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Chá de mulungu ou de camomila: qual o melhor para dormir “feito uma pedra”?
Se você já se pegou encarando o teto às duas da manhã, contando minutos em vez de ovelhas, sabe como a busca por um sono mais profundo vira quase uma missão pessoal. Entre as opções mais comentadas nos chás noturnos, dois nomes sempre aparecem: mulungu e camomila.
Mas, afinal, qual deles realmente ajuda a “apagar” mais rápido e dormir pesado? A resposta não é tão direta quanto parece e entender o perfil de cada um pode fazer toda a diferença na sua rotina de descanso.
Antes de escolher, vale dar um passo atrás e olhar para o que está por trás da sua dificuldade para dormir.
Quando o problema é desligar a mente — e não só fechar os olhos
Nem toda insônia é igual. Para algumas pessoas, o corpo até está cansado, mas a cabeça continua em modo “ligado”: pensamentos acelerados, preocupação com o dia seguinte, aquela sensação de alerta que não vai embora.
Para outras, o sono vem, mas é leve, fragmentado, com despertares no meio da madrugada.
Essas diferenças importam porque mulungu e camomila atuam de formas distintas no organismo. Um tende a ser mais associado a um efeito calmante mais intenso, enquanto o outro costuma ser mais suave e gradual.
Entender isso ajuda a escolher o chá que mais combina com o seu tipo de noite.
Chá de camomila: o clássico do sono leve e do ritual noturno
A camomila é quase sinônimo de chá antes de dormir. Presente em casas de diferentes culturas, ela costuma ser associada a uma sensação de aconchego, mais do que a um “efeito sedativo” propriamente dito.
O que a camomila costuma fazer no corpo
A camomila contém compostos que, em geral, estão ligados a uma sensação de relaxamento leve. Na prática, muitas pessoas relatam que ela ajuda a diminuir a tensão do dia, aliviar um pouco a ansiedade e preparar o corpo para o sono.
Ela não costuma “derrubar”. O que faz, na maioria dos casos, é facilitar a transição entre o estado de alerta e o descanso.
Para quem a camomila tende a funcionar melhor
A camomila costuma ser uma boa escolha para quem:
- Tem dificuldade em desacelerar depois de um dia agitado
- Sente o sono chegar, mas precisa de um empurrãozinho para relaxar
- Quer criar um ritual noturno tranquilo, sem algo muito forte
É comum funcionar bem em situações de estresse leve, rotina corrida ou quando o problema maior é “desligar” mentalmente.
Pontos de atenção
Por ser considerada suave, algumas pessoas sentem pouco ou nenhum efeito em noites de insônia mais intensa. Além disso, quem tem alergia a plantas da família das margaridas pode precisar ter cautela com a camomila.
Leitura Recomendada: Camomila: conheças seus benefícios, cuidados e como usar
Chá de mulungu: o calmante mais “potente” da lista
O mulungu, menos conhecido que a camomila, aparece com frequência em conversas sobre sono mais profundo. Ele é tradicionalmente associado a um efeito calmante mais intenso, especialmente em contextos de agitação e ansiedade.
Como o mulungu costuma ser percebido
Relatos populares e usos tradicionais apontam o mulungu como uma planta que pode reduzir a sensação de alerta e favorecer um estado mais sedado. Algumas pessoas descrevem um efeito de “peso no corpo” ou uma sonolência mais marcada após o consumo.
Na prática, ele tende a ser buscado por quem sente que o corpo não relaxa de jeito nenhum à noite.
Para quem o mulungu costuma ser mais indicado
O mulungu geralmente é procurado por quem:
- Tem dificuldade para pegar no sono mesmo estando fisicamente cansado
- Sente o corpo “ligado” ou inquieto na hora de deitar
- Já tentou chás mais leves e não percebeu diferença
Em comparação com a camomila, ele costuma ser visto como uma opção mais forte.
Cuidados importantes
Por ter um efeito mais intenso, o mulungu não é um chá para usar de forma indiscriminada. Pessoas que fazem uso de medicamentos calmantes, antidepressivos ou que têm pressão baixa, por exemplo, costumam ser orientadas a conversar com um profissional de saúde antes de consumir com frequência.
Além disso, não é comum recomendar o uso contínuo por longos períodos sem orientação.
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Então, qual deles faz dormir “feito uma pedra”?
A expressão é tentadora, mas a realidade é mais sutil.
Se a sua dificuldade para dormir está ligada a tensão leve, ansiedade do dia a dia ou dificuldade de relaxar, a camomila pode ser suficiente para melhorar a qualidade da noite.
Já se o problema é uma agitação mais intensa, sensação de alerta constante ou dificuldade real de pegar no sono, o mulungu tende a ser percebido como mais “forte” e, para algumas pessoas, mais eficaz.
Em outras palavras:
- Camomila costuma ajudar a preparar o sono.
- Mulungu costuma ser buscado para induzir o sono.
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O que quase ninguém fala sobre chás e sono
Existe um ponto que muitas vezes passa batido: o efeito do chá não vem só da planta, mas do ritual.
Parar o que você está fazendo, diminuir as luzes, se afastar do celular e preparar uma bebida quente já envia sinais ao corpo de que o dia está acabando. Esse conjunto de ações, repetido todas as noites, pode ter tanto impacto quanto o próprio chá.
Quem toma camomila ou mulungu, mas continua rolando o feed ou resolvendo problemas na cama, costuma ter resultados bem mais limitados.
Como escolher o melhor para a sua rotina
Em vez de buscar o “mais forte”, pode ser mais interessante pensar em qual combina com o seu padrão de sono.
Você pode se perguntar:
- Eu demoro para pegar no sono ou acordo várias vezes à noite?
- Minha mente fica acelerada ou meu corpo parece inquieto?
- Prefiro algo suave e constante ou estou em uma fase que pede mais intensidade?
Essas respostas costumam guiar melhor a escolha do que a fama do chá em si.
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Dá para alternar entre os dois?
Algumas pessoas optam por usar a camomila como base do dia a dia e deixar o mulungu para noites mais difíceis. Essa estratégia pode ajudar a evitar o uso frequente de algo mais intenso, mantendo um equilíbrio na rotina.
Ainda assim, sempre vale lembrar que chá não substitui acompanhamento médico quando a insônia é persistente, dura semanas ou começa a afetar o humor, a memória e a produtividade.
Quando é hora de olhar além do chá
Se nem camomila nem mulungu parecem fazer diferença, pode ser um sinal de que o problema não está só no relaxamento. Questões como horários irregulares, excesso de cafeína, uso de telas à noite ou até problemas de saúde podem estar interferindo no sono.
Nesses casos, o chá pode até ajudar como parte do ritual, mas dificilmente resolve sozinho.
No fim das contas, o “melhor” é o que funciona para você
Não existe uma resposta universal para a pergunta do título. Para algumas pessoas, a camomila é mais do que suficiente para garantir uma noite tranquila. Para outras, o mulungu faz mais sentido em fases de maior agitação.
O mais importante é observar o próprio corpo, testar com calma e usar essas escolhas como parte de uma rotina que favoreça o descanso — e não como uma solução mágica para noites mal dormidas.
Dormir “feito uma pedra” costuma ser menos sobre encontrar o chá perfeito e mais sobre construir, aos poucos, um ambiente e hábitos que ensinem o corpo a realmente desligar.
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