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Qual o melhor queijo para quem tem colesterol alto? Aprenda e evite ciladas
Quem convive com colesterol alto costuma ficar em dúvida sobre o consumo de alguns alimentos tradicionais e o queijo está entre os principais.
Afinal, ele é nutritivo, saboroso e muito presente na alimentação do brasileiro, mas também pode conter quantidades relevantes de gordura saturada.
No entanto, você sabia que, em muitos casos, não é necessário excluir totalmente o queijo da dieta. O que faz diferença é o tipo escolhido, a frequência de consumo e o contexto alimentar como um todo.
Aqui, você vai entender qual o melhor queijo para quem tem colesterol alto, por que algumas opções são mais indicadas e como consumi-las com mais equilíbrio.
Queijo aumenta o colesterol?
O queijo é fonte de proteínas, cálcio, fósforo e vitaminas importantes. O ponto de atenção está no teor de gordura saturada, que varia bastante entre os tipos.
O consumo excessivo de gordura saturada está associado ao aumento do LDL, conhecido como “colesterol ruim”, especialmente quando a alimentação como um todo é pobre em fibras e rica em alimentos ultraprocessados.
Por isso, nem todo queijo tem o mesmo impacto sobre o colesterol, e analisá-los de forma isolada pode levar a interpretações equivocadas.
Hoje, a literatura em nutrição aponta que o padrão alimentar global é mais relevante do que um único alimento. Ainda assim, fazer escolhas mais adequadas dentro do grupo dos queijos é uma estratégia importante para quem precisa controlar o colesterol.
Gordura saturada: por que merece atenção especial?
As gorduras saturadas estão naturalmente presentes em alimentos de origem animal, como carnes gordas, manteiga e muitos queijos. Diretrizes de saúde recomendam moderação, principalmente para pessoas com colesterol elevado ou maior risco cardiovascular.
Isso não significa que o queijo seja “proibido”, mas sim que queijos mais gordurosos e maturados devem ser consumidos com mais cautela, enquanto versões mais leves tendem a se encaixar melhor na rotina alimentar.
O cálcio do queijo compensa a gordura?
O queijo é uma das principais fontes alimentares de cálcio. Algumas pesquisas sugerem que o cálcio presente nos laticínios pode influenciar a absorção de gorduras no intestino.
No entanto, esse possível efeito não neutraliza automaticamente o impacto do excesso de gordura saturada, especialmente quando o consumo é frequente ou em grandes quantidades.
Por isso, o benefício nutricional do queijo precisa ser avaliado junto com a quantidade e o tipo escolhido.
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Qual o melhor queijo para quem tem colesterol alto?
De forma geral, os queijos menos gordurosos, mais frescos e menos processados costumam ser as opções mais indicadas para quem tem colesterol alto. Entre eles, destacam-se:
Queijo cottage
O queijo cottage é frequentemente recomendado por ter baixo teor de gordura, boa quantidade de proteínas e menor densidade calórica. Ele costuma ser bem tolerado em planos alimentares voltados ao controle do colesterol, desde que consumido em porções adequadas.
Ricota
Produzida a partir do soro do leite, a ricota tende a ser mais leve do que muitos queijos tradicionais. É uma opção interessante para variar o cardápio, mas, como qualquer queijo, não deve ser consumida sem atenção às quantidades.
Queijo minas frescal
O queijo minas frescal é pouco maturado e, em geral, apresenta menor teor de gordura do que queijos curados. Pode fazer parte da alimentação de quem tem colesterol alto, especialmente quando substitui opções mais gordurosas.
Queijos light são sempre melhores?
Queijos light podem ajudar a reduzir a ingestão de gordura saturada, mas não são automaticamente saudáveis. É importante observar o rótulo, já que alguns produtos podem conter mais sódio ou aditivos para compensar sabor e textura.
Entre as opções mais comuns:
- Queijo branco light: pode ser útil para reduzir gordura, desde que consumido com moderação.
- Mussarela light: costuma ter menos gordura que a versão tradicional e pode ser usada ocasionalmente em preparações caseiras.
- Parmesão: apesar de ser mais gorduroso, o sabor intenso permite uso em pequenas quantidades, o que reduz o impacto total da gordura.
Para quem tem colesterol alto, o cuidado maior costuma estar nos queijos mais gordurosos e maturados.
