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Vacina dá gripe? Tem chip? Veja 6 fake news que ainda circulam
Neste sábado (22), acontece em todo o país o Dia D da Campanha Nacional de Multivacinação. A mobilização é voltada principalmente para crianças e adolescentes menores de 15 anos e tem um objetivo simples: conferir a caderneta e colocar em dia as vacinas que estiverem pendentes.
A campanha começou em 3 de agosto e segue até 1º de setembro. Neste sábado, pais e responsáveis podem levar as crianças e os adolescentes às Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e a outros pontos de vacinação definidos pelos municípios.
Mas não é preciso tomar todas as vacinas disponíveis. A equipe de saúde vai conferir a caderneta de vacinação, verificar a idade e o histórico de cada pessoa e indicar quais doses precisam ser aplicadas.
Entre as novidades deste ano está a Pneumo 20, incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em junho.
Ela amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo e é indicada para crianças menores de 5 anos, conforme o esquema previsto para cada idade.
Há ainda uma atenção especial ao sarampo em algumas cidades de São Paulo. Em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, o Ministério da Saúde mantém uma estratégia de vacinação contra a doença para pessoas de 6 meses a 59 anos, diante de casos relacionados à importação do vírus.
O Dia D da vacinação também chama atenção para outro problema. A quantidade de informações falsas que ainda circulam sobre vacinas.
Algumas dessas histórias são antigas, mas continuam aparecendo em redes sociais e aplicativos de mensagem. Veja seis delas.
1. “Vacina causa autismo”
Não. A ideia de que vacinas, especialmente a tríplice viral, poderiam causar autismo já foi investigada diversas vezes e não há evidência de que a vacinação provoque o transtorno.
O boato ganhou força a partir de um trabalho publicado décadas atrás que relacionava a vacina tríplice viral ao autismo.
O estudo acabou sendo retirado de circulação por problemas graves e a relação apresentada nele não foi confirmada por pesquisas posteriores.
2. “A vacina contra HPV causa infertilidade”
Não há evidência de que a vacina contra o HPV cause infertilidade.
Essa é uma informação especialmente importante para pais e responsáveis, já que a vacinação contra o HPV faz parte da proteção recomendada para crianças e adolescentes.
O objetivo da vacina é prevenir infecções pelo vírus e doenças que podem surgir anos depois, incluindo alguns tipos de câncer relacionados ao HPV.
3. “A vacina contra HPV faz o adolescente começar a vida sexual mais cedo”
Também não há evidência de que a vacinação contra o HPV provoque esse tipo de mudança de comportamento.
A vacina é indicada ainda na adolescência justamente para oferecer proteção antes de uma eventual exposição ao vírus.
Receber a vacina não significa que o adolescente tenha iniciado ou vá iniciar a vida sexual.
4. “A vacina da gripe dá gripe”
Essa história é comum, mas a vacina contra a gripe não causa gripe.
O imunizante usado na vacinação contra influenza não contém vírus influenza capaz de provocar a doença.
Algumas pessoas podem apresentar reações leves depois da aplicação, como dor no local ou febre, mas isso não significa que tenham contraído gripe pela vacina.
5. “A vacina deixa o braço magnético porque tem chip”
Durante a pandemia de Covid-19, vídeos de pessoas colocando moedas, chaves e outros objetos sobre o braço após a vacinação ajudaram a espalhar essa história.
Não existe chip implantado nas vacinas nem componente que faça o braço ficar magnético.
O fato de algum objeto ficar temporariamente preso à pele pode estar relacionado à oleosidade, ao suor ou a resíduos na superfície da pele. Isso não demonstra a presença de um ímã ou de um chip.
6. “As vacinas têm grafeno ou outras substâncias escondidas”
Outra história que ganhou força durante a pandemia dizia que vacinas contra a Covid-19 teriam grafeno ou outros materiais que não aparecem na composição informada.
Não há respaldo para essa afirmação.
As vacinas utilizadas no país passam por avaliação e autorização dos órgãos reguladores, e sua composição é informada nos documentos oficiais dos produtos.
Por isso, uma mensagem ou vídeo que afirma que existe uma “substância secreta” na vacina não substitui a informação oficial sobre o que há no imunizante.
Veja ainda: Reação à vacina: especialista explica o que é normal e quando é alerta
Dia D é oportunidade para conferir a caderneta
O sábado de vacinação não significa que toda criança ou adolescente precisará receber uma dose.
A proposta é justamente conferir a situação de cada um. A equipe de saúde verifica a caderneta, identifica possíveis atrasos e orienta quais vacinas devem ser aplicadas de acordo com a idade e o histórico de vacinação.
Por isso, quem for ao posto deve levar a caderneta de vacinação.
E, diante de tantas informações circulando pela internet, vale uma regra simples: antes de acreditar ou compartilhar uma informação sobre vacinas, procure saber de onde ela veio.
Uma mensagem encaminhada em um grupo pode parecer convincente, mas não é uma fonte de informação em saúde.



