Menopausa começa no cérebro? Estes são os sinais

Sabe uma coisa muito interessante que tenho visto aqui no consultório, principalmente nos últimos meses — e, nas últimas semanas, nem se fala?

O aumento do número de mulheres que procuram atendimento por já entenderem o impacto que a menopausa tem no cérebro.

Eu imagino que isso esteja acontecendo porque, graças às redes sociais, essas informações têm sido mais divulgadas, e a importância disso é tremenda.

A menopausa (inclusive o período da perimenopausa, que antecede a interrupção das menstruações) pode interferir diretamente na saúde do nosso cérebro e gerar alguns sintomas, em especial aqueles relacionados à memória e às funções executivas.

Além disso, a menopausa pode alterar a arquitetura do sono e também o humor.

Então, quando a gente fala do impacto cognitivo que a queda de hormônios, como estrogênio e progesterona, pode gerar nessa fase, estamos falando de algo fundamental para entender e preservar a qualidade de vida das mulheres que passam por essa transição.

Menopausa começa no cérebro: por que os sintomas não devem ser ignorados

As transformações vividas pelas mulheres que estão passando por essa fase da perimenopausa e da menopausa nunca devem ser minimizadas.

Elas se manifestam por meio de sintomas. Essas transformações “conversam” com as pacientes (e também com nós, médicos) através desses sinais.

Por isso, os sintomas trazidos pelas mulheres na fase da perimenopausa devem ser valorizados também sob essa ótica: a de uma alteração hormonal importante, que pode impactar memória, funções executivas, qualidade do sono e aspectos relacionados ao humor.

Principais impactos da menopausa no cérebro:

  • Memória
  • Funções executivas
  • Qualidade do sono
  • Humor

É justamente por isso que o tratamento de cada paciente deve ser individualizado.

Ele não pode ser pensado de forma genérica, nem baseado em uma lógica coletiva — muitas vezes influenciada por como a saúde masculina se comporta ao longo dos anos.

Todo paciente deve ser tratado de forma individualizada — e, em especial, as mulheres merecem uma atenção diferenciada nesse período da perimenopausa.

 

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Dra. Marília Graner
Dra. Marília Graner

Neurologista, com especialização em neurociência comportamental e cognitiva, atua com foco na compreensão dos processos cerebrais relacionados a pensamentos, emoções e comportamentos.

Desenvolve conteúdo voltado à tradução da ciência do cérebro para o cotidiano, abordando temas como saúde mental, hábitos e organização da rotina, com ênfase em aplicações práticas baseadas em evidências.

CRM 164058 | RQE 68446

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