Sede excessiva, vontade frequente de urinar, fome constante e cansaço que não melhora com o descanso. Esses sinais podem parecer comuns na rotina, mas também podem indicar uma alteração importante no organismo: o diabetes mellitus.
O problema é que nem todas as pessoas apresentam sintomas, especialmente nos estágios iniciais do diabetes tipo 2, o que pode atrasar o diagnóstico e aumentar o risco de complicações.
Celebrado em 14 de novembro, o Dia Mundial do Diabetes chama a atenção para uma doença crônica que afeta milhões de pessoas e exige acompanhamento contínuo.
Em 2026, a campanha internacional tem como tema a importância de agir precocemente, com foco no diagnóstico e na redução dos riscos associados à condição.
O diabetes acontece quando o organismo não produz insulina em quantidade suficiente ou não consegue utilizá-la adequadamente. A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que permite a entrada da glicose nas células, onde será utilizada como fonte de energia.
Quando esse mecanismo não funciona corretamente, o açúcar se acumula na corrente sanguínea, provocando a chamada hiperglicemia.
Quais são os principais tipos de diabetes?
Existem diferentes formas da doença, mas as mais conhecidas são os tipos 1 e 2, além do diabetes gestacional.
No diabetes tipo 1, o sistema imunológico ataca equivocadamente as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina. Com isso, o organismo passa a produzir pouca ou nenhuma quantidade do hormônio.
É mais frequentemente diagnosticado na infância e na adolescência, mas também pode surgir na vida adulta. Nesses casos, a aplicação de insulina é indispensável para o tratamento.
Já o diabetes tipo 2 é o mais frequente e está relacionado principalmente à resistência à insulina e à dificuldade progressiva do organismo em manter os níveis de glicose controlados.
Histórico familiar, excesso de peso, sedentarismo, alimentação inadequada e envelhecimento estão entre os fatores associados ao aumento do risco.
Existe ainda o diabetes gestacional, identificado durante a gravidez, quando alterações hormonais podem dificultar a ação da insulina e elevar a glicemia.
A condição exige acompanhamento para reduzir riscos tanto para a mãe quanto para o bebê.
Sede excessiva e cansaço podem ser sinais de alerta
Entre os sintomas mais comuns do diabetes estão:
- Sede intensa e boca seca;
- Vontade de urinar várias vezes ao dia, inclusive durante a noite;
- Fome frequente, mesmo após as refeições;
- Perda de peso sem explicação;
- Cansaço e fraqueza;
- Visão embaçada;
- Infecções recorrentes;
- Feridas que demoram para cicatrizar;
- Formigamento ou dormência nas mãos e nos pés.
No diabetes tipo 1, os sintomas costumam aparecer de maneira mais rápida. No tipo 2, podem se desenvolver lentamente ou até não ser percebidos durante anos.
Por isso, pessoas com fatores de risco precisam realizar exames periódicos, mesmo quando se sentem bem.
Como é feito o diagnóstico?
A identificação do diabetes é feita por exames laboratoriais que avaliam a quantidade de glicose no sangue.
Entre os principais estão a glicemia de jejum, a hemoglobina glicada (HbA1c), que indica uma estimativa da média da glicose nos últimos três meses, e o teste oral de tolerância à glicose.
A investigação também considera o histórico familiar, os sintomas e outros fatores clínicos.
Em determinadas situações, pode ser necessário repetir os exames ou utilizar testes complementares para confirmar o diagnóstico e identificar o tipo da doença.
Diabetes tem tratamento?
Embora seja uma condição crônica, o diabetes pode ser controlado. O tratamento depende do tipo da doença, das características individuais e da presença de outras condições de saúde.
No diabetes tipo 1, a reposição de insulina é necessária diariamente. Já no tipo 2, o tratamento pode envolver mudanças na alimentação, prática regular de atividade física, controle do peso e medicamentos que ajudam a reduzir a glicemia.
Em algumas situações, também é necessário utilizar insulina.
Nos últimos anos, novas classes de medicamentos ampliaram as possibilidades terapêuticas. Alguns deles, além de melhorar o controle da glicose, oferecem benefícios cardiovasculares e renais para determinados grupos de pacientes.
A escolha depende da avaliação médica e não deve ser feita por conta própria.
Outro aspecto fundamental é o acompanhamento regular. Controlar a pressão arterial, o colesterol e a glicemia, além de realizar avaliações dos rins, dos olhos e dos pés, ajuda a prevenir complicações que podem comprometer a qualidade de vida.
É possível prevenir o diabetes?
Nem todos os tipos de diabetes podem ser prevenidos. No entanto, no caso do tipo 2, algumas mudanças no estilo de vida podem reduzir significativamente o risco de desenvolvimento da doença, especialmente entre pessoas com pré-diabetes.
Manter uma alimentação equilibrada, priorizar alimentos naturais e minimamente processados, praticar exercícios físicos, evitar o tabagismo e cuidar do peso são medidas importantes.
O acompanhamento médico também permite identificar alterações metabólicas antes que evoluam para o diabetes.
A principal mensagem da data é que não devemos esperar os sintomas aparecerem para cuidar da saúde.
O diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento no momento adequado, reduzir o risco de complicações e preservar a qualidade de vida.
Mais do que controlar os números de um exame, cuidar do diabetes é cuidar da saúde como um todo.
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