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Não é só gripe: vitamina C chama atenção em estudo que envolve o pulmão
Respirar ar poluído não é um problema restrito às grandes metrópoles. Mesmo em cidades consideradas “limpas”, partículas microscópicas circulam no ar diariamente, e o organismo sente o impacto, ainda que de forma silenciosa.
Agora, evidências científicas recentes apontam que a vitamina C pode ajudar o pulmão a lidar melhor com esse tipo de agressão contínua.
Não se trata de uma solução mágica, mas de um possível reforço biológico diante de um risco que é cada vez mais cotidiano.
O efeito invisível da poluição leve
Grande parte das discussões sobre poluição costuma focar em episódios extremos, como queimadas intensas ou crises ambientais.
Mas há um cenário mais comum e menos percebido, que é a exposição crônica a baixos níveis de partículas finas no dia a dia.
Essas partículas, conhecidas como PM2.5, são pequenas o suficiente para ultrapassar as defesas naturais das vias aéreas e alcançar regiões profundas do pulmão.
O ponto crítico é que mesmo níveis de poluição considerados moderados já podem provocar mudanças dentro do organismo.
Na maioria das vezes, não aparecem sintomas imediatos. Em vez disso, o corpo entra em um estado silencioso de estresse celular — uma espécie de irritação interna contínua que passa despercebida no dia a dia.
Na prática, três processos costumam acontecer ao mesmo tempo:
- aumento da inflamação nos pulmões;
- produção excessiva de radicais livres (moléculas que danificam as células);
- prejuízo ao funcionamento das mitocôndrias, que são as “usinas de energia” das células.
Com o passar do tempo, esse conjunto de alterações pode abrir caminho para o desenvolvimento ou a piora de problemas respiratórios.
Onde a vitamina C entra na história
Conhecida por sua ação antioxidante, a vitamina C foi avaliada como possível aliada para amenizar esses efeitos da poluição.
Os resultados indicam que níveis adequados de vitamina C estão associados a menos inflamação e menos danos no pulmão diante da poluição.
Entre os principais achados observados:
- redução de marcadores inflamatórios;
- queda no estresse oxidativo;
- menor dano às células pulmonares;
- preservação mais eficiente das mitocôndrias.
Em termos simples, a poluição continua chegando aos pulmões, mas o corpo parece lidar melhor com esse impacto.
O que isso significa na vida real
O ponto central não é que a vitamina C “protege” contra a poluição no sentido absoluto. Ela não impede a entrada das partículas nem substitui medidas ambientais ou comportamentais.
O que os dados sugerem é um efeito de amortecimento biológico — algo especialmente relevante porque o impacto da poluição se acumula.
Pequenas agressões diárias, ao longo dos anos, podem somar consequências importantes.
Isso ajuda a entender por que padrões alimentares ricos em frutas e vegetais frequentemente aparecem associados a melhor saúde respiratória em estudos populacionais.
Suplementar ou não?
A quantidade equivalente analisada no estudo ficaria aproximadamente 1 grama ao dia para um adulto — faixa geralmente considerada segura quando há orientação adequada.
Ainda assim, isso não significa que a suplementação deva ser iniciada por conta própria. As necessidades variam conforme a alimentação, o estado de saúde e o contexto individual.
Além disso, as pesquisas sobre o papel da vitamina C na proteção pulmonar ainda estão em andamento, e os resultados, embora promissores, não indicam um efeito protetor absoluto.
A mensagem mais consistente, por enquanto, é preventiva.
Manter uma alimentação rica em vitamina C pode ajudar o organismo a lidar melhor com agressões do dia a dia.
Boas fontes naturais incluem:
- laranja;
- acerola;
- kiwi;
- morango;
- goiaba;
- pimentão.
Em um cenário em que evitar totalmente a poluição do ar é cada vez mais difícil, fortalecer a dieta pode ser uma estratégia mais simples de cuidado com a saúde respiratória.
O estudo foi publicado na revista científica Environment International.
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