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Agenda para TDAH: quando a rotina rígida faz o cérebro travar
Em consultório, conversando e orientando um paciente com TDAH sobre organização da agenda, surgiu uma reflexão importante.
Uma agenda excessivamente séria não é madura; é uma agenda frágil.
O cérebro não funciona só com disciplina, ele precisa de espaço para brincar
Sempre que nos colocamos objetivos e metas de maneira muito rígida, sem espaço para diversão, aquela tarefa tende a se tornar algo que evitamos.
Sem permitir que o entusiasmo invada o objetivo que queremos alcançar, o cérebro começa a associar aquela meta a peso, e não a movimento.
Colocar entusiasmo e diversão na agenda não significa olhar para tarefas que são frustrantes, difíceis e angustiantes com um otimismo barato, tentando se convencer de que aquilo é divertido.
Pelo contrário, é entender que, justamente porque você vai precisar fazer tarefas difíceis, angustiantes e frustrantes, você também precisa separar um momento em sua agenda, de preferência de maneira diária.
Um momento para que seu cérebro execute atividades que sejam simplesmente divertidas, e que não estejam vinculadas a resultado ou performance.
Aqui estamos falando de uma necessidade neuroafetiva básica, descrita por Jaak Panksepp, chamada Play — que é a necessidade fundamental que o nosso cérebro tem de brincar.
Trazer leveza, brincadeira e entusiasmo para o dia a dia de maneira periódica (nem que isso precise estar objetivamente na agenda) é uma das estratégias mais inteligentes e eficientes para conseguir sustentar as metas que você se propôs no início do ano.



