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Palpitações frequentes: como saber se é ansiedade ou arritmia
Sentir o coração bater mais forte, mais rápido ou “fora do ritmo” pode assustar. Para muita gente, a sensação vem de repente: um disparo no peito, uma falha nos batimentos ou a impressão de que o coração está “virando cambalhota”.
As palpitações estão entre as queixas mais comuns nos consultórios cardiológicos.
No entanto, nem sempre significam algo grave. E isso, para a maioria dos pacientes, é um grande desafio: saber quando elas deixam de ser inofensivas.
Palpitações frequentes: quando o corpo reage ao estresse e aos estímulos do dia a dia
A palpitação nada mais é do que a percepção consciente dos batimentos cardíacos.
Em situações normais, o coração bate sem que a pessoa perceba.
Mas fatores como estresse, ansiedade, excesso de cafeína, noites mal dormidas e até desidratação podem fazer com que esses batimentos fiquem mais intensos ou acelerados.
Em muitos casos, trata-se de uma resposta fisiológica do organismo. O corpo libera adrenalina, o ritmo cardíaco aumenta e, passado o estímulo, tudo volta ao normal.
O episódio pode durar segundos ou poucos minutos.
Palpitações frequentes com tontura ou desmaio: sinais de possível arritmia cardíaca
O sinal de alerta surge quando a sensação se torna frequente, prolongada ou vem acompanhada de sintomas como tontura, falta de ar, dor no peito ou desmaio.
Nesses casos, pode haver uma arritmia, ou seja, alteração no ritmo normal do coração.
Algumas arritmias são benignas e bastante comuns, como as extrassístoles, que provocam a sensação de “batida fora do tempo”.
Outras exigem investigação e acompanhamento, como a fibrilação atrial, condição que aumenta o risco de AVC e insuficiência cardíaca se não for tratada adequadamente.
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Palpitações frequentes em pessoas com fatores de risco exigem investigação médica
Outro ponto importante é o perfil do paciente.
Pessoas com hipertensão, diabetes, histórico familiar de morte súbita ou doença cardíaca estrutural precisam de atenção redobrada.
A investigação pode incluir eletrocardiograma, exames laboratoriais e monitoramento com Holter 24 horas ou dispositivos mais modernos que acompanham o ritmo cardíaco por períodos mais longos.
Além da avaliação médica, o estilo de vida exerce papel decisivo.
Reduzir o consumo de estimulantes, controlar a pressão arterial, manter uma rotina regular de sono e praticar atividade física são medidas que protegem o coração e, muitas vezes, diminuem episódios de palpitação.
O mais importante é não ignorar sinais persistentes.
Embora grande parte dos casos esteja ligada a fatores emocionais ou comportamentais, o coração também pode estar tentando avisar que algo precisa de atenção.
E, nesse caso, ouvir o próprio corpo pode ser o primeiro passo para prevenir complicações mais sérias.
Dr. Ricardo Ferreira é médico cardiologista, doutor pela Universidade de São Paulo e especialista em Estimulação Cardíaca Artificial, Arritmia Clínica e Eletrofisiologia Clínica e Invasiva.
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