Eles não precisam ser ‘banidos’, mas funcionam melhor como consumo eventual, em pequenas porções, especialmente se a pessoa já tem LDL elevado ou outros fatores de risco.
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Quais queijos devem ser evitados
Para quem está com o colesterol alto, o principal ponto não é “nunca comer queijo”, e sim reduzir a frequência e a quantidade dos queijos com mais gordura saturada, em especial os curados, maturados e muito gordurosos.
Esses tipos tendem a concentrar mais gordura por porção e, quando entram na rotina com frequência, podem dificultar o controle do LDL.
A seguir, os queijos que normalmente merecem mais cautela:
Queijos amarelos mais gordurosos
Em geral, são mais ricos em gordura saturada e mais calóricos. Exemplos comuns:
- Prato
- Cheddar
- Gouda
- Emmental
- Gruyère
- Queijos curados e muito maturados
A maturação concentra gordura e também costuma elevar o teor de sódio (dependendo do processo). Exemplos:
- Provolone
- Parmesão (especialmente em porções maiores e uso frequente)
- Queijos tipo “curado”/“meia cura” em geral
- Queijos muito cremosos e ricos em gordura
Costumam ter mais gordura por colherada e são fáceis de exagerar na porção:
- Cream cheese tradicional
- Requeijão tradicional
- Mascarpone
- Brie e camembert (tendem a ser mais gordurosos; podem entrar, mas como exceção)
Queijos processados/ultraprocessados
Além da gordura, podem ter mais sódio e aditivos, o que é um ponto de atenção para saúde cardiovascular no geral:
- Queijo tipo “processado” (fatias/pratos industrializados, “cheese food”)
- “Molhos sabor queijo” e similares
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Como consumir queijo sem prejudicar o colesterol
Algumas orientações práticas fazem diferença no dia a dia:
Atenção às porções
Uma porção média de queijo gira em torno de 30 gramas. Ultrapassar esse valor com frequência pode aumentar significativamente a ingestão de gordura saturada.
Priorize o conjunto da refeição
Consumir queijo junto com alimentos ricos em fibras — como verduras, legumes, frutas e grãos integrais — ajuda a tornar a refeição mais equilibrada.
Evite o consumo automático
Queijo não precisa estar presente em todas as refeições. Alternar dias e tipos ajuda a reduzir excessos sem gerar restrições desnecessárias.
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E a mussarela? Pode quem tem colesterol alto?
A mussarela é um dos queijos mais consumidos no Brasil e costuma gerar dúvidas em quem precisa controlar o colesterol. Ela não está entre os queijos mais gordurosos, mas também não é uma opção magra, já que contém uma quantidade moderada de gordura saturada.
Para quem tem colesterol alto, a mussarela pode ser consumida ocasionalmente, desde que em porções pequenas e sem fazer parte da rotina diária.
O cuidado principal está no excesso, já que é um queijo fácil de consumir em grandes quantidades, especialmente em pizzas, sanduíches e preparações quentes.
A versão mussarela light costuma ter menos gordura e pode ser uma alternativa melhor no dia a dia. Ainda assim, vale observar o rótulo, pois alguns produtos compensam a redução de gordura com mais sódio.
Portanto, a mussarela não precisa ser excluída, mas funciona melhor como consumo eventual, dentro de uma alimentação equilibrada e rica em fibras.
O controle do colesterol vai além do queijo
Vale reforçar que o colesterol não é controlado apenas pela escolha do queijo. Outros fatores têm papel decisivo, como:
- Qualidade geral da alimentação
- Consumo adequado de fibras
- Prática regular de atividade física
- Sono e controle do estresse
Acompanhamento médico, quando indicado
Em casos de colesterol persistentemente elevado ou uso de medicamentos, mudanças na dieta devem ser feitas com orientação profissional.
Por fim, quem tem colesterol alto não precisa eliminar o queijo da alimentação, mas deve fazer escolhas mais criteriosas.
Queijos como cottage, ricota e minas frescal costumam ser as opções mais adequadas, principalmente quando consumidos com moderação e dentro de uma alimentação equilibrada.
Mais do que buscar um único “alimento permitido”, o caminho mais seguro está em construir um padrão alimentar saudável, sustentável e ajustado à realidade de cada pessoa.
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