Nariz entupido, secreção acumulada e dificuldade para respirar melhor são situações comuns durante gripes, resfriados e crises de rinite. Nessas horas, o soro fisiológico pode ajudar a limpar o nariz e aliviar o desconforto. Mas, apesar de parecer simples, a maneira de fazer a lavagem muda de acordo com a idade.
O soro não trata a causa da gripe, do resfriado ou da rinite. Ele ajuda a soltar e retirar o excesso de secreção, além de partículas que ficam dentro do nariz.
Em crianças, essa limpeza também pode aliviar alguns sintomas durante infecções respiratórias.
Por isso, saber como lavar o nariz com soro fisiológico é especialmente importante quando o procedimento é feito em bebês e crianças pequenas.
Para que serve a lavagem nasal com soro fisiológico
A lavagem ajuda a retirar o excesso de secreção e pode diminuir a sensação de nariz entupido, facilitando a respiração.
Ela também remove partículas e substâncias que podem irritar o nariz. Em crianças com infecções respiratórias, estudos sugerem que a prática pode melhorar alguns sintomas.
A Sociedade Brasileira de Pediatria reconhece a lavagem nasal como um recurso usado na pediatria e orienta que a forma de realizá-la seja adequada à idade e à situação da criança.
Como lavar o nariz com soro fisiológico?
Para a higiene nasal, costuma-se utilizar soro fisiológico 0,9%, em uma apresentação própria para uso no nariz. A forma de aplicar depende da idade.
Em adultos e crianças maiores, podem ser usados dispositivos próprios, como frascos de irrigação ou seringas sem agulha.
Na hora de fazer a lavagem:
- encoste a ponta do dispositivo na entrada da narina, sem introduzi-la profundamente;
- incline levemente a cabeça para o lado oposto à narina que receberá o soro e aplique o líquido de forma lenta e suave, sem apertar a seringa ou o frasco com força;
- o soro pode sair pela outra narina ou pela boca, ajudando a remover as secreções;
- se houver dor, desconforto importante ou sangramento, interrompa a lavagem;
- não compartilhe a seringa, o frasco ou outro dispositivo usado para a lavagem nasal.

Como fazer lavagem nasal em bebê?
Nos bebês, a lavagem deve ser feita com mais delicadeza. O mais indicado é usar soro fisiológico 0,9%, de preferência em ampolas ou frascos próprios para uso nasal. O pediatra pode orientar se o bebê deve receber o soro em gotas ou com uma seringa sem agulha de pequeno volume.
Para aplicar, o bebê pode ficar deitado de barriga para cima, com a cabeça levemente virada para o lado, ou no colo, em uma posição semirreclinada. Aplique uma pequena quantidade de soro na entrada da narina, sem introduzir profundamente o conta-gotas ou a seringa.
A higiene pode ser especialmente útil quando o nariz entupido atrapalha a mamada ou antes de dormir. A frequência depende da necessidade de cada bebê e pode ser orientada pelo pediatra.
Se o bebê apresentar dificuldade para respirar ou mamar, lábios arroxeados, chiado, febre ou piora do estado geral, procure atendimento médico.

Um cuidado importante: não use água da torneira
Não prepare soluções para lavagem nasal com água da torneira nem coloque essa água diretamente no nariz. Mesmo sendo própria para consumo, ela não é necessariamente estéril.
Se for preciso preparar uma solução, a orientação é usar água destilada ou estéril ou água da torneira previamente fervida e resfriada.
Com soro fisiológico pronto e próprio para uso nasal, não é necessário preparar a solução em casa.
Soro fisiológico pode ser usado todos os dias?
A frequência depende da idade e do motivo da obstrução. Não existe uma quantidade de lavagens adequada para todas as pessoas.
Em resfriados, rinite ou excesso de secreção, o soro pode ajudar na higiene e no alívio do desconforto. Para bebês e crianças pequenas, a forma de uso pode ser orientada pelo pediatra.
Soro fisiológico e descongestionante nasal também não são a mesma coisa. Medicamentos descongestionantes têm indicações e cuidados específicos.
Quando procurar orientação profissional
A lavagem nasal merece orientação médica quando existe alguma situação fora do habitual, como suspeita de que há algum objeto preso no nariz ou quando a criança tem alguma condição que dificulte a realização do procedimento com segurança.
No caso de bebês e crianças pequenas, procure atendimento se houver dificuldade para respirar, para mamar ou comer, sinais de desidratação ou piora do estado geral.
Nessas situações, o mais importante é identificar a causa do problema e definir o cuidado adequado.
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