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Magnésio faz mal para os rins? Entenda quando ele ajuda e quando exige cuidado
Nos últimos tempos, o magnésio virou quase um “queridinho” de quem busca mais energia, menos cãibras, melhor sono ou menos estresse. Ele aparece em vídeos, conversas de farmácia e prateleiras de suplementos como se fosse algo que todo mundo deveria tomar.
E é justamente aí que surge a dúvida que muita gente começa a se fazer em silêncio: será que tomar magnésio faz mal para os rins?
Para a maioria das pessoas, o magnésio é um aliado da saúde. Mas, em alguns casos específicos, ele pode sim exigir atenção. Entender essa diferença é o que separa o uso seguro de um risco desnecessário, especialmente para quem já tem algum grau de problema renal.
O que o magnésio faz no corpo e por que os rins entram nessa história
O magnésio é um mineral essencial. Ele participa de centenas de reações no organismo, ajudando na produção de energia, no funcionamento dos músculos, na transmissão dos impulsos nervosos e até na regulação da pressão arterial.
Mas existe um detalhe importante: quem controla a quantidade de magnésio no sangue são os rins.
Todos os dias, o sangue passa pelos rins, que filtram esse mineral e decidem quanto deve ser eliminado pela urina e quanto deve ser reaproveitado pelo corpo. Em pessoas com rins saudáveis, esse sistema costuma funcionar de forma muito eficiente, mesmo quando a ingestão de magnésio aumenta um pouco.
Como os rins regulam o magnésio no organismo
Depois que o magnésio é absorvido no intestino, ele circula no sangue. Ao chegar aos rins, parte dele é filtrada e, em seguida, grande parte é reabsorvida de volta para o organismo. Apenas o excesso vai embora na urina.
Esse “ajuste fino” é o que mantém os níveis de magnésio dentro de uma faixa segura.
Quando esse mecanismo funciona bem, o risco de acúmulo é baixo, principalmente quando o magnésio vem da alimentação.
O magnésio pode ajudar os rins?
Em níveis adequados, sim. O magnésio está associado a:
- Menor tendência à formação de alguns tipos de cálculos renais
- Apoio ao equilíbrio de outros minerais importantes, como cálcio e potássio
- Manutenção do funcionamento adequado das células renais
Ou seja, para quem tem rins saudáveis, o magnésio costuma ser mais um aliado do que um problema.
Leitura Recomendada: Cúrcuma com magnésio: para que serve e quando essa combinação faz sentido
Quando o magnésio faz mal para os rins?
Aqui está o ponto mais importante: o risco não está no magnésio em si, mas na dificuldade do corpo em eliminá-lo.
Quando os rins não conseguem filtrar corretamente, o magnésio pode se acumular no sangue. Essa condição é chamada de hipermagnesemia.
Excesso vindo de suplementos e medicamentos
É raro alguém desenvolver hipermagnesemia apenas comendo alimentos ricos em magnésio. O problema quase sempre está ligado a:
- Suplementos de magnésio em doses elevadas
- Laxantes e antiácidos que contêm magnésio
- Uso contínuo sem acompanhamento profissional
Nesses casos, a quantidade de magnésio que entra no organismo pode ser maior do que os rins conseguem eliminar, especialmente se já houver alguma limitação da função renal.
Quem precisa ter mais cuidado com o magnésio
Conforme já dissemos, o magnésio faz mal para os rins de algumas pessoas. Por exemplo:
- Pessoas com doença renal crônica ou insuficiência renal
Quem já tem os rins comprometidos precisa de atenção redobrada. Mesmo doses consideradas “normais” de suplemento podem se tornar excessivas, porque a eliminação do magnésio é mais lenta.
De acordo com o National Institutes of Health (NIH), pessoas com doença renal estão entre os principais grupos de risco para acúmulo de magnésio no sangue, especialmente quando usam suplementos ou medicamentos que contêm esse mineral.
