Tratamento da epilepsia: quando o canabidiol pode ajudar no controle das crises

Março é um mês simbólico para mim enquanto médica. Celebramos a conscientização da Epilepsia, uma data que vai além da cor roxa e das campanhas nas redes sociais.

É um momento de reforçar informação de qualidade, combater preconceitos e, principalmente, falar sobre tratamento.

A epilepsia é uma condição neurológica crônica caracterizada por crises epilépticas recorrentes, causadas por descargas elétricas anormais no cérebro.

Ela pode afetar pessoas de todas as idades e tem diferentes causas, genéticas, estruturais, infecciosas ou até desconhecidas.

O que muitas pessoas ainda não sabem é que a epilepsia tem tratamento.

E, mais do que isso, hoje contamos com alternativas terapêuticas seguras e respaldadas por evidências científicas, incluindo, em contextos específicos, o uso de canabinoides.

Grande parte dos pacientes responde bem aos medicamentos antiepilépticos tradicionais. No entanto, algumas crises persistem mesmo com o uso adequado das medicações.

É justamente nesses casos que a medicina precisa ampliar o olhar.

Os canabinoides, especialmente o canabidiol (CBD), vêm sendo estudados há décadas e apresentam resultados consistentes na redução da frequência e intensidade das crises epilépticas, sobretudo em casos de epilepsias refratárias.

Canabidiol para epilepsia: como atua e quais os benefícios

O canabidiol atua no sistema endocanabinoide, que participa da regulação de diversas funções do organismo, incluindo a atividade neuronal.

Seu mecanismo de ação é complexo, mas sabemos que ele ajuda a modular a excitabilidade cerebral, reduzindo a probabilidade de crises.

Na prática clínica, observo (algo que também tem sido descrito na literatura científica) não apenas redução das crises, mas melhora na qualidade de vida e da família.

Dormir melhor, ter menos internações, reduzir efeitos colaterais de outros medicamentos, tudo isso transforma rotinas.

  • Redução das crises epilépticas
  • Melhora na qualidade de vida
  • Menos internações
  • Melhor tolerância ao tratamento

É importante reforçar que o tratamento com canabinoides deve ser sempre individualizado, com acompanhamento médico, ajuste de dose e avaliação contínua.

Março roxo: mais ciência, menos tabu

O mês da Conscientização da Epilepsia não deve ser apenas uma data simbólica.

Ele precisa ser um convite à escuta, à empatia e à atualização científica.

Hoje, temos evidências sólidas sobre o papel dos canabinoides no manejo da epilepsia, principalmente em quadros específicos de epilepsia refratária.

Ignorar essas evidências pode limitar as possibilidades terapêuticas para pacientes que muitas vezes já tentaram de tudo.

Meu compromisso é com a medicina baseada em evidências, com a segurança dos pacientes e com a ampliação do acesso a tratamentos que possam devolver qualidade de vida. Porque conscientizar também é tratar.

Leitura Recomendada: Fevereiro Roxo: o papel do canabidiol no cuidado de lúpus, fibromialgia e Alzheimer

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Dra. Juliana Bogado
Dra. Juliana Bogado

Médica especialista em Canabinologia.

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