Tomate no prato todos os dias e menos gordura no fígado? O que se sabe até agora

Receber o diagnóstico de gordura no fígado costuma vir acompanhado da recomendação de mudar a alimentação. Mas, entre tantos alimentos considerados saudáveis, será que algum deles faz diferença de verdade?

O tomate entrou nessa conversa depois que uma pesquisa apontou que seu consumo diário esteve associado à redução de um marcador usado para estimar a quantidade de gordura acumulada no fígado.

O resultado chama atenção porque a redução desse marcador ocorreu mesmo sem os participantes perderem peso de forma significativa.

Tomate para gordura no fígado: o que aconteceu com quem comeu o alimento diariamente?

O estudo acompanhou 79 adultos com doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD), nome atual da antiga esteatose hepática não alcoólica.

Durante seis semanas, parte dos participantes consumiu diariamente 200 gramas de tomate cru e 50 gramas de molho de tomate.

Os demais seguiram uma alimentação sem tomate.

Ao final do acompanhamento, quem incluiu o alimento na rotina apresentou uma redução maior em um exame chamado CAP, utilizado para estimar a quantidade de gordura acumulada no fígado.

O mais curioso é que essa melhora aconteceu sem mudanças importantes no peso corporal, sugerindo que o efeito observado não dependeu apenas do emagrecimento.

Por que os pesquisadores apostam no tomate?

Uma das explicações para esse resultado está no licopeno, pigmento que dá a cor vermelha ao tomate.

Pesquisas sugerem que esse antioxidante pode ajudar a reduzir o estresse oxidativo e a inflamação, processos que participam do desenvolvimento da doença.

Além do licopeno, o tomate contém outras substâncias naturais que também vêm sendo estudadas por seu possível papel na saúde metabólica.

O organismo também absorve melhor o licopeno do tomate cozido do que do tomate cru. Por isso, o molho de tomate pode ser uma boa fonte desse antioxidante, especialmente quando preparado com um pouco de azeite.

O que esse resultado significa na prática?

Embora a redução do marcador de gordura no fígado seja um resultado promissor, os pesquisadores observaram que outros exames permaneceram praticamente iguais entre os dois grupos.

Não houve diferenças significativas em indicadores como glicemia, colesterol, enzimas do fígado, marcadores de inflamação ou sinais relacionados à fibrose hepática.

Isso mostra que o estudo identificou um possível benefício do consumo de tomate, mas ainda é cedo para afirmar que o alimento, sozinho, seja capaz de melhorar a saúde do fígado de forma mais ampla.

Os resultados foram publicados na revista científica Nutrients.

Então vale a pena comer mais tomate?

De modo geral, sim. O tomate já faz parte de um padrão alimentar saudável e pode ser mais um aliado para quem busca cuidar da saúde do fígado.

Mas ele não substitui o que realmente faz diferença no controle da doença. Uma alimentação equilibrada, atividade física e acompanhamento médico, quando necessário, continuam sendo as principais recomendações.

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Michele Azevedo

Formada em Letras - Português/ Inglês, pós-graduada em Arte na Educação e Psicopedagogia Escolar, idealizadora do site Escritora de Sucesso, empresária, redatora e revisora dos conteúdos do SaúdeLab.

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