Você olha o celular com a cabeça baixa todos os dias. O que isso pode mudar no pescoço?

Passar horas no celular virou parte da rotina. A gente responde mensagens, acompanha as redes sociais, lê notícias e assiste a vídeos, muitas vezes com a cabeça inclinada para a frente. Mas será que o tempo de tela, sozinho, é suficiente para explicar os efeitos desse hábito sobre o pescoço?

Uma pesquisa com mulheres jovens encontrou uma relação entre o uso problemático do celular e alterações na postura da cabeça e nos movimentos do pescoço.

Curiosamente, essa relação não foi observada com a intensidade da dor relatada pelas participantes. Ou seja, os sinais de uso problemático estavam associados a alterações posturais e de movimento, mas não necessariamente a uma dor mais intensa.

O que o celular pode mudar no pescoço, mesmo sem dor

Publicado na revista científica BMC Musculoskeletal Disorders, o estudo avaliou 63 universitárias de 18 a 25 anos que usavam o celular por cerca de seis horas diárias, em média.

As jovens que apresentaram mais sinais de dificuldade para controlar o uso do aparelho também tinham maior inclinação da cabeça para a frente e mais dificuldade para movimentar o pescoço em determinadas direções, como abaixar a cabeça, girá-la para a direita e incliná-la para o lado.

Elas também relataram mais limitações nas atividades do dia a dia.

Os resultados sugerem que a relação com o celular pode estar associada não apenas à postura, mas também à mobilidade do pescoço e às dificuldades nas tarefas cotidianas.

Por isso, vale prestar atenção à postura durante o uso do aparelho e evitar permanecer muito tempo na mesma posição.

No entanto, ainda são necessários novos estudos para esclarecer melhor como esses hábitos podem contribuir para alterações na postura e nos movimentos do pescoço.

Como usar o celular sem sobrecarregar o pescoço

Embora a pesquisa não tenha testado medidas de prevenção, alguns cuidados podem ajudar a reduzir o desconforto associado a posturas mantidas por muito tempo.

  • Eleve a tela: procure aproximar o celular da altura dos olhos para evitar manter a cabeça inclinada para baixo por períodos prolongados.
  • Faça pausas: interrompa o uso regularmente e movimente suavemente o pescoço e os ombros.
  • Mude de posição: evite permanecer muito tempo na mesma postura, mesmo quando ela parece confortável.
  • Observe seus hábitos: se você tem dificuldade para interromper o uso do aparelho, perceba se isso interfere no sono, nas atividades diárias ou nos momentos de descanso.

Se houver dor persistente, limitação dos movimentos ou sintomas que estejam piorando, procure avaliação profissional.

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Redação SaúdeLab

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