Dente-de-leão pode fazer mais pelo cérebro do que se imaginava após a digestão

Uma planta que muita gente vê como “mato comum” pode esconder algo inesperado.

O dente-de-leão, bastante usado em chás e na medicina tradicional, voltou ao radar da ciência por um motivo específico. Seus possíveis benefícios para o cérebro, especialmente ligados às folhas.

O que chamou a atenção dos pesquisadores foi um detalhe pouco comum.

Mesmo após a digestão, parte dos compostos continua ativa. Isso é raro entre substâncias naturais.

O que é o dente-de-leão e por que ele chama atenção

Apesar de ser visto por muitos como uma planta comum, o dente-de-leão é utilizado há séculos na alimentação e na medicina tradicional.

Suas folhas, flores e raízes aparecem em diferentes preparações, como chás e até saladas, especialmente quando as folhas ainda são jovens.

A planta é rica em compostos antioxidantes, como os polifenóis, que vêm sendo estudados por seus possíveis efeitos no organismo.

Mais recentemente, esse interesse científico aumentou justamente por causa dos benefícios do dente-de-leão para o cérebro.

Isso levou pesquisadores a investigar como esses compostos se comportam dentro do corpo, especialmente após a digestão.

O que o estudo encontrou, na prática

Os pesquisadores compararam folhas, flores e raízes do dente-de-leão.

O resultado foi este:

  • As folhas concentraram mais compostos ligados à proteção das células
  • Parte dessas substâncias continuou ativa após a digestão
  • Esses compostos estão associados a processos ligados ao Alzheimer

Isso indica que a planta ainda mantém substâncias com potencial de ação no organismo, mesmo após ser digerida.

Por que isso importa para o cérebro

Doenças como o Alzheimer envolvem alterações no funcionamento cerebral, como:

  • Queda de substâncias ligadas à memória
  • Aumento da inflamação
  • Estresse oxidativo, que danifica as células

O estudo observou que os compostos do dente-de-leão conseguem agir justamente nesses pontos, ao menos em ambiente controlado.

Eles demonstraram capacidade de:

  • Reduzir a ação de enzimas associadas à doença
  • Diminuir processos inflamatórios
  • Neutralizar moléculas que prejudicam os neurônios

Isso não significa prevenção ou tratamento comprovado, mas indica um potencial que ainda precisa ser confirmado em humanos.

O detalhe mais interessante: o que acontece na digestão

Os pesquisadores analisaram o que acontece com os polifenóis e flavonoides do dente-de-leão após a ingestão.

Na digestão simulada:

  • Parte se perde
  • Parte é liberada
  • E parte continua ativa

As folhas se destacaram por liberar maior quantidade desses compostos.

Isso indica que a planta ainda mantém substâncias com potencial de ação no organismo, mesmo após a digestão.

Folha, raiz ou flor: qual se destaca?

A diferença entre as partes da planta foi clara:

  • Folhas → maior potencial geral
  • Flores → boa ação antioxidante
  • Raízes → menor concentração

Ou seja, as folhas concentram o perfil mais relevante dentro do que foi analisado.

Dá para incluir no dia a dia?

O dente-de-leão já é consumido de várias formas:

  • Chás
  • Saladas (folhas jovens)
  • Preparações tradicionais

Mas é preciso cautela. Pessoas com condições específicas ou que usam medicamentos devem buscar orientação antes de consumir.

Além disso, os resultados vêm de testes em laboratório; ainda faltam estudos em humanos.

O que fica de mensagem

O dente-de-leão deixa de ser apenas uma planta comum e passa a chamar atenção pelo seu potencial.

As folhas, em especial, concentram substâncias que resistem parcialmente à digestão e continuam ativas.

É um indício de que alimentos simples podem ter efeitos mais amplos do que parecem, especialmente quando o assunto é saúde do cérebro.

O estudo foi publicado na revista científica Foods.

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Michele Azevedo

Formada em Letras - Português/ Inglês, pós-graduada em Arte na Educação e Psicopedagogia Escolar, idealizadora do site Escritora de Sucesso, empresária, redatora e revisora dos conteúdos do SaúdeLab.

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