Quem percebe placas brancas na língua ou dentro da boca pode logo pensar que pegou candidíase de outra pessoa. Mas, na maioria dos casos, não é isso que acontece.
A infecção costuma surgir quando um fungo que pode viver normalmente na boca se multiplica mais do que deveria.
Segundo o Ministério da Saúde, a Candida pode estar presente no organismo sem provocar doença. O problema aparece quando ocorre um desequilíbrio que favorece seu crescimento.
Por isso, a candidíase oral em adultos está mais relacionada às condições da própria boca do que ao contato com alguém que tenha a infecção. E alguns fatores podem facilitar esse crescimento.
Candidíase oral em adultos é contagiosa?
A Candida pode passar de uma pessoa para outra em algumas situações, mas isso não significa que o contato necessariamente provoque candidíase oral.
Em adultos, a infecção costuma acontecer quando o fungo, que pode já estar presente na boca, encontra condições favoráveis para se multiplicar.
Por isso, a candidíase oral não é considerada uma infecção que normalmente se pega pelo simples contato com outra pessoa.
Beijar alguém ou compartilhar um ambiente com uma pessoa que apresenta candidíase oral, por exemplo, não significa que haverá transmissão da doença.
O que mais pesa, em adultos, são fatores que alteram o equilíbrio da boca ou reduzem suas defesas, favorecendo o crescimento excessivo do fungo.
O que faz a Candida crescer demais
Diversas situações podem favorecer a multiplicação do fungo. Entre elas estão o uso recente de antibióticos, medicamentos que diminuem a produção de saliva, o uso de corticoides, principalmente os inalados, e o uso de dentaduras.
Diabetes, tabagismo e algumas condições que comprometem a imunidade também podem aumentar o risco.
Os antibióticos merecem atenção porque podem alterar o equilíbrio dos microrganismos que ajudam a controlar a Candida.
Já os corticoides inalados podem favorecer o crescimento do fungo quando parte do medicamento permanece na boca.
A boca seca também pode contribuir. A saliva participa da proteção da cavidade oral, e sua redução pode facilitar o aparecimento da infecção.
Como saber se é candidíase oral
Os sinais mais comuns incluem:
- placas ou manchas esbranquiçadas na língua, na parte interna das bochechas ou no céu da boca;
- vermelhidão ou ardência na região;
- alteração do paladar;
- desconforto ou dor para comer e engolir.
Mas uma língua branca, sozinha, não significa necessariamente candidíase. Existem outras causas para alterações na língua e na mucosa da boca.
Por isso, principalmente quando o quadro é novo ou persistente, o diagnóstico não deve ser feito apenas pela aparência.
Quando a candidíase oral volta várias vezes, é preciso investigar?
A candidíase oral pode surgir mesmo em pessoas que não têm uma doença grave. Mas, quando os episódios se repetem ou aparecem sem uma causa evidente, vale investigar o que pode estar favorecendo a infecção.
Isso pode envolver medicamentos, condições de saúde ou alterações da imunidade.
A candidíase recorrente, por si só, não significa que exista uma doença grave, mas pode ser um motivo para procurar avaliação médica ou odontológica.
O que ajuda a reduzir o risco
Alguns cuidados podem diminuir as condições que favorecem o crescimento da Candida. Manter uma boa higiene da boca e das próteses dentárias é um deles.
Quem usa corticoide inalatório deve enxaguar a boca depois da aplicação, conforme a orientação do medicamento. Já quem utiliza dentadura deve seguir os cuidados de limpeza e uso recomendados para a prótese.
Se houver dor ou dificuldade para engolir, sintomas que não melhoram ou episódios que ficam voltando, é importante procurar avaliação médica ou odontológica.
A candidíase oral tem tratamento, mas o medicamento adequado depende da causa e das condições de saúde de cada pessoa.
Leitura Recomendada: A pessoa levanta da cama, pisa no chão e sente uma dor que não esperava: o que pode estar acontecendo?




