Você colocou óleo de gergelim na comida, mas ele faz bem à saúde? E na pele? Veja como usar e quais são seus benefícios reais

O óleo de gergelim pode dar um sabor especial a saladas, legumes, carnes e outros pratos. Mas será que, além de deixar a comida mais saborosa, ele também faz bem à saúde? E a história de que ajuda a clarear a pele tem fundamento?

A resposta depende do uso. Na alimentação, o óleo oferece gorduras insaturadas e compostos que despertam interesse científico. Já as promessas de efeitos medicinais ou estéticos exigem mais cautela.

Para que serve o óleo de gergelim

O óleo de gergelim é usado para preparar e temperar alimentos. Além de realçar o sabor dos pratos, fornece gorduras insaturadas, que podem fazer parte de uma alimentação saudável.

Ele também contém substâncias como a sesamina e o sesamol, que têm propriedades antioxidantes e são estudadas por seus possíveis efeitos na saúde.

Óleo de gergelim é saudável?

Sim. O óleo de gergelim pode fazer parte de uma alimentação saudável, principalmente quando substitui gorduras saturadas, presentes em alimentos como manteiga e banha. Isso não significa, porém, que seja melhor do que todos os outros óleos vegetais.

Pesquisadores também investigam se o consumo de gergelim pode ajudar a controlar o colesterol, a glicose no sangue e a pressão arterial.

Os resultados são promissores, mas há uma ressalva importante: muitos estudos avaliaram sementes ou outros produtos de gergelim, e não apenas o óleo.

Por isso, ainda não é possível afirmar que ele, sozinho, produza esses benefícios.

Na prática, vale incluí-lo pela combinação de sabor e qualidade das gorduras, sem esperar que funcione como um tratamento.

E atenção à quantidade. Como qualquer óleo, ele concentra calorias, mesmo quando suas gorduras são consideradas saudáveis.

Como usar óleo de gergelim na comida

Existem duas versões comuns do óleo de gergelim, e a diferença está principalmente no sabor e na forma de uso.

  • Óleo de gergelim claro: tem sabor mais suave e pode ser usado para refogar legumes, preparar carnes e fazer salteados. As versões refinadas costumam ser mais adequadas para temperaturas elevadas.
  • Óleo de gergelim torrado: tem aroma intenso e sabor marcante. É ideal para temperar saladas, finalizar sopas e dar mais sabor a arroz, macarrão e legumes já preparados. Para preservar o aroma, prefira adicioná-lo no final do preparo.

O óleo também pode ser misturado com limão ou vinagre para fazer molhos. Em qualquer versão, siga as orientações do rótulo sobre aquecimento e conservação.

Óleo de gergelim clareia a pele?

Além do uso na cozinha, o óleo de gergelim também desperta curiosidade pelos possíveis efeitos sobre a pele. Mas será que ele ajuda a clarear manchas?

Até o momento, não há evidências clínicas robustas de que aplicar o óleo na pele produza esse efeito.

A dúvida pode estar relacionada ao sesamol, composto do gergelim investigado por possíveis efeitos sobre a produção de melanina, o pigmento que dá cor à pele.

Esses efeitos foram observados em estudos experimentais, mas ainda não comprovam que o óleo de gergelim tenha ação clareadora em seres humanos.

Quem deseja tratar melasma, manchas solares ou outras alterações de pigmentação deve procurar avaliação dermatológica para identificar a causa e escolher o tratamento adequado.

O uso de protetor solar também ajuda a prevenir o agravamento de diversas manchas.

Quem deve ter cuidado ao usar óleo de gergelim

O principal cuidado é com a alergia ao gergelim. Em pessoas alérgicas, a exposição pode provocar reações que variam de sintomas leves a anafilaxia, uma reação potencialmente fatal.

A conservação também importa. Mantenha o frasco bem fechado, protegido da luz e do calor, e siga as instruções do fabricante.

No dia a dia, o óleo de gergelim pode ser uma opção para variar os temperos e incluir gorduras insaturadas nas refeições.

Vale aproveitá-lo pelo sabor e pelo valor nutricional, sem esperar efeitos medicinais ou estéticos que ainda não foram comprovados.

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Farm. Elizandra Civalsci Costa

Editora-chefe do SaúdeLAB. Farmacêutica (CRF MT nº 3490), formada pela Universidade Estadual de Londrina, com especialização em Farmácia Hospitalar e Oncologia pelo Hospital Erasto Gaertner.

Atua na supervisão editorial e na produção de conteúdos jornalísticos e informativos sobre saúde, ciência e bem-estar, seguindo critérios de apuração, revisão e responsabilidade editorial.

Possui formação em revisão de conteúdo para web pela Rock Content University e capacitação em fact-checking pelo Poynter Institute.

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