Qual é a causa de cobreiro? Saiba complicações, tratamento e pare de sofrer com essa dor

O cobreiro é uma doença ligada ao vírus da varicela que se manifesta na infância e pode reaparecer quando ficamos adultos

Muitas pessoas não sabem, mas o agente infeccioso que causa de cobreiro é mesmo da Catapora. É de suma importância conhecer mais dessa doença denominada Herpes – que na linguagem popular é conhecida como cobreiro. A doença que se manifesta na infância e pode reaparecer quando ficamos adultos em algumas situações bem pontuais.  O SaúdeLab traz as principais informações sobre o assunto, bem como dicas de tratamento e possibilidades de controle.

Causa de cobreiro e possíveis tratamentos

Afinal qual a causa do cobreiro? Saiba que o cobreiro é uma doença ligada ao vírus da Catapora(varicela) e, embora cause bolhas muito semelhantes às da varicela, sua localização é diferente. Uma pessoa que já teve catapora não pode pegar herpes de alguém que tem herpes.

Por outro lado, o vírus pode ser transmitido a uma pessoa que nunca contraiu varicela e é altamente contagioso. O fluido nas vesículas contém o Vírus Varicela-zoster (VZV); se esse líquido vesicular entrar em contato com as mucosas de uma pessoa não imune, pode contaminá-la, porém a resolução não é complicada.

Nove em cada dez adultos no mundo já contraíram o vírus da catapora e, portanto, são portadores do vírus VZV. Entre essas pessoas, estima-se que um pequeno número será um dia afetado pelo herpes zoster.

Uma das causas do cobreiro surgir é com a imunidade baixa em que o vírus é pode ser reativado. Isso se dá devido ao estresse, ou mesmo a doenças que comprometem a defesa do corpo (câncer, leucemia, etc.). Durante as epidemias de gripe, por exemplo, podemos ficar mais vulneráveis e sermos vítimas da doença.

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Sintomas do cobreiro

Conforme registros do Ministério da Saúde (MS) o cobreiro se apresenta como da seguinte forma: “a erupção é unilateral, raramente ultrapassa a linha mediana e segue o trajeto de um nervo. Surge de modo gradual e leva de 2 a 4 dias para se estabelecer.”

Como tal, os sinais de alerta de um surto são frequentemente característicos:

  • sensação de formigamento ou agulhadas;
  • sensibilidade na pele como se houvesse uma queimadura;
  • surgimento das erupções cutâneas.

Dores de cabeça, mal-estar geral e febre também acompanhar o surgimento dessa doença. Quanto as erupções cutâneas, estas são pequenas vesículas semelhantes a bolhas cheias de pus se localizam no caminho de um nervo sensorial.

Em geral elas aparecem: na região a torácica (53% dos casos), na cervical (20%) e na área que corresponde ao trajeto do nervo trigêmeo (15%) e lombossacra (11%), conforme registros científicos do MS.

Quanto dura o ciclo?

Depois de alguns dias, essas vesículas secam e formam crostas que eventualmente caem. Este ciclo pode durar entre 2 e 4 semanas, durante as quais geralmente observamos 2 ou 3 surtos. O cobreiro também pode ser responsável ​​por sequelas de dor que muitas vezes são muito incômodas, chamadas de dor pós-herpética.

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Complicações

Existem registros de complicações que precisam ser considerados e as pessoas imunodeprimidas (imunidade baixa).  devem ficar em alerta. Dentre inúmeras complicações podemos citar:

  • alterações no equilíbrio, na fala, dificuldades para engolir, distúrbios de coagulação, infecções graves na pele por Staphylococcus aureus, Streptococcus pyogenes, deformações no feto, etc.

Tratamento médico para causa de cobreiro

Causa de cobreiro
Conheça as causas de cobreiro – Imagem: Canva Pro

No caso de suspeita dessa doença o médico deve ser consultado imediatamente e a pessoa doente deve ter cuidado redobrado para evitar a transmissão do vírus.

A primeira coisa a observar em caso de cobreiro é lavar as mãos regularmente e evitar coçar o local. Caso contrário, existe o risco de contaminar as pessoas ao seu redor, o que pode ser perigoso para uma pessoa com a imunidade baixa, para uma mulher grávida ou uma criança muito pequena.

O primeiro tratamento é paliativo, com o uso de analgésico com uma droga como acetaminofeno (ou paracetamol). Se isso não for suficiente, o médico pode prescrever um analgésico mais potente à base de codeína (derivada da morfina).

O segundo é o cuidado local. Eles consistem simplesmente em usar água e sabão supergorduroso (ou parina dermatológica) para a higiene da pele. É aconselhável evitar talco e produtos antissépticos que não trazem nada (exceto em caso de superinfecção). Às vezes, colocar bandagens para proteger a área afetada pode ajudar a acalmar a dor.

ATENÇÃO: Não se automedique e nem tome anti-inflamatórios.

BOLHAS, FERIDA E DOR: O QUE É HERPES ZOSTER?

A dermatologista Vivian Barzi Loureiro, CRM 135240 traz outras informações importantes, confira o vídeo até o final!

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