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Câncer de intestino sem sintomas: por que investigar antes da dor
O câncer de intestino sem sintomas é mais comum do que se imagina. Em muitos casos, a doença se desenvolve lentamente e só é descoberta em exames de rotina, quando a pessoa ainda se sente saudável.
Também chamado de câncer colorretal, ele pode atingir o cólon e o reto e, na maioria das vezes, começa a partir de um pequeno pólipo benigno que cresce ao longo dos anos.
Entenda quais são as principais formas da doença e por que o rastreamento faz tanta diferença.
Adenocarcinoma: o tipo mais comum entre os casos sem sintomas
Responsável por cerca de 90% a 95% dos diagnósticos, o adenocarcinoma geralmente começa como um pólipo intestinal.
Essa lesão pode levar de 5 a 10 anos para se transformar em câncer — período em que a maioria das pessoas não apresenta qualquer sinal perceptível.
Quando surgem, os sintomas costumam indicar fase mais avançada, como sangue nas fezes, alteração persistente do hábito intestinal, anemia sem causa aparente e emagrecimento involuntário.
Tumor carcinoide: quando o câncer de intestino não dá sinais claros no início
Esse tipo de tumor se origina em células produtoras de hormônios do intestino.
Nos estágios iniciais, o fígado consegue metabolizar as substâncias produzidas, o que pode mascarar manifestações clínicas.
Com a progressão, podem aparecer vermelhidão súbita no rosto, diarreia persistente, cólicas, fadiga, falta de ar, anemia e sangramento nas fezes.
O diagnóstico muitas vezes ocorre durante exames como a colonoscopia.
Linfoma intestinal: raro e de difícil identificação
Embora seja um câncer do sistema linfático, o linfoma também pode acometer o intestino.
Trata-se de uma forma incomum dentro dos tumores intestinais.
Costuma provocar sintomas inespecíficos, como cansaço persistente, perda de peso, anemia e desconforto abdominal; sinais que facilmente se confundem com outras condições.
Por isso, frequentemente é identificado em exames realizados por outras razões.
GIST: tumor que pode permanecer oculto por anos
O tumor estromal gastrointestinal (GIST) surge nas células responsáveis pelos movimentos do sistema digestivo.
É raro e mais frequente após os 60 anos.
Pode evoluir por longo período sem sintomas evidentes. Quando se manifesta, pode causar dor abdominal, vômitos, anemia, dificuldade para engolir ou evacuação com sangue.
Muitas vezes, é detectado incidentalmente em endoscopias ou exames de imagem.
Por que investigar mesmo sem sentir nada
Um dos principais desafios do câncer de intestino é que ele pode se desenvolver por anos sem causar dor ou alterações perceptíveis.
Isso acontece principalmente nas fases iniciais, quando as chances de tratamento eficaz são maiores.
Por isso, as diretrizes atuais recomendam iniciar o rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco.
Quem tem histórico familiar da doença, doenças inflamatórias intestinais ou síndromes genéticas pode precisar começar antes, sempre com orientação médica.
O exame mais indicado é a colonoscopia, que permite visualizar o interior do intestino e remover pólipos no mesmo procedimento.
Ao retirar essas lesões antes da transformação maligna, é possível interromper a progressão para o câncer.
O especialista mais indicado para avaliar alterações no cólon e no reto é o coloproctologista, médico especializado na área da Coloproctologia, dedicada às doenças do intestino grosso, reto e ânus.
O gastroenterologista também pode realizar a investigação inicial e indicar o exame quando necessário.
Além do rastreamento, medidas como manter peso adequado, praticar atividade física regularmente, evitar o tabagismo e reduzir o consumo de carnes processadas estão associadas à diminuição do risco.
Esperar sintomas pode atrasar o diagnóstico.
Em muitos casos, quando eles aparecem, a doença já evoluiu. Investigar antes de sentir algo não é excesso de cuidado, é uma estratégia de prevenção.
Leitura Recomendada: Como é a cirurgia de endometriose intestinal: o que a paciente precisa entender
Dr. Alexandre Nishimura
Médico cirurgião-geral, cirurgião robótico e coloproctologista. Membro titular da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Minimamente Invasiva, Robótica e Digital (SOBRACIL). Atua com foco em técnicas avançadas e tratamentos de alta precisão.
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