Poluição de aviões pode se tornar mais prejudicial à saúde com o passar dos dias e preocupa cientistas

Em meio ao trânsito, à fumaça dos veículos e à preocupação com a qualidade do ar nas cidades, nem sempre se pensa na poluição que vem dos aviões. Mas as partículas liberadas pelos motores dessas aeronaves guardam uma particularidade que chamou a atenção dos cientistas. Elas podem sofrer mudanças químicas enquanto permanecem na atmosfera.

Publicado na revista científica Environmental Science: Atmospheres, o estudo constatou que as partículas emitidas por um motor a jato apresentaram maior potencial oxidativo após envelhecerem na atmosfera.

A descoberta amplia a compreensão sobre o que acontece com esse tipo de poluição depois que é liberado no ar.

Por que essas partículas preocupam

As partículas finas são tão pequenas que conseguem penetrar profundamente no sistema respiratório.

A exposição a elas está associada a problemas respiratórios e cardiovasculares, especialmente quando é frequente ou prolongada.

Um dos fatores investigados pelos cientistas é o chamado potencial oxidativo, que indica a capacidade das partículas de desencadear reações químicas que podem contribuir para o estresse oxidativo.

Esse processo pode favorecer danos às células e contribuir para a inflamação.

O que a descoberta revela sobre a poluição dos aviões

Os pesquisadores observaram que a luz solar e a interação com componentes do ar provocam mudanças químicas nas partículas emitidas pelos motores a jato. Com o envelhecimento na atmosfera, elas apresentaram maior potencial oxidativo.

A Organização Mundial da Saúde estima que a poluição do ar esteja associada a milhões de mortes prematuras por ano em todo o mundo. A exposição a partículas finas contribui para esse problema, e seus efeitos dependem de fatores como a concentração dos poluentes e o tempo de exposição.

A pesquisa acrescenta uma informação importante para a avaliação da poluição dos aviões. No entanto, os testes foram realizados em laboratório, sem acompanhar pessoas expostas a essas emissões.

Ainda são necessários estudos para determinar em que medida as mudanças observadas nas partículas influenciam o risco de doenças.

Compreender melhor esse processo pode contribuir para avaliações mais precisas da qualidade do ar e para a definição de medidas de proteção à saúde pública.

Leitura Recomendada: Efeito halo: como uma boa impressão pode enganar você e influenciar suas escolhas na saúde e na vida cotidiana

Compartilhe este conteúdo
Avatar photo
Michele Azevedo

Formada em Letras - Português/ Inglês, pós-graduada em Arte na Educação e Psicopedagogia Escolar, idealizadora do site Escritora de Sucesso, empresária, redatora e revisora dos conteúdos do SaúdeLab.

VIRE A CHAVE PARA EMAGRECER

INSCRIÇÕES GRATUITAS E VAGAS LIMITADAS