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É menino ou menina? O que saber antes de fazer a sexagem fetal
Com quanto tempo pode fazer sexagem fetal? Essa é uma das primeiras dúvidas de muitas famílias depois da confirmação da gravidez. A ansiedade para descobrir se o bebê será menino ou menina faz com que muitas gestantes busquem uma forma de antecipar essa descoberta antes do ultrassom.
Embora alguns laboratórios realizem o exame a partir da 8ª semana de gestação, a maior confiabilidade costuma ser alcançada a partir da 9ª ou 10ª semana, quando há maior quantidade de DNA fetal circulando no sangue materno.
Alguns serviços recomendam aguardar até a 11ª semana para reduzir ainda mais a chance de um resultado inconclusivo.
Isso acontece porque, nas primeiras semanas, a quantidade de material genético disponível ainda pode ser pequena para identificar com segurança o cromossomo Y.
Como funciona a sexagem fetal?
A sexagem fetal é um exame de sangue que analisa fragmentos de DNA fetal livre circulante, principalmente provenientes da placenta, presentes no sangue da gestante.
O laboratório procura identificar o cromossomo Y:
- se ele for encontrado, o resultado indica sexo masculino;
- se não for detectado, o resultado indica sexo feminino.
Como é feito apenas com uma coleta de sangue materno, o exame não oferece risco para a gravidez e não envolve procedimentos invasivos.
Por que o exame feito muito cedo pode falhar?
Antes da 9ª semana, a concentração de DNA fetal circulante ainda pode ser baixa, o que aumenta a chance de o exame não identificar corretamente o cromossomo Y.
Um dos possíveis resultados é o chamado falso feminino, quando o teste indica uma menina, mas o bebê é menino porque a presença do cromossomo Y ainda não era suficiente para ser detectada.
Por isso, aguardar algumas semanas pode aumentar a segurança do resultado e reduzir a necessidade de repetir a coleta.
A sexagem fetal é confiável?
Quando realizada no momento adequado e com uma análise laboratorial de qualidade, a sexagem fetal apresenta precisão frequentemente superior a 99%.
Mesmo assim, alguns fatores podem dificultar a interpretação do exame, especialmente situações que alteram a presença de material genético no sangue da gestante.
O que pode interferir no resultado?
Algumas condições devem ser informadas ao laboratório antes da coleta.
Transplante de medula óssea
Mulheres que receberam transplante de medula óssea de um doador do sexo masculino devem comunicar essa informação.
Como o exame analisa material genético presente no sangue, células do doador podem interferir na identificação do cromossomo Y.
Transfusão de sangue recente
Mulheres que receberam transfusão de sangue nos últimos três meses também devem informar o laboratório, principalmente quando existe possibilidade de presença de material genético masculino do doador.
Uso de anticoagulantes
Alguns laboratórios relatam possível interferência de medicamentos à base de heparina na análise em determinadas situações.
Quem utiliza anticoagulantes deve avisar o médico e o laboratório antes do exame.
A suspensão de medicamentos durante a gestação só deve ocorrer com orientação profissional.
Gêmeo evanescente
Em algumas gestações, a mulher começa esperando dois bebês, mas um deles deixa de se desenvolver ainda nas primeiras semanas. Esse fenômeno é chamado de gêmeo evanescente.
Como o DNA desse feto pode permanecer temporariamente circulando no sangue materno, existe a possibilidade de interferência no resultado da sexagem fetal, principalmente quando o sexo dos dois fetos era diferente.
A sexagem fetal funciona em gravidez de gêmeos?
Depende do tipo de gestação.
Nos gêmeos idênticos (univitelinos), o resultado é válido para os dois bebês, pois eles possuem o mesmo sexo.
Nos gêmeos fraternos (bivitelinos), a interpretação é diferente:
- a presença do cromossomo Y indica que pelo menos um dos bebês é menino;
- a ausência do cromossomo Y sugere que ambos são meninas.
Além disso, exames baseados em DNA fetal livre costumam ter interpretação mais complexa em gestações múltiplas do que em gestações únicas. O teste também não informa se os gêmeos são idênticos ou fraternos.
Sexagem fetal substitui o ultrassom?
Não. A função da sexagem fetal é identificar o sexo do bebê precocemente. Já o ultrassom obstétrico, especialmente o morfológico, avalia aspectos como desenvolvimento fetal, formação dos órgãos, placenta e crescimento do bebê.
A sexagem fetal também não detecta doenças no bebê nem substitui testes genéticos pré-natais quando eles são indicados pelo obstetra.
A investigação de alterações cromossômicas ou outras condições depende de exames específicos solicitados durante o pré-natal.
Vale a pena fazer a sexagem fetal?
Para quem deseja descobrir o sexo do bebê antes do ultrassom, a sexagem fetal é uma alternativa segura e bastante precisa quando realizada no momento adequado.
Quem prefere esperar também poderá descobrir o sexo durante o acompanhamento pré-natal, junto com outros exames importantes para avaliar a evolução da gravidez.
A escolha depende da expectativa da família e da orientação do obstetra.
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