Ela conviveu anos com uma “espinha” no rosto até descobrir o que realmente era

Uma pequena marca no rosto aparecia, formava uma casquinha, parecia melhorar e voltava de novo. Como não doía, Jackie Bloor acreditou durante anos que não havia motivo para preocupação.

Foi só quando decidiu entender por que aquela “espinha” nunca desaparecia de vez que recebeu uma notícia inesperada. A lesão, na verdade, era um

câncer de pele.

A história da britânica serve de alerta porque muita gente convive com feridas ou pequenas alterações na pele acreditando que elas vão desaparecer sozinhas. Em alguns casos, porém, a persistência da lesão merece investigação.

A marca surgiu durante a gravidez

Jackie Bloor, moradora de Gravesend, no condado de Kent, na Inglaterra, notou a pequena alteração no rosto há cerca de seis anos, enquanto estava grávida do segundo filho.

À primeira vista, ela parecia apenas uma mília, aqueles pequenos cistos esbranquiçados causados pelo acúmulo de queratina sob a pele.

Como costumam ser benignos, Jackie não imaginou que houvesse qualquer motivo para preocupação.

A vida seguiu normalmente.

Mas a pequena marca continuava ali.

Com o passar do tempo, ela percebeu que a lesão tinha um comportamento estranho.

Em alguns períodos, sangrava. Depois formava uma crosta. Dias mais tarde parecia melhorar, mas nunca cicatrizava completamente.

Foi essa repetição que despertou sua atenção.

Mesmo assim, como a lesão não provocava dor nem causava grandes incômodos, a preocupação demorou a surgir.

Esse é justamente um dos motivos pelos quais alterações na pele costumam passar despercebidas por tanto tempo.

A consulta trouxe uma resposta que ela não esperava

Quando resolveu marcar uma consulta, Jackie buscava apenas a confirmação de que não havia nada sério.

Em vez disso, saiu do consultório com uma suspeita que nunca havia passado pela sua cabeça.

O médico acreditava que aquela pequena lesão poderia ser um carcinoma basocelular, o tipo mais comum de câncer de pele.

Para esclarecer a dúvida, foi necessária a retirada da lesão para realização de uma biópsia, exame que analisa as células do tecido e permite confirmar o diagnóstico.

O resultado confirmou a suspeita.

Segundo Jackie, o procedimento foi rápido, realizado com anestesia local, e terminou com quatro pontos. A recuperação ocorreu sem complicações, deixando apenas uma pequena cicatriz.

O maior impacto, porém, veio antes da cirurgia.

Depois de passar tantos anos acreditando que convivia apenas com uma “espinha”, descobrir que se tratava de um câncer foi uma surpresa difícil de imaginar.

Mais tarde, ela decidiu compartilhar sua experiência para incentivar outras pessoas a não ignorarem alterações persistentes na pele.

Ferida que não cicatriza
Ferida que não cicatriza : Jackie Bloor exibe a “espinha” / Crédito: @jaxlouise1

Nem toda lesão persistente deve ser ignorada

O caso chama atenção porque reúne características que muitas pessoas tendem a minimizar no dia a dia.

Uma pequena lesão que permanece por muito tempo, sangra ocasionalmente, forma crostas repetidas vezes ou parece cicatrizar apenas para voltar depois pode merecer uma avaliação médica.

Isso não significa, necessariamente, que seja câncer.

Existem diversas doenças benignas capazes de provocar alterações semelhantes.

No entanto, quando uma marca permanece por semanas ou meses sem desaparecer completamente, o mais prudente é procurar um dermatologista para investigar a causa.

O que é o carcinoma basocelular?

O carcinoma basocelular é o tipo mais comum de câncer de pele. Geralmente, surge após anos de exposição ao sol e costuma crescer lentamente.

Embora raramente se espalhe para outros órgãos, não deve ser ignorado.

Sem tratamento, pode atingir tecidos ao redor e exigir cirurgias mais extensas. Por isso, identificar a lesão precocemente faz toda a diferença.

Quais sinais merecem atenção?

A maior parte das espinhas, pequenas feridas e irritações da pele desaparece naturalmente em alguns dias ou semanas.

Quando isso não acontece, vale observar como a lesão evolui.

Dermatologistas recomendam uma avaliação médica principalmente quando a alteração apresenta características como:

  • permanece por semanas ou meses sem cicatrizar;
  • sangra com facilidade, mesmo após pequenos traumas;
  • forma crostas repetidamente (casquinhas que voltam depois de cair);
  • apresenta aspecto brilhante ou perolado;
  • cresce de forma lenta e contínua;
  • aparece como uma área avermelhada que descama sem melhorar;
  • lembra uma cicatriz, mesmo sem ter havido um machucado no local.

Esses sinais, isoladamente, não confirmam um câncer de pele. Muitas alterações benignas podem ter aparência semelhante.

Mesmo assim, quando a lesão persiste ou muda de comportamento, o mais seguro é procurar um dermatologista para esclarecer a causa.

Quem tem maior risco?

O carcinoma basocelular pode surgir em qualquer pessoa, mas alguns fatores aumentam a probabilidade de desenvolvimento da doença.

Entre eles estão:

  • exposição frequente ao sol ao longo da vida;
  • histórico de queimaduras solares, principalmente na infância;
  • pele clara;
  • idade mais avançada;
  • uso de câmaras de bronzeamento artificial;
  • histórico pessoal de câncer de pele.

As lesões aparecem com mais frequência nas áreas que recebem maior incidência de sol, como rosto, nariz, orelhas, couro cabeludo, pescoço e mãos.

O erro mais comum é esperar que a lesão desapareça sozinha

Como muitas dessas alterações não provocam dor, é comum adiar a consulta ou acreditar que uma pomada resolverá o problema.

Foi exatamente isso que aconteceu com Jackie, que conviveu durante anos com a lesão antes de descobrir o diagnóstico.

Ao compartilhar sua experiência com a revista Newsweek, Jackie disse esperar que sua história sirva de alerta.

Uma pequena marca que parecia inofensiva acabou mudando completamente sua vida. Ela acredita que procurar ajuda logo nos primeiros sinais pode fazer toda a diferença.

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Redação SaúdeLab

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