Você conhece o pequi, mas não por este motivo: efeito na hidratação da pele

Tradicional na culinária do Cerrado, o pequi sempre chamou atenção pelo aroma intenso e pelo sabor que divide opiniões. Agora, a fruta pode ganhar um espaço inesperado, longe da cozinha e mais perto dos cuidados com a pele.

Pesquisadores da USP desenvolveram uma tecnologia que protege o óleo de pequi e permite incorporá-lo a géis hidratantes sem perder suas propriedades naturais.

Em testes com voluntários, medições com aparelhos indicaram aumento significativo da hidratação da pele cerca de duas horas após a aplicação, além de melhor retenção de água.

Óleo de pequi para a pele: o que precisou mudar

O óleo de pequi é rico em compostos com potencial para a pele. O problema sempre foi técnico. Ele não se mistura bem com água, pode oxidar com facilidade e tem odor intenso, o que dificulta o uso em cremes e géis leves.

Para contornar isso, os cientistas encapsularam o óleo em estruturas microscópicas chamadas lipossomas.

Na prática, funcionam como pequenas cápsulas que protegem o ingrediente e permitem que ele seja incorporado em fórmulas à base de água sem perder suas propriedades.

Isso abriu caminho para o uso do pequi em texturas mais leves, como géis hidratantes.

Por que o óleo de pequi chama atenção

O óleo é extraído da polpa do fruto por prensagem a frio, um método que ajuda a preservar melhor seus componentes naturais. Isso mantém substâncias conhecidas por beneficiar a pele, como:

  • ácidos graxos que ajudam a evitar o ressecamento e deixam a pele mais macia;
  • antioxidantes ligados à proteção contra o envelhecimento precoce;
  • compostos relacionados à vitamina E, com ação protetora;
  • carotenoides, pigmentos naturais que também ajudam a proteger a pele.

Ou seja, o óleo já tinha características interessantes para cuidados com a pele. O desafio era conseguir aplicá-lo de forma eficiente e estável nos cosméticos.

O resultado apareceu em poucas horas

No estudo, voluntários aplicaram um gel com o óleo encapsulado. Os pesquisadores compararam com uma fórmula idêntica, mas sem o ativo.

Após duas horas, os aparelhos de medição mostraram:

  • aumento significativo da hidratação;
  • menor perda de água pela pele;
  • melhora da função de barreira;
  • superfície mais lisa ao toque instrumental.

Em termos práticos, isso significa uma pele mais hidratada e com textura mais uniforme pouco tempo depois da aplicação.

Óleo de pequi para a pele: ainda não está nas lojas

Apesar dos resultados animadores, até agora os testes avaliaram apenas o efeito imediato do óleo de pequi na pele.

Os próximos estudos vão acompanhar o uso prolongado e investigar impactos em pele madura, manchas, poros e outros sinais do envelhecimento.

Se os resultados continuarem positivos, o pequi pode se tornar um dos ativos brasileiros mais valorizados na indústria de cosméticos, mostrando que um fruto tradicional do Cerrado pode ir muito além da cozinha.

As informações são do Jornal da USP, e o estudo foi publicado na revista científica Pharmaceutics.

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Michele Azevedo

Formada em Letras - Português/ Inglês, pós-graduada em Arte na Educação e Psicopedagogia Escolar, idealizadora do site Escritora de Sucesso, empresária, redatora e revisora dos conteúdos do SaúdeLab.

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