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Você pode estar jogando fora a parte mais potente da romã
A maioria das pessoas abre a romã, aproveita os grãos vermelhos e joga fora o restante. O que quase ninguém imagina é que pode estar descartando justamente uma parte estratégica da fruta.
Nas estruturas mais fibrosas e firmes (aquelas que costumam ir para o lixo) pesquisadores identificaram antioxidantes que não aparecem nas análises convencionais.
Quando essa fração “escondida” entra na conta, a capacidade antioxidante total da romã cresce de forma significativa.
Em outras palavras, a fruta pode ser mais potente do que os números tradicionais indicam; não porque mudou, mas porque parte do que ela oferece simplesmente não estava sendo medida.
O que quase ninguém mede na romã
Ao analisar o fruto inteiro da romã (Punica granatum), os pesquisadores decidiram ir além dos compostos mais fáceis de detectar e examinar também as partes internas mais firmes da fruta.
Foi ali que encontraram antioxidantes ligados à fibra.
Quando esses compostos foram liberados em laboratório, o potencial antioxidante total medido aumentou de maneira expressiva.
Isso sugere que os testes tradicionais podem não captar toda a capacidade protetora da fruta.
Por que isso importa para a saúde
Durante o funcionamento normal do corpo, surgem moléculas instáveis conhecidas como radicais livres.
Em excesso, elas começam a danificar as próprias células. Um processo chamado estresse oxidativo, associado ao envelhecimento e ao declínio do cérebro ao longo dos anos.
Os antioxidantes atuam justamente neutralizando essas moléculas antes que causem danos maiores.
O que aconteceu nos testes
Para entender o impacto real desses compostos, os cientistas expuseram células humanas do sistema nervoso a uma situação intensa de estresse oxidativo em laboratório.
O dano apareceu rapidamente.
Mas quando as células receberam previamente compostos da romã, a agressão diminuiu.
Houve menor desgaste das membranas celulares e melhor preservação dos astrócitos, que são células que ajudam a proteger e manter os neurônios funcionando.
Nesse contexto, um detalhe chamou atenção.
Parte dessa proteção vinha de antioxidantes já conhecidos, mas outra parte estava ligada à fibra da fruta, praticamente invisível nas análises nutricionais comuns.
O que isso sugere na prática
Os resultados reforçam a ideia de que nem todo benefício de um alimento aparece na tabela nutricional.
Parte dos compostos pode estar associada à fibra e só se torna visível quando métodos mais amplos de análise são utilizados.
Isso não significa que a romã previna doenças neurológicas.
O experimento foi conduzido em células isoladas, em ambiente controlado, e ainda não se sabe quanto desses compostos é efetivamente absorvido pelo organismo nem qual seria seu impacto real em pessoas.
Ainda assim, o estudo sugere que alimentos naturais e ricos em fibras podem oferecer uma capacidade antioxidante mais ampla do que as medições tradicionais indicam.
A pesquisa foi publicada na revista científica Antioxidants.
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