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Você consome sem saber: melatonina na alimentação e seus possíveis efeitos
Quando se fala em melatonina, muita gente pensa apenas em suplementos para dormir melhor. Mas esse hormônio, conhecido por regular o relógio biológico, também está presente naturalmente em alimentos comuns do dia a dia, e pode ter impactos que vão além do sono.
Um estudo brasileiro publicado no Journal of Human Nutrition and Dietetics analisou dados alimentares de mais de 8 mil adultos.
Os pesquisadores observaram que pessoas cuja alimentação fornecia mais melatonina de forma natural apresentavam menor prevalência de obesidade e menos diagnóstico de depressão.
Melatonina na alimentação: onde ela aparece
Os pesquisadores identificaram melatonina em 119 alimentos consumidos com frequência no Brasil.
Ou seja, não se trata de uma substância rara ou restrita a itens específicos, mas presente em alimentos comuns do prato do dia a dia.
Entre os principais alimentos que contribuem para a ingestão alimentar de melatonina estão:
- café
- arroz
- feijão e lentilha
- cereais como aveia e granola
- pães
- frutas como banana, maçã, uva, morango e cereja
- ovos
- leite e derivados
O consumo varia bastante entre as pessoas justamente por depender do padrão alimentar adotado.
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O que a melatonina pode fazer no organismo
Produzida pelo cérebro, a melatonina ajuda o corpo a organizar os ciclos de descanso e atividade.
Além do sono, ela também participa de processos ligados ao metabolismo, ao humor e à regulação do relógio biológico.
No caso da alimentação, essa melatonina é consumida em quantidades menores e mais próximas do funcionamento natural do organismo.
Relação com obesidade e saúde mental
Ao comparar diferentes padrões alimentares, o estudo observou que pessoas com maior ingestão natural de melatonina apresentavam menor prevalência de obesidade, mesmo após considerar fatores como idade, sexo, atividade física e consumo calórico.
Na saúde mental, os resultados foram semelhantes.
Dietas com níveis intermediários de melatonina estiveram associadas a menos diagnóstico de depressão, indicando que o equilíbrio alimentar pode ser mais importante do que quantidades elevadas.
E o sono?
Apesar de a melatonina ser conhecida como o “hormônio do sono”, o estudo não encontrou relação direta entre consumir mais melatonina pela alimentação e dormir mais horas.
Segundo os pesquisadores, fatores como rotina, estresse e uso de telas à noite continuam tendo grande influência.
O que esses achados indicam
Os dados mostram uma associação, mas não permitem afirmar que a melatonina dos alimentos seja a responsável direta por esses efeitos.
Ainda assim, reforçam que a alimentação pode influenciar o peso corporal, o funcionamento do cérebro e a saúde mental de forma mais ampla.
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