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Vai fazer ultrassonografia pélvica? Entenda como é o exame
Receber a recomendação para fazer uma ultrassonografia pélvica pode gerar dúvidas, especialmente sobre como o exame é realizado, se causa dor ou se exige preparo especial.
Esse tipo de preocupação é absolutamente comum. Afinal, estamos falando de um exame que avalia estruturas íntimas e importantes do corpo.
A ultrassonografia pélvica é um método de imagem amplamente utilizado na medicina para observar órgãos como útero, ovários, trompas, bexiga e próstata.
Trata-se de um procedimento não invasivo, indolor e que não utiliza radiação, o que o torna seguro inclusive para gestantes e para repetição ao longo do acompanhamento clínico.
Entender ultrassonografia pélvica como é feito o exame, por que ele é solicitado e o que acontece durante o procedimento ajuda a reduzir a ansiedade e permite que o paciente participe do cuidado com mais segurança e consciência.
O que é a ultrassonografia pélvica e como ela funciona
A ultrassonografia utiliza ondas sonoras de alta frequência que não são perceptíveis pelo ouvido humano. Essas ondas são emitidas por um aparelho chamado transdutor e atravessam os tecidos do corpo.
Ao encontrar estruturas diferentes (como músculos, líquidos ou órgãos) elas retornam em forma de eco e são convertidas em imagens em tempo real.
De forma simplificada, é semelhante ao mecanismo usado por golfinhos ou morcegos para se orientar: o retorno do som permite construir um “mapa” interno.
Esse exame é amplamente empregado para avaliar órgãos reprodutivos, detectar alterações estruturais e acompanhar a gravidez, sendo considerado um método seguro por não envolver exposição à radiação ionizante.
Na prática clínica, sociedades médicas como o Colégio Americano de Radiologia destacam a ultrassonografia como exame de primeira linha na investigação de dor pélvica, sangramento anormal e alterações ginecológicas, justamente por combinar segurança com boa capacidade diagnóstica.
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Preparação para o exame
A preparação depende da modalidade solicitada, mas geralmente envolve orientações simples. Em muitos casos, recomenda-se chegar com a bexiga cheia.
Isso ocorre porque a bexiga distendida desloca o intestino e cria uma melhor transmissão das ondas sonoras, facilitando a visualização dos órgãos.
Esse mecanismo é puramente físico: o líquido conduz o som de forma mais eficiente que o ar, melhorando a nitidez das imagens.
No dia a dia, isso costuma significar beber água cerca de uma hora antes e evitar urinar até o exame.
Já em outras modalidades, como a transvaginal, a orientação costuma ser oposta, privilegiando o conforto e a qualidade do contato com o transdutor.
Ultrassonografia pélvica abdominal
Na abordagem abdominal, o transdutor é deslizado sobre a parte inferior do abdômen com auxílio de um gel condutor. Esse gel não possui propriedades medicamentosas, ele apenas elimina bolhas de ar entre o aparelho e a pele, permitindo melhor propagação do som.
Durante o procedimento, o profissional pode pedir que o paciente mude de posição ou prenda a respiração por alguns segundos para capturar ângulos específicos.
O exame costuma durar menos de meia hora e não provoca dor, embora a bexiga cheia possa gerar leve desconforto temporário.
Essa modalidade é frequentemente utilizada em avaliações iniciais, acompanhamento gestacional ou quando se deseja uma visão mais ampla da região pélvica.
Ultrassonografia transvaginal
Quando é necessário observar estruturas com maior detalhe (como o revestimento do útero ou os ovários) pode ser indicada a ultrassonografia transvaginal.
Nesse caso, um transdutor fino e protegido por capa descartável é inserido na vagina, com lubrificação adequada para reduzir desconforto. A paciente permanece deitada e o movimento é suave, buscando capturar imagens em diferentes ângulos.
Embora a ideia do exame possa gerar ansiedade, ele não deve causar dor significativa. A comunicação com o profissional é essencial: qualquer incômodo pode e deve ser informado imediatamente.
Essa modalidade oferece imagens mais precisas porque o transdutor fica mais próximo das estruturas avaliadas, reduzindo interferências físicas no trajeto do som.
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Como os resultados são interpretados
Após o exame, as imagens são analisadas por um médico radiologista. Esse profissional avalia características como tamanho, forma, textura e presença de alterações estruturais.
Na prática clínica, podem ser observados achados como cistos ovarianos, miomas uterinos, sinais compatíveis com endometriose, alterações prostáticas ou até suspeitas de gravidez fora do útero.
No entanto, é fundamental entender que alterações não significam automaticamente doença grave.
Muitos achados representam variações benignas ou condições tratáveis. O laudo deve sempre ser interpretado pelo médico assistente dentro do contexto clínico, histórico e sintomas do paciente.
Vantagens e limitações do exame
Uma das principais vantagens da ultrassonografia é a segurança. Como não utiliza radiação, pode ser repetida com frequência e aplicada em populações sensíveis.
Além disso, permite observar estruturas em movimento, como fluxo sanguíneo, o que amplia a utilidade diagnóstica.
Por outro lado, o exame possui limitações técnicas. A qualidade das imagens pode ser influenciada por características corporais ou pela profundidade das estruturas avaliadas.
Em algumas situações, outros métodos, como ressonância magnética ou exames laboratoriais, podem complementar a investigação.
Essa integração de métodos faz parte da medicina moderna e não indica falha do exame inicial, mas sim busca por precisão diagnóstica.
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Quando procurar avaliação médica com urgência
Embora a ultrassonografia seja frequentemente um exame de rotina, alguns sintomas justificam atenção imediata.
Dor pélvica intensa e persistente, sangramento vaginal fora do padrão, febre associada a dor abdominal, tontura com suspeita de gravidez ou dificuldade urinária progressiva são sinais que devem motivar procura por atendimento.
A identificação precoce de sintomas persistentes é essencial para diagnóstico oportuno e redução de complicações.
Ouvir o próprio corpo e buscar avaliação profissional quando algo parece fora do normal é parte fundamental do cuidado com a saúde.
Compreender o exame ajuda a reduzir a ansiedade
Entender ultrassonografia pélvica como é feito o procedimento transforma a experiência do paciente. Saber que o exame é rápido, seguro e amplamente utilizado em diagnósticos ginecológicos e urológicos costuma aliviar a tensão associada ao desconhecido.
Mais do que um simples procedimento técnico, ele é uma ferramenta que contribui para decisões clínicas informadas, acompanhamento preventivo e tranquilidade quando os resultados estão dentro da normalidade.
Quando indicado, seguir as orientações médicas e esclarecer dúvidas com a equipe de saúde é sempre o melhor caminho para uma experiência segura e esclarecedora.
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