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Seu corpo precisa mesmo de tanta proteína? O que a ciência descobriu
Proteína virou sinônimo de alimentação saudável. Ela aparece nas barrinhas, nos shakes, nos iogurtes e até em versões de café e água enriquecidos. A mensagem parece simples: quanto mais proteína, melhor.
Mas será que essa lógica funciona para todo mundo?
Para quem treina com frequência, aumentar o consumo desse nutriente pode fazer parte de uma estratégia alimentar.
No entanto, o cenário pode ser diferente para quem passa boa parte do dia sentado e inclui produtos ricos em proteína sem uma necessidade específica.
A questão não é que a proteína faça mal. Ela continua sendo essencial para o organismo. O ponto é que a quantidade adequada pode variar conforme a rotina, a idade, o estado de saúde e o nível de atividade física.
Excesso de proteína pode não trazer os benefícios esperados
Essa discussão ganhou novos elementos com uma revisão científica publicada na revista Cell Press Blue.
Os pesquisadores analisaram mais de 350 estudos sobre restrição de proteínas e envelhecimento para entender como a quantidade desse nutriente pode influenciar o organismo ao longo da vida.
A análise sugere que, em pessoas com baixa atividade física, consumir mais proteína do que o corpo precisa pode não trazer os benefícios esperados.
Em alguns estudos, uma menor ingestão apareceu associada a melhor controle da glicose, redução da gordura corporal e mudanças relacionadas a um envelhecimento mais saudável.
Uma das explicações investigadas é que o excesso de alguns componentes da proteína pode manter o organismo em um estado constante de estímulo ao crescimento celular.
Com o passar dos anos, esse processo pode estar relacionado a mais inflamação e outros desequilíbrios.
Mas isso não significa que reduzir proteína seja uma recomendação geral. Pessoas que treinam regularmente, atletas, gestantes e alguns idosos podem ter necessidades maiores e se beneficiar de uma ingestão mais elevada.
A febre da proteína merece um olhar mais crítico
Nos últimos anos, alimentos com proteína extra deixaram de ser produtos voltados apenas para atletas e passaram a fazer parte da rotina de muitas pessoas.
O problema é que adicionar mais proteína à alimentação não significa necessariamente obter mais saúde.
Para quem tem uma demanda maior, esses produtos podem ser úteis dentro de uma estratégia alimentar.
Já para quem não precisa desse aumento, shakes, barrinhas e outros alimentos enriquecidos podem apenas elevar o consumo de um nutriente que já está adequado.
O que muda na prática
A principal mensagem da revisão é que a proteína não deve ser vista como uma regra única para todos.
A quantidade ideal depende de vários fatores, como idade, condições de saúde, objetivos e, principalmente, o quanto o corpo é estimulado pelo exercício.
Em outras palavras, o mesmo alimento que pode ajudar alguém que treina todos os dias pode não oferecer o mesmo benefício para quem leva uma rotina com pouca atividade física.
No fim, a questão não é consumir mais ou menos proteína a qualquer custo. É entender quanto o próprio organismo realmente precisa.
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