Rhodiola rosea: a planta que promete equilíbrio e vitalidade

Em meio ao ritmo acelerado da vida moderna, muitas pessoas procuram formas naturais de lidar melhor com estresse, cansaço mental e queda de produtividade.

É nesse cenário que a rhodiola rosea, uma planta conhecida como adaptógena, tem ganhado atenção crescente.

De forma geral, estudos sugerem que a rhodiola pode ajudar o organismo a responder melhor ao estresse físico e mental, além de contribuir para reduzir a sensação de fadiga.

No entanto, apesar do interesse científico crescente, seus efeitos ainda estão sendo investigados e não substituem tratamentos médicos quando necessários.

A seguir, entenda o que é a rhodiola rosea, como ela pode agir no organismo e o que a ciência realmente diz sobre seus possíveis benefícios para a saúde.

O que é a rhodiola rosea

A rhodiola rosea é uma planta perene que cresce em regiões frias e montanhosas da Europa, Ásia e América do Norte. Ela é conhecida por nomes populares como “raiz dourada” ou “raiz ártica”.

Historicamente, diferentes culturas utilizaram essa planta na medicina tradicional.

Registros indicam seu uso em regiões da Sibéria, Escandinávia e partes da Ásia, especialmente para ajudar o corpo a lidar com condições ambientais extremas e períodos de grande esforço físico.

Na medicina tradicional, era associada à melhora da resistência física, disposição e adaptação ao frio intenso.

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Por que ela é considerada uma planta adaptógena

A rhodiola rosea é classificada como adaptógeno, um termo usado para descrever substâncias que podem ajudar o organismo a lidar melhor com diferentes tipos de estresse.

De forma simplificada, adaptógenos podem ajudar o corpo a regular sistemas envolvidos na resposta ao estresse, contribuindo para manter o equilíbrio fisiológico, também chamado de homeostase.

Segundo o National Center for Complementary and Integrative Health (NCCIH), instituto ligado ao NIH dos Estados Unidos, algumas plantas adaptógenas estão sendo estudadas por seus possíveis efeitos na fadiga, estresse e desempenho mental, embora mais pesquisas ainda sejam necessárias.

Compostos ativos da rhodiola rosea

A rhodiola rosea possui mais de uma centena de compostos químicos identificados. Entre eles, dois grupos são considerados os mais importantes:

  • Rosavinas
  • Salidrosida

Esses compostos são frequentemente usados como marcadores de qualidade em suplementos da planta.

Pesquisas sugerem que essas substâncias podem atuar em mecanismos relacionados ao estresse celular, metabolismo energético e funcionamento do sistema nervoso.

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O que a ciência diz sobre os possíveis benefícios

Nas últimas décadas, a rhodiola rosea tem sido estudada em diferentes áreas da saúde. Embora muitos resultados sejam promissores, a maioria das pesquisas ainda envolve amostras pequenas ou estudos preliminares.

Veja alguns dos efeitos mais investigados.

Redução do estresse e da fadiga

Um dos efeitos mais estudados da rhodiola está relacionado à fadiga associada ao estresse.

Uma revisão científica publicada na revista Phytomedicine analisou ensaios clínicos envolvendo extratos da planta e observou que alguns participantes apresentaram melhora na sensação de cansaço, exaustão mental e estresse.

Esses efeitos podem ocorrer porque a planta parece influenciar sistemas envolvidos na resposta hormonal ao estresse, como o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, que regula a liberação de cortisol.

Concentração e desempenho mental

Alguns estudos também investigam a possível influência da rhodiola rosea no desempenho cognitivo, especialmente em situações de fadiga mental.

Em pesquisas com estudantes e profissionais submetidos a períodos intensos de trabalho intelectual, alguns participantes relataram melhora na atenção, velocidade de processamento e sensação de energia mental.

No entanto, especialistas destacam que esses resultados ainda precisam ser confirmados em estudos maiores e mais padronizados.

Resistência física e desempenho esportivo

Outro campo de interesse é o uso da rhodiola por atletas.

Alguns estudos preliminares indicam que a planta pode contribuir para reduzir a percepção de esforço durante exercícios e melhorar o aproveitamento de oxigênio pelo organismo.

