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Implanon pelo SUS: como conseguir o implante anticoncepcional gratuitamente
Para quem quer evitar a gravidez sem precisar lembrar da pílula todos os dias ou trocar o método com frequência, o Implanon pode ser uma excelente opção.
Desde 2025, o implante anticoncepcional de etonogestrel passou a ser incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando o acesso gratuito a esse método contraceptivo de longa duração.
Como a implantação ocorre de forma gradual, porém, a disponibilidade ainda pode variar entre estados e municípios.
Mas como conseguir o Implanon pelo SUS? Quanto tempo demora? Precisa de encaminhamento?
Aqui, você vai entender como funciona o acesso ao método, quem pode utilizá-lo, como é feita a inserção e o que esperar após o procedimento.
Por que o Implanon pode ser uma boa opção?
O Implanon é um dos métodos contraceptivos reversíveis de longa duração (LARC) mais eficazes disponíveis. Ele oferece proteção contra a gravidez por até três anos sem exigir cuidados diários, o que pode trazer mais praticidade para muitas pessoas.
Entre as principais vantagens estão:
- Praticidade: é um pequeno bastão flexível inserido sob a pele do braço, que libera o hormônio etonogestrel continuamente por até três anos. Não há necessidade de lembrar de tomar comprimidos diariamente nem de retornar ao serviço de saúde com frequência.
- Alta eficácia: apresenta eficácia superior a 99%, sendo um dos métodos contraceptivos mais eficazes disponíveis.
- Alternativa para quem não pode usar estrogênio: por conter apenas um progestagênio, pode ser indicado para pessoas com contraindicação aos anticoncepcionais combinados, sempre após avaliação médica.
- Discrição: o implante fica sob a pele e normalmente não é perceptível.
- Reversibilidade: pode ser removido a qualquer momento, com retorno rápido da fertilidade.
Além disso, para pessoas que apresentam aumento do fluxo menstrual ou cólicas intensas com o DIU de cobre, o Implanon pode representar uma alternativa, embora cada organismo responda de forma diferente ao método.
Como conseguir o Implanon pelo SUS
O acesso ao Implanon pelo SUS pode variar conforme a organização da rede de saúde de cada município. De forma geral, o processo costuma seguir estas etapas.
1. Procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS)
O primeiro passo é agendar uma consulta na Unidade Básica de Saúde (UBS), com um médico de família, ginecologista ou outro profissional habilitado para realizar o atendimento em saúde sexual e reprodutiva.
Em alguns municípios, a própria UBS realiza a inserção do implante. Em outros, pode ser necessário um encaminhamento para um ambulatório ou serviço especializado.
Como a oferta do método ainda está sendo ampliada, vale a pena verificar previamente se a unidade já disponibiliza o Implanon.
Dica: se tiver, leve informações sobre seu histórico de saúde, uso de anticoncepcionais e exames preventivos recentes. Esses dados podem facilitar a avaliação.
2. Avaliação médica
Durante a consulta, o profissional avaliará se o Implanon é a melhor opção para você.
O método é indicado para a maioria das pessoas em idade reprodutiva, mas algumas situações exigem avaliação individualizada.
Entre elas estão:
- suspeita ou confirmação de gravidez;
- câncer de mama em atividade;
- alergia aos componentes do implante;
- determinadas condições clínicas que exigem avaliação especializada.
É importante destacar que o histórico de trombose não representa, por si só, uma contraindicação absoluta ao Implanon. Como o implante contém apenas progestagênio e não possui estrogênio, muitas pessoas que não podem utilizar anticoncepcionais combinados podem ser elegíveis para esse método. A decisão, entretanto, deve sempre ser individualizada.
Durante a consulta, o profissional explicará os benefícios, os possíveis efeitos adversos e esclarecerá as dúvidas antes da inserção.
3. Como é feita a inserção?
A colocação do Implanon é um procedimento rápido, realizado em ambiente ambulatorial.
Geralmente, o procedimento segue estas etapas:
- aplicação de anestesia local;
- inserção do implante sob a pele da parte interna do braço com um aplicador específico;
- realização de um curativo simples.