- Uso frequente de laxantes ou antiácidos
Alguns desses produtos usam sais de magnésio na composição. Quando usados com frequência, podem elevar os níveis do mineral sem que a pessoa perceba.
- Interação com medicamentos
Certos remédios podem alterar a forma como o corpo absorve ou elimina o magnésio, como:
-
- Alguns diuréticos
- Medicamentos para pressão arterial
- Tratamentos para problemas gastrointestinais
Por isso, quem faz uso contínuo de medicação deve sempre mencionar o magnésio ao médico ou farmacêutico antes de iniciar um suplemento.
Sintomas de excesso de magnésio no organismo
Quando o magnésio se acumula no sangue, o corpo costuma dar sinais. Entre os mais comuns estão:
- Náuseas e vômitos
- Fraqueza muscular
- Sonolência excessiva
- Sensação de cansaço fora do normal
Em situações mais graves, podem surgir:
- Queda da pressão arterial
- Alterações no ritmo cardíaco
- Dificuldade para respirar
Esses quadros são raros, mas exigem avaliação médica imediata.
Leia também: Doenças causadas pelo excesso de magnésio: riscos, sintomas e como evitar
Magnésio dos alimentos é mais seguro?
Na grande maioria dos casos, sim.
Alimentos ricos em magnésio, como:
- Vegetais verde-escuros
- Feijão e lentilha
- Sementes e castanhas
- Grãos integrais
fornecem o mineral em quantidades que o corpo costuma conseguir regular naturalmente. Mesmo em pessoas saudáveis, o organismo tende a eliminar o excesso pela urina sem maiores problemas.
O cuidado maior começa quando o magnésio vem em forma concentrada (cápsulas, pó ou líquidos).
Leia também: 20 alimentos ricos em magnésio: tudo o que você precisa saber para uma vida saudável
Como usar magnésio com mais segurança
Fazer o uso consciente do magnésio pode garantir a segurança em todo o processo.
Priorize a alimentação
Sempre que possível, obtenha magnésio a partir dos alimentos. Além do mineral, você ganha fibras, vitaminas e outros nutrientes que não vêm nos suplementos.
Não comece suplemento por conta própria
Se a ideia de tomar magnésio surgiu por causa de cãibras, sono ruim ou cansaço, vale conversar com um profissional de saúde. Esses sintomas nem sempre estão ligados à falta desse mineral.
Monitore a função renal, se já tiver histórico
Pessoas com problemas renais, diabetes ou pressão alta costumam fazer exames periódicos. Esse acompanhamento ajuda a identificar qualquer alteração nos minerais do sangue antes que vire um problema.
Leia também: Qual o melhor magnésio para o intestino? Entenda a relação entre eles
Quando procurar orientação médica
Vale buscar ajuda se você:
- Já tem diagnóstico de doença renal
- Usa suplementos de magnésio regularmente
- Percebe sintomas como fraqueza intensa, náusea persistente ou alterações no ritmo do coração
Um simples exame de sangue pode mostrar se os níveis de magnésio estão dentro da faixa segura.
Então, magnésio faz mal para os rins?
Para a maioria das pessoas com rins saudáveis, não.
O magnésio presente na alimentação costuma ser seguro e até benéfico.
O cuidado real começa quando há:
- Doença renal
- Uso frequente de suplementos
- Consumo de medicamentos que contêm magnésio
Nesses casos, o mineral pode se acumular e causar efeitos indesejados se não houver orientação profissional.
No fim das contas, o magnésio não é vilão nem herói absoluto. Ele é uma ferramenta do corpo e que funciona muito bem quando usada na medida certa e com atenção à saúde de quem a utiliza.
Continue lendo: 8 principais tipos de magnésio: conheça seus usos e escolha corretamente
Referência: As informações sobre risco de acúmulo de magnésio em pessoas com doença renal e sobre fontes seguras de consumo são baseadas em dados do: National Institutes of Health (NIH) – Office of Dietary Supplements



