Antes de escolher a carne pela proteína, muita gente ignora isso

Quando o assunto é proteína, muita gente olha apenas para o número da tabela nutricional. Mas carnes com mais proteína podem ser bem diferentes no dia a dia.

Algumas têm mais gordura. Outras oferecem mais ferro, zinco e vitamina B12. Também existem diferenças no preparo, na saciedade e até no custo.

Por isso, descobrir quais são as carnes com mais proteína nem sempre é suficiente para fazer a melhor escolha.

Para quem quer ganhar massa muscular, emagrecer ou simplesmente melhorar a alimentação, entender essas diferenças pode fazer mais sentido do que olhar apenas para o ranking.

Por que tanta gente está olhando para a proteína?

A proteína ganhou destaque porque está ligada à saciedade, à manutenção da massa muscular e à recuperação depois dos exercícios.

Por isso, ela aparece com frequência em dietas para ganho de massa, emagrecimento e alimentação mais equilibrada.

Mas existe um ponto importante. Não basta olhar apenas para a quantidade de proteína. O tipo de corte, a quantidade de gordura, o modo de preparo e o restante da alimentação também fazem diferença.

Comparação: quais carnes concentram mais proteína?

Os valores abaixo são aproximados e podem variar conforme o corte, a marca, a criação do animal e o modo de preparo. Ainda assim, ajudam a ter uma boa ideia das diferenças entre as opções mais comuns.

Tipo de carne Proteína aproximada por 100 g
Peito de frango sem pele 30 a 31 g
Lombo suíno magro 27 a 29 g
Patinho bovino ou outro corte magro 26 a 29 g
Peru 24 a 29 g
Cordeiro 25 a 26 g

Na comparação geral, o peito de frango sem pele costuma aparecer entre as carnes com maior concentração de proteína e menor teor de gordura.

Mas isso não significa que ele precise ser automaticamente a melhor opção para todo mundo.

O lombo suíno magro, o patinho bovino e outros cortes magros também oferecem boa quantidade de proteína e podem fazer sentido dependendo da rotina, do orçamento e do objetivo alimentar.

O que a tabela nutricional não mostra

Duas carnes podem ter quantidade parecida de proteína, mas composições bem diferentes.

Um corte magro e um corte mais gorduroso não têm o mesmo impacto calórico, mesmo que ambos sejam fontes de proteína.

Por isso, além da proteína, vale observar alguns pontos importantes.

1. Quantidade de gordura

Carnes mais gordurosas podem ser saborosas, mas devem entrar com mais moderação, especialmente para quem precisa controlar calorias, colesterol ou saúde cardiovascular.

Para o dia a dia, cortes magros costumam ser escolhas mais interessantes. Alguns exemplos são:

  • peito de frango sem pele;
  • patinho;
  • coxão mole;
  • lagarto;
  • lombo suíno magro;
  • peito de peru.

Isso não significa que outros cortes sejam proibidos. A questão é frequência, porção e equilíbrio.

2. Nutrientes além da proteína

As carnes vermelhas, como a bovina, também fornecem ferro heme, zinco e vitamina B12. Esses nutrientes participam da formação das células do sangue, da imunidade e de várias funções do metabolismo.

Já carnes mais magras, especialmente o frango, costumam ser mais fáceis de incluir na rotina alimentar do dia a dia e ajudam quem busca refeições com menos gordura.

Por isso, alternar as fontes de proteína ao longo da semana pode ser mais interessante do que apostar sempre na mesma opção.

Além de evitar monotonia no cardápio, isso ajuda a diversificar os nutrientes da alimentação.

3. Forma de preparo

O modo de preparo pode mudar bastante o perfil da refeição.

Grelhar, assar, cozinhar ou preparar na air fryer com pouco óleo são opções mais interessantes para preservar a qualidade da refeição sem adicionar gordura em excesso.

Já frituras, empanados e carnes muito processadas, como salsicha, linguiça, bacon e alguns embutidos, devem ser consumidos com mais cautela.

Mesmo quando têm proteína, podem trazer muito sódio, gordura saturada e aditivos.

Carnes com mais proteína não são todas iguais
Carnes com mais proteína não são todas iguais / Imagem: SaúdeLab

Qual carne faz mais sentido para quem quer ganhar massa muscular?

Para quem busca ganho de massa muscular, muita gente acaba focando apenas na quantidade de proteína. Mas cortes muito gordurosos podem aumentar bastante as calorias da refeição sem trazer vantagem proporcional.

Por isso, carnes magras costumam aparecer com frequência em dietas voltadas para hipertrofia.

Entre as opções mais comuns estão:

  • peito de frango;
  • patinho;
  • coxão mole;
  • lombo suíno magro.

A escolha pode variar conforme rotina, preço, preferência alimentar e forma de preparo.

E para quem quer emagrecer?

Para quem está tentando emagrecer, cortes magros costumam ser mais interessantes porque ajudam a controlar calorias sem reduzir tanto a saciedade da refeição.

Entre as opções mais usadas no dia a dia estão:

  • peito de frango sem pele;
  • patinho;
  • lagarto;
  • coxão mole;
  • lombo suíno magro.

Mas o resultado não depende apenas da carne escolhida. Quantidade, preparo, rotina alimentar e nível de atividade física também fazem diferença.

E as fontes vegetais de proteína?

Mesmo para quem consome carne, incluir fontes vegetais de proteína no cardápio pode ser uma boa estratégia para variar a alimentação e aumentar o consumo de fibras, vitaminas e minerais.

Entre as opções mais conhecidas estão:

Esses alimentos também ajudam a compor refeições nutritivas e podem complementar o consumo de proteína ao longo do dia.

Para vegetarianos e veganos, variar as fontes vegetais costuma ser importante para deixar a alimentação mais equilibrada.

Em alguns casos, o acompanhamento nutricional também pode ajudar a ajustar nutrientes específicos, como vitamina B12, ferro e zinco.

No fim, carnes com mais proteína não são todas iguais

Algumas opções fazem mais sentido para quem quer emagrecer. Outras podem ser mais interessantes para quem busca ganho de massa muscular, refeições mais leves ou maior aporte de nutrientes.

Por isso, olhar apenas para o número da proteína pode simplificar demais uma escolha que também envolve rotina, preparo, equilíbrio e objetivo pessoal.

No dia a dia, a melhor estratégia costuma ser priorizar cortes magros, variar as fontes de proteína e adaptar a alimentação à própria realidade.

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Redação SaúdeLab

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