O procedimento costuma durar poucos minutos e não requer pontos.
Após a inserção, normalmente recomenda-se evitar esforços intensos com o braço por um curto período, conforme orientação do profissional de saúde.
4. Existe fila de espera?
A disponibilidade do Implanon ainda pode variar entre municípios.
Como a distribuição do método está sendo ampliada em todo o país, algumas localidades podem apresentar filas de espera ou disponibilidade limitada até que a oferta seja expandida e mais equipes estejam capacitadas para realizar o procedimento.
Enquanto isso, o profissional de saúde poderá orientar outro método contraceptivo temporário, caso seja necessário.
5. O Implanon é permanente?
Não.
O implante pode ser removido a qualquer momento por um profissional capacitado.
A retirada é realizada com anestesia local por meio de uma pequena incisão na pele.
Após a remoção, a fertilidade costuma retornar rapidamente, sendo possível engravidar já nos primeiros ciclos ovulatórios.
Principais benefícios do método
Além da praticidade, o Implanon reúne características que fazem dele uma das opções contraceptivas mais eficazes disponíveis.
- eficácia superior a 99%;
- proteção contraceptiva por até três anos;
- não exige uso diário;
- método discreto;
- rápida recuperação da fertilidade após a retirada;
- pode reduzir as cólicas em muitas usuárias;
- para algumas pessoas, pode diminuir o fluxo menstrual.
Possíveis efeitos colaterais
Como qualquer método hormonal, o Implanon pode causar efeitos adversos, embora nem todas as pessoas os apresentem.
Os mais comuns incluem:
- alteração do padrão menstrual;
- sangramentos irregulares;
- diminuição do fluxo menstrual;
- ausência de menstruação (amenorreia);
- sangramento prolongado em algumas usuárias;
- dor de cabeça;
- acne;
- alterações de humor;
- sensibilidade nas mamas.
É importante lembrar que cada organismo responde de maneira diferente ao método. Caso os efeitos sejam intensos ou persistentes, procure o serviço de saúde para receber orientação.

O Implanon protege contra ISTs?
Não.
O implante anticoncepcional protege apenas contra a gravidez.
Para prevenir infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), o uso de preservativos continua sendo fundamental, mesmo para quem utiliza o Implanon.
O SUS também faz a retirada do Implanon?
Sim.
A remoção também é oferecida gratuitamente pelo SUS e pode ser realizada em um serviço habilitado para esse procedimento, conforme a organização da rede de saúde do município.
Posso retirar antes dos três anos?
Sim.
O Implanon pode ser removido a qualquer momento, seja por desejo de engravidar, troca de método contraceptivo ou qualquer outra indicação clínica.
A inserção dói?
O procedimento é realizado com anestesia local.
A maioria das pessoas relata apenas uma leve pressão ou pequeno desconforto durante a colocação e nos primeiros dias após o procedimento.
O Implanon interfere em exames?
Não.
O implante não interfere na realização de exames como ultrassonografia, mamografia ou ressonância magnética. Ainda assim, é recomendável informar ao profissional de saúde que utiliza o método.
Quem está amamentando pode usar?
Sim.
O Implanon é considerado compatível com a amamentação. O momento mais adequado para sua inserção deve ser definido em conjunto com o profissional de saúde.
Vale a pena tentar conseguir o Implanon pelo SUS?
Para quem procura um método contraceptivo altamente eficaz, reversível e de longa duração, o Implanon pode ser uma excelente escolha.
Embora a oferta pelo SUS ainda esteja sendo ampliada em diferentes regiões do país, a expectativa é que mais municípios passem a disponibilizar o procedimento ao longo da implantação da política pública.
Se você deseja utilizar o Implanon pelo SUS, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima para verificar se ele já está disponível em seu município.
Caso ainda não esteja sendo oferecido, a equipe de saúde poderá orientar outros métodos contraceptivos até que o acesso ao implante seja ampliado.
Fontes: Ministério da Saúde; Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo); Organização Mundial da Saúde (OMS); Critérios Médicos de Elegibilidade para Uso de Métodos Contraceptivos (OMS).
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