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Deficiência de vitamina C: será que você realmente precisa se preocupar?
Quando alguém chega ao balcão perguntando sobre vitamina C, quase sempre vem com uma história parecida: anda mais cansado, vive resfriado ou percebeu que a gengiva anda sensível. A pergunta que aparece logo depois é direta: “Será que está me faltando vitamina C?”
Essa dúvida é mais comum do que parece e faz sentido. A deficiência de vitamina C não costuma dar um “sinal vermelho” imediato. Ela vai se mostrando aos poucos, no jeito que o corpo responde às pequenas coisas do dia a dia.
O que significa, na prática, ter deficiência de vitamina C
De forma simples, a deficiência de vitamina C acontece quando o corpo passa um tempo recebendo menos dessa vitamina do que precisa para funcionar bem.
A vitamina C ajuda na manutenção da pele, das gengivas e dos vasos sanguíneos, participa do processo de cicatrização e dá suporte ao sistema de defesa do organismo. Quando ela começa a faltar, essas funções não param de uma vez, mas podem ficar mais lentas ou menos eficientes.
Em casos mais extremos e prolongados, essa falta já foi chamada de escorbuto. Hoje isso é raro, mas formas leves de deficiência ainda aparecem, especialmente em rotinas com pouca variedade de alimentos frescos.
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Como a deficiência costuma se manifestar no dia a dia
Na conversa com pacientes, alguns relatos aparecem com mais frequência quando a alimentação não anda ajudando muito. O corpo raramente “grita” de uma vez — ele costuma dar sinais aos poucos, em coisas que parecem pequenas, mas que se repetem no cotidiano.
Gengivas mais sensíveis ou com sangramento
A vitamina C participa da manutenção dos tecidos da boca, incluindo a gengiva. Quando ela começa a faltar, essa região pode ficar mais frágil e sensível.
Na prática, a pessoa percebe que a gengiva sangra com mais facilidade ao escovar os dentes ou ao passar o fio dental, mesmo sem ter mudado a escova ou a forma de higiene.
Muita gente associa isso apenas a problemas dentários, mas, em alguns casos, a alimentação pobre em frutas e vegetais pode estar contribuindo para esse tipo de sensibilidade.
Cansaço que parece não ter explicação
Um dos relatos mais comuns é a sensação de estar sempre “meio sem energia”. Não é aquele cansaço depois de um dia puxado, mas algo mais constante, que aparece logo pela manhã ou se mantém ao longo do dia.
A vitamina C ajuda o corpo a lidar melhor com os desgastes do dia a dia e também participa de processos ligados ao aproveitamento de outros nutrientes, como o ferro. Quando ela falta, algumas pessoas percebem que o corpo demora mais para “se recuperar” da rotina, o que pode se traduzir nessa sensação de fadiga persistente.
Cicatrização mais lenta de cortes e feridas
Pequenos machucados costumam ser um bom termômetro do organismo.
Quando a vitamina C está em níveis adequados, o corpo tende a reparar a pele com mais eficiência. Quando está em falta, esse processo pode ficar mais lento.
Na prática, a pessoa nota que um corte simples, uma ferida de barbear ou até uma espinha machucada demora mais do que o normal para fechar ou melhorar.
Manchas roxas que aparecem com facilidade
Algumas pessoas percebem que a pele começa a marcar mais, mesmo com batidas leves ou situações que nem lembram de ter acontecido.
Isso pode acontecer porque os pequenos vasos sob a pele ficam mais sensíveis quando a vitamina C está em falta. Com isso, eles podem se romper com mais facilidade, formando aquelas manchas roxas que surgem “do nada”.
Pele mais ressecada ou com aspecto áspero
A pele também costuma dar sinais. Ela pode ficar mais seca, sem viço ou com uma textura diferente do habitual.
Como a vitamina C participa da manutenção da estrutura da pele, sua falta pode, em alguns casos, refletir nessa aparência mais opaca ou ressecada, mesmo quando a pessoa usa hidratante com frequência.
Um ponto importante para lembrar
Esses sinais, por si só, não confirmam que existe uma deficiência de vitamina C. Eles podem ter várias outras causas, desde questões hormonais até problemas na rotina de sono ou estresse.
O valor deles está em servir como um alerta: quando vários desses pontos aparecem juntos e persistem, vale olhar com mais atenção para a alimentação e, se necessário, buscar orientação profissional para entender o que o corpo está tentando comunicar.
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Por que a falta de vitamina C pode acontecer hoje em dia
Muita gente associa deficiência vitamínica a situações extremas, mas, na prática, ela pode surgir de hábitos bem comuns.
Algumas situações que aumentam o risco:
- Pouco consumo de frutas, verduras e legumes
- Alimentação baseada em ultraprocessados
- Idade mais avançada, quando o apetite ou a variedade de alimentos diminui
- Tabagismo
- Problemas no intestino que dificultam a absorção dos nutrientes
- Situações de restrição alimentar prolongada
Em muitos desses casos, a pessoa não “para de vez” de consumir vitamina C. Ela só passa a ingerir menos do que o corpo precisa por um período longo — e é aí que os sinais começam a aparecer.
Onde a vitamina C realmente está na alimentação
Aqui costuma acontecer uma virada na conversa.
Quando a pessoa percebe que a vitamina C não mora só na laranja, mas em vários alimentos simples, fica mais fácil entender como ajustar a rotina.
Algumas boas fontes:
- Acerola e goiaba
- Laranja, limão e outras frutas cítricas
- Kiwi e morango
- Pimentão, brócolis e couve
Um detalhe que vale comentar: a vitamina C é sensível ao calor. Isso não significa que você precisa comer tudo cru, mas legumes levemente cozidos e frutas frescas tendem a preservar melhor o nutriente.
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Deficiência de vitamina C e o papel dos suplementos
Essa parte pede equilíbrio.
Para muitas pessoas, melhorar a alimentação já é suficiente para corrigir uma deficiência leve. Mas existem situações em que o suplemento pode ser avaliado, especialmente quando a pessoa tem dificuldade para manter uma dieta variada ou apresenta alguma condição que atrapalhe a absorção dos nutrientes.
O mais importante é não tratar o suplemento como substituto da comida. Ele pode ser um apoio, mas a base continua sendo o que vai ao prato todos os dias.
Quando vale buscar orientação profissional
Se os sinais persistem por semanas, ou se aparecem junto com sintomas como perda de peso sem explicação, sangramentos frequentes ou cansaço intenso, o ideal é procurar um médico ou nutricionista.
Às vezes, o problema não é só a deficiência de vitamina C, e uma avaliação mais completa ajuda a entender o que realmente está acontecendo com o corpo.
Por fim, a deficiência de vitamina C, na maioria das vezes, não nasce de um único dia sem fruta. Ela costuma ser o resultado de pequenas escolhas repetidas ao longo do tempo.
Olhar para a própria rotina alimentar com mais atenção, incluir alimentos frescos sempre que possível e buscar informação confiável já são passos importantes para cuidar da saúde sem exageros ou soluções milagrosas.
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