Natação para bebês aumenta o QI? Veja o que se sabe

Colocar um bebê na água nos primeiros meses de vida costuma ser associado a brincadeiras, movimento e adaptação ao ambiente aquático. Mas será que essa experiência tão cedo também pode ter alguma relação com o desenvolvimento intelectual?

Uma pesquisa com quase 2 mil crianças encontrou uma associação entre a natação para bebês nos primeiros seis meses de vida e pontuações ligeiramente maiores em testes de inteligência realizados entre 4 e 6 anos.

Crianças que fizeram natação tiveram pontuação maior

O estudo acompanhou 1.935 crianças desde os primeiros meses de vida. Cerca de dois terços delas participaram de atividades de natação nesse período.

Anos depois, as crianças passaram por testes padronizados de inteligência.

Após considerar fatores como características maternas, condições socioeconômicas e peso ao nascer, aquelas que haviam participado da atividade apresentaram, em média, 2 a 2,5 pontos a mais no QI geral.

Também houve diferenças pequenas em algumas habilidades cognitivas, principalmente entre as crianças que nadaram dos 1 aos 6 meses ou durante os dois períodos analisados.

Por que a natação poderia ter alguma relação com o desenvolvimento?

Nos primeiros meses, o bebê ainda tem pouco controle sobre os movimentos. Na água, a sustentação do corpo permite que ele se movimente de outras formas e responda a diferentes estímulos.

A hipótese é que essas experiências possam favorecer o desenvolvimento motor e a interação com o ambiente.

O estudo quis saber se essa possível relação também apareceria em habilidades cognitivas anos depois.

Natação deixa o bebê mais inteligente?

Ainda não dá para afirmar que sim.

A pesquisa encontrou uma associação entre a natação nos primeiros meses de vida e pontuações um pouco maiores nos testes de inteligência realizados anos depois.

Como o estudo foi observacional, porém, não é possível saber se a atividade foi de fato responsável pela diferença. As crianças que fizeram natação também apresentavam características familiares diferentes.

A prática, por exemplo, foi mais comum entre famílias com maior nível socioeconômico, que podem oferecer outros estímulos importantes para o desenvolvimento infantil.

Por isso, o resultado pode estar relacionado à natação, ao ambiente familiar ou a uma combinação desses fatores.

Vale a pena fazer natação com o bebê?

A pesquisa, publicada na revista científica Scientific Reports, não permite indicar a natação como uma forma de aumentar o QI.

Mas o resultado traz uma pista interessante sobre uma possível relação entre experiências físicas nos primeiros meses de vida e o desenvolvimento cognitivo.

Novos estudos poderão ajudar a esclarecer essa relação e descobrir se a natação realmente contribui para o desenvolvimento intelectual.

Leitura Recomendada: Afta na boca: estresse, falta de vitamina ou algum problema de saúde?

Compartilhe este conteúdo
Avatar photo
Michele Azevedo

Formada em Letras - Português/ Inglês, pós-graduada em Arte na Educação e Psicopedagogia Escolar, idealizadora do site Escritora de Sucesso, empresária, redatora e revisora dos conteúdos do SaúdeLab.

VIRE A CHAVE PARA EMAGRECER

INSCRIÇÕES GRATUITAS E VAGAS LIMITADAS