Colesterol: o que acontece no corpo depois de comer aveia

A aveia já é velha conhecida de quem tenta cuidar do coração. Rica em fibras, ela costuma aparecer em dietas e recomendações médicas para ajudar a controlar o colesterol — um benefício já bem documentado.

Um estudo publicado na revista científica Nature Communications mostra que esse efeito pode surgir mais rápido do que se pensava. Além disso, ajuda a entender melhor como o intestino participa desse processo.

A pesquisa acompanhou adultos com síndrome metabólica, um conjunto de alterações que inclui gordura abdominal, colesterol elevado, pressão alta e problemas no controle do açúcar no sangue.

Quando esses fatores se combinam, o risco de infarto, AVC e diabetes tipo 2 aumenta de forma importante — justamente o tipo de problema em que o controle do colesterol faz diferença.

Diante disso, os cientistas buscaram responder a uma pergunta simples, mas ainda pouco explicada: afinal, como a aveia reduz o colesterol dentro do organismo?

A aveia reduz o colesterol: o papel do intestino

Quando a aveia é consumida, ela não atua só como fibra. Parte do que está no grão chega ao intestino e entra em contato com as bactérias que vivem ali.

Essas bactérias transformam a aveia em substâncias que vão parar no sangue. O estudo mostrou que, quanto maior a produção dessas substâncias, maior foi a queda do colesterol total e do colesterol LDL, o chamado colesterol ruim.

Isso ajuda a explicar por que a aveia reduz o colesterol. Ela não apenas dificulta a absorção da gordura, mas também faz o próprio organismo trabalhar melhor nesse controle.

Efeito rápido, já nos primeiros dias

Um dos achados mais importantes do estudo foi a rapidez da resposta do organismo. Em participantes que consumiram grandes quantidades de aveia por apenas dois dias, já foi observada uma queda relevante no colesterol.

Em média, houve uma redução de cerca de 15 mg/dL no colesterol total, com queda parecida no LDL. Para ter uma ideia do que isso significa, esse tipo de melhora costuma levar semanas para acontecer apenas com mudanças na alimentação.

Mesmo depois desses dois dias, o colesterol não voltou ao patamar de antes. Ele continuou mais baixo por um tempo, mostrando que o efeito da aveia não foi imediato e passageiro, mas se manteve por alguns dias no organismo.

Esse resultado veio de um cenário específico do estudo e não indica uma quantidade exata de aveia para reproduzir o mesmo efeito no dia a dia.

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Consumo regular também ajuda

Quando a aveia foi incluída de forma moderada e diária por seis semanas, os efeitos foram mais discretos, mas positivos. O colesterol se manteve estável, sem piora, e houve mudanças favoráveis em marcadores ligados à saúde metabólica.

Na prática, o estudo aponta dois cenários possíveis:

  • usar a aveia por alguns dias em maior quantidade, buscando um efeito mais rápido;
  • incluir o alimento na rotina, com benefícios mais graduais e duradouros.

Não é só a fibra

A beta-glucana, fibra solúvel da aveia, continua sendo importante. Mas o estudo mostra que ela não age sozinha.

A interação entre aveia e microbiota intestinal gera compostos que ampliam o efeito sobre o colesterol.

Como cada pessoa tem uma microbiota diferente, a resposta ao consumo de aveia também pode variar.

Um alimento simples, com efeito real

Mesmo entre pessoas com obesidade abdominal e outros fatores de risco cardiovascular, a aveia foi bem tolerada e apresentou bons resultados.

Ela não substitui medicamentos quando são necessários, mas pode ser uma aliada relevante no controle e na prevenção do colesterol alto.

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Michele Azevedo

Formada em Letras - Português/ Inglês, pós-graduada em Arte na Educação e Psicopedagogia Escolar, idealizadora do site Escritora de Sucesso, empresária, redatora e revisora dos conteúdos do SaúdeLab.

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