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Atleta achou que a dor após arrancar o siso era normal, mas descobriu um problema grave
O que parecia ser apenas uma recuperação mais difícil após a retirada dos dentes do siso acabou revelando um problema muito mais grave para Kendall Schara, atleta universitária de vôlei nos Estados Unidos.
Aos 21 anos, ela descobriu que tinha leucemia mieloide aguda, um tipo agressivo de câncer que afeta o sangue e a medula óssea, depois que a região da cirurgia começou a apresentar sinais que não melhoravam.
Na época, Kendall vivia um dos momentos mais intensos da vida universitária.
Capitã do time de vôlei da Universidade de Wisconsin-Green Bay, ela aproveitou o intervalo entre temporadas para fazer a retirada dos dentes do siso, um procedimento bastante comum nessa idade.
Mas a recuperação saiu completamente do esperado.
Mesmo após os cuidados iniciais, a área da extração continuava sem cicatrizar adequadamente. A infecção persistia e chamou a atenção dos médicos, que decidiram investigar mais profundamente.
Foi então que ela passou por exames detalhados, incluindo uma biópsia de medula óssea.
O resultado mudou sua vida.
Kendall foi diagnosticada com leucemia mieloide aguda (LMA), doença que costuma evoluir rapidamente e é mais frequente em adultos acima dos 45 anos, embora também possa surgir em pessoas jovens.
Em entrevista à imprensa americana, a atleta contou que uma das primeiras perguntas feitas aos médicos foi sobre suas chances de sobrevivência.
Segundo ela, aos 21 anos, nunca imaginou precisar enfrentar esse tipo de conversa.
Sintomas da leucemia podem ser confundidos com problemas comuns
A leucemia mieloide aguda pode provocar sinais que muitas vezes parecem pouco específicos no início, como:
- cansaço intenso;
- infecções frequentes;
- manchas roxas pelo corpo;
- sangramentos incomuns;
- dificuldade de cicatrização.
Em muitos casos, os sintomas acabam sendo confundidos com estresse, baixa imunidade ou problemas passageiros.
No caso de Kendall, foi justamente a persistência da infecção após a cirurgia dentária que levou os médicos a suspeitarem de algo além do esperado para um pós-operatório comum.

Quantos dias é normal sentir dor após arrancar o siso?
Após a retirada do siso, é comum sentir dor, inchaço e desconforto nos primeiros dias da recuperação.
Geralmente, os sintomas costumam ser mais intensos entre 48 e 72 horas após a cirurgia e tendem a melhorar progressivamente ao longo da primeira semana.
No entanto, quando a dor persiste, piora com o passar dos dias ou vem acompanhada de febre, secreção, mau cheiro ou dificuldade de cicatrização, é importante procurar avaliação profissional.
A irmã mais nova se tornou compatível para o transplante
Após o diagnóstico, Kendall iniciou sessões intensas de quimioterapia.
Cerca de um mês depois, os médicos concluíram que ela também precisaria de um transplante de células-tronco, conhecido popularmente como transplante de medula óssea.
Foi quando surgiu uma notícia que trouxe esperança para a família.
A irmã mais nova dela, Elle Schara, realizou exames e descobriu que era uma doadora totalmente compatível.
A primeira doação aconteceu em julho de 2025.
Mais tarde, Kendall descreveu aquele momento como um dos pontos mais marcantes de toda a sua trajetória durante o tratamento.
Pouco tempo depois do transplante, ela conseguiu voltar para casa e reencontrar colegas, amigos e companheiras de equipe.
Em setembro, o time da universidade organizou um torneio em homenagem à atleta, marcando seu retorno após meses afastada das quadras.
Durante o evento, Kendall contou que o começo da jornada foi a fase mais difícil, principalmente pela sensação de ver a vida mudar de forma repentina.
Ela também afirmou que só percebeu a própria força ao enfrentar uma situação na qual não tinha outra escolha além de continuar lutando.
Exame recente trouxe notícia animadora
Recentemente, a família compartilhou uma atualização considerada animadora.
Segundo a mãe da atleta, o exame mais recente da medula óssea não mostrou sinais de leucemia.
A notícia foi recebida com emoção por amigos, familiares e integrantes da universidade, que acompanharam toda a trajetória da jogadora desde o diagnóstico.
Histórias como a de Kendall costumam chamar atenção porque mostram como sintomas persistentes merecem acompanhamento médico, mesmo quando parecem ligados a situações consideradas rotineiras.
Nem toda complicação após uma cirurgia dentária indica algo grave. Ainda assim, sinais que não melhoram, pioram ou fogem do esperado devem ser reavaliados por profissionais de saúde.
As informações foram divulgadas pela ABC News e repercutidas pela imprensa americana.
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