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Não é só o celular: o hábito que pode fazer diferença na escola e nas emoções
Seu filho anda mais irritado, com dificuldade para se concentrar ou parece ter se afastado dos amigos? Nem sempre esses sinais são apenas uma fase. A rotina de sono pode estar entre os fatores que influenciam a forma como ele aprende, se relaciona e lida com as emoções.
Uma nova pesquisa sugere que dormir bem pode ter uma importância maior do que muitos pais imaginam na rotina dos filhos, especialmente daqueles que apresentam sintomas de ansiedade, depressão ou outros problemas de saúde mental.
Ao comparar diferentes hábitos, como tempo de tela, atividade física, alimentação e qualidade do sono, os pesquisadores encontraram uma associação mais forte entre dormir melhor e ter menos dificuldades na escola e nas relações sociais.
O sono foi o hábito que mais se destacou na pesquisa
Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Davis analisaram dados de crianças e adolescentes de 10 a 13 anos para entender como alguns hábitos do dia a dia influenciam a relação entre saúde mental, desempenho escolar e convivência social.
Foram avaliados quatro fatores:
- qualidade do sono;
- tempo de tela;
- atividade física;
- alimentação.
Entre todos eles, o sono foi o fator que apresentou a associação mais forte com melhores notas e menos dificuldades nos relacionamentos.
O tempo de tela apareceu em segundo lugar, enquanto alimentação e exercícios tiveram influência menor nesse contexto.
Os resultados foram publicados na revista científica Psychological Medicine.
Por que o sono pode influenciar tanto?
Dormir bem não serve apenas para descansar.
Durante o sono, o cérebro organiza informações aprendidas ao longo do dia, fortalece a memória e participa do controle das emoções.
Quando esse processo é prejudicado, pode ficar mais difícil manter a atenção nas aulas, aprender novos conteúdos e lidar com situações de estresse ou conflito.
Para adolescentes que já enfrentam ansiedade ou depressão, noites mal dormidas podem tornar esses desafios ainda maiores.
O sono ajuda, mas não resolve tudo
Os pesquisadores destacam que melhorar a rotina de sono não substitui o tratamento de problemas de saúde mental.
Quando existem sinais persistentes de ansiedade, depressão ou outras alterações emocionais, a avaliação de um profissional continua sendo fundamental.
O que a pesquisa sugere é que dormir melhor pode ser um apoio importante para o adolescente funcionar melhor no dia a dia.
O que os pais podem fazer
Algumas mudanças simples podem ajudar a melhorar a qualidade do sono:
- manter horários regulares para dormir e acordar;
- evitar o uso de celulares e outros aparelhos eletrônicos pouco antes de dormir;
- deixar o quarto escuro, silencioso e confortável;
- criar uma rotina relaxante antes de dormir, como ler um livro ou tomar um banho morno.
Esses cuidados não eliminam todos os problemas, mas podem favorecer uma rotina mais adequada para o descanso.
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