aumenta.
Esse processo favorece o surgimento de infarto, insuficiência cardíaca, arritmias e problemas renais.
O coração, que deveria funcionar de forma eficiente e equilibrada, passa a operar sob estresse constante, muitas vezes sem que o paciente perceba.
Pressão alta silenciosa também afeta pessoas mais jovens
Outro fator preocupante é que a hipertensão deixou de ser um problema restrito a idosos.
O aumento do sedentarismo, do consumo de alimentos ultraprocessados ricos em sódio, do estresse crônico e da privação de sono fez com que pessoas cada vez mais jovens apresentassem pressão elevada.
Muitos acreditam que estão protegidos por não terem sintomas ou por se sentirem “bem”, o que contribui para o atraso no diagnóstico.
Além disso, existe uma falsa sensação de segurança quando a pressão “só sobe de vez em quando”.
Picos frequentes, mesmo que intercalados com períodos normais, já são suficientes para causar danos ao sistema cardiovascular.
O coração não distingue se a agressão é contínua ou intermitente. Poucos sabem, mas o efeito cumulativo existe.
Como identificar e controlar a pressão alta antes do susto
No entanto, a hipertensão é facilmente diagnosticável e, na maioria dos casos, controlável.
Aferir a pressão regularmente ainda é a principal ferramenta de prevenção. Medidas simples, como redução do consumo de sal, prática regular de atividade física, controle do peso, sono adequado e manejo do estresse, têm impacto direto nos níveis de pressão.
Quando necessário, o uso correto de medicação reduz significativamente o risco de complicações.
Descobrir a pressão alta antes do “susto” muda completamente o prognóstico. Informação, acompanhamento médico e atenção aos fatores de risco são as chaves para impedir que um problema invisível se transforme em uma emergência cardíaca.
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Dr. Ricardo Ferreira é médico cardiologista, doutor pela Universidade de São Paulo e especialista em Estimulação Cardíaca Artificial, Arritmia Clínica e Eletrofisiologia Clínica e Invasiva.