Ainda assim, as evidências científicas são consideradas limitadas e inconsistentes, segundo revisões da literatura científica.

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Como a rhodiola rosea pode agir no organismo

Os possíveis efeitos da rhodiola rosea parecem envolver diferentes sistemas do corpo.

Pesquisadores sugerem que a planta pode atuar em:

  • Neurotransmissores ligados ao humor e motivação, como serotonina e dopamina
  • Regulação do cortisol, o hormônio do estresse
  • Proteção celular contra estresse oxidativo

Esses mecanismos podem ajudar a explicar por que algumas pessoas relatam melhora na energia mental e na capacidade de lidar com situações estressantes.

Como a rhodiola rosea é consumida

Hoje, a rhodiola rosea é encontrada principalmente na forma de suplementos alimentares.

As apresentações mais comuns incluem:

  • cápsulas ou comprimidos
  • extratos líquidos
  • tinturas

Os suplementos geralmente utilizam extratos padronizados, com concentrações específicas de rosavinas e salidrosida.

Em alguns casos, a planta também pode ser consumida em forma de infusão ou chá, embora essa forma apresente variação maior na quantidade de compostos ativos.

Cuidados e possíveis efeitos colaterais

Apesar de ser considerada relativamente segura quando usada por períodos curtos, a rhodiola rosea não é indicada para todas as pessoas.

Alguns usuários podem apresentar efeitos leves, como:

  • irritabilidade
  • dificuldade para dormir
  • dor de cabeça
  • sensação de agitação

Esses sintomas costumam ocorrer principalmente em doses mais elevadas.

Interações medicamentosas

A rhodiola também pode interagir com alguns medicamentos, especialmente aqueles que atuam no sistema nervoso central.

Por isso, pessoas que utilizam:

  • antidepressivos
  • ansiolíticos
  • medicamentos para pressão arterial

devem conversar com um profissional de saúde antes de iniciar o uso.

Quem deve evitar o uso

Por precaução, alguns grupos devem evitar ou usar apenas com orientação profissional:

  • gestantes
  • mulheres em fase de amamentação
  • pessoas com doenças crônicas
  • indivíduos em tratamento psiquiátrico

No entanto, ainda existem dados limitados sobre segurança a longo prazo dessa planta.

Quando procurar avaliação médica

É importante lembrar que cansaço persistente, dificuldade de concentração ou alterações de humor podem ter várias causas, incluindo problemas de saúde física ou mental.

Procure avaliação médica se houver:

  • fadiga intensa e contínua
  • dificuldade de memória frequente
  • alterações de humor persistentes
  • queda importante no desempenho diário

Nesses casos, suplementos naturais não devem substituir diagnóstico e tratamento adequados.

Por fim, a rhodiola rosea é uma planta tradicional que vem despertando interesse da ciência moderna por seu possível papel na redução do estresse e da fadiga mental.

Estudos iniciais sugerem benefícios potenciais para energia, concentração e adaptação ao estresse, mas ainda são necessárias pesquisas mais robustas para confirmar esses efeitos e definir doses seguras.

Quando utilizada com orientação e dentro de um estilo de vida saudável — que inclui sono adequado, alimentação equilibrada e atividade física — a rhodiola pode ser considerada uma estratégia complementar para o bem-estar.

No entanto, antes de iniciar qualquer suplemento, o ideal é buscar orientação de um profissional de saúde, especialmente se houver condições médicas pré-existentes ou uso de medicamentos.

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Farm. Elizandra Civalsci Costa

Editora-chefe do SaúdeLAB. Farmacêutica (CRF MT nº 3490), formada pela Universidade Estadual de Londrina, com especialização em Farmácia Hospitalar e Oncologia pelo Hospital Erasto Gaertner.

Atua na supervisão editorial e na produção de conteúdos jornalísticos e informativos sobre saúde, ciência e bem-estar, seguindo critérios de apuração, revisão e responsabilidade editorial.

Possui formação em revisão de conteúdo para web pela Rock Content University e capacitação em fact-checking pelo Poynter Institute.

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