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E se isso que você chama de procrastinação for cansaço?
Existem duas coisas sobre a procrastinação que precisamos levar em consideração.
A primeira delas é a importância de evitarmos termos complexos, para que o nosso cérebro compreenda exatamente o que precisa ser feito.
Na prática, quando falamos em procrastinação, estamos nos referindo simplesmente ao ato de adiar tarefas que são necessárias.
Para resolver esse problema, é essencial identificar quais são essas tarefas que estamos adiando.
Parte da solução e do mapeamento consiste em analisar se estamos preenchendo o nosso dia com atividades que são realmente importantes para os nossos objetivos principais.
Ao entender o que estamos fazendo e o porquê, conseguimos alinhar melhor nossa rotina aos nossos desejos reais.
O segundo ponto crucial é que, muitas vezes, o que rotulamos como procrastinação é, na verdade, falta de descanso para o cérebro.
Vivemos em uma rotina em que, nos momentos de pausa das tarefas principais, buscamos o celular para resolver pendências no WhatsApp ou simplesmente “rolar a tela” das redes sociais.
Descanso real versus maratona mental
Precisamos entender que, para o nosso cérebro, esse uso do celular não é descanso; é uma maratona.
Consequentemente, quando precisamos gastar energia para realizar o que de fato é prioritário, o cérebro já está exausto.
Nesse cenário, ele não está procrastinando por vontade própria; ele apenas não possui a energia necessária para fazer o que precisa ser feito.
Portanto, retirar do dia a dia objetivos desalinhados e priorizar momentos de descanso verdadeiro são as chaves essenciais para lidar com a tal da procrastinação.
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Dra. Marília Graner
Sou neurologista, especialista em neurociência comportamental e cognitiva, com foco em como nosso cérebro molda pensamentos, emoções e comportamentos.
Instagram: dra.mariliagraner



