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Micose e unhas esfarelando: o que significa?
Quando a unha do pé está frágil, quebradiça ou com aspecto de esfarelamento, é comum pensar imediatamente em micose. Mas nem sempre é esse o motivo. Existem diferentes condições que podem alterar a aparência e a resistência das unhas, e identificar a causa é fundamental para escolher o tratamento adequado.
Uma das causas possíveis é o próprio envelhecimento. Com o passar dos anos, as unhas podem ficar mais frágeis, assim como acontece com a pele.
Alguns hábitos e atividades também contribuem para esse desgaste. A corrida, por exemplo, provoca impacto nos pés, o que pode deixar as unhas mais fragilizadas e até alterar sua coloração.
O uso contínuo de esmalte também pode contribuir para a fragilidade, especialmente quando o produto permanece por muito tempo sobre a unha. O mesmo vale para removedores muito agressivos.
Pessoas que transpiram excessivamente nos pés e permanecem muitas horas com calçados fechados, como botas e coturnos, também estão mais sujeitas a alterações nas unhas. Nesses casos, manter a mesma meia durante todo o dia pode aumentar ainda mais a umidade na região.
Alterações hormonais e carências nutricionais também podem interferir na saúde das unhas. Entre as causas hormonais, alterações na tireoide podem provocar mudanças na estrutura e na resistência ungueal.
Mas quando pensar especificamente em micose?
Alguns sinais podem levantar essa suspeita, como o espessamento da unha, alterações na coloração, que pode ficar amarelada ou esbranquiçada, e o descolamento da unha, geralmente iniciado pela ponta do dedo.
A unha também pode ficar opaca, sem brilho, irregular e mais frágil. Em alguns casos, pode haver odor.
O risco de desenvolver micose aumenta em situações de umidade constante nos pés, uso prolongado de calçados fechados e em pessoas com algumas condições de saúde, como diabetes ou alterações da imunidade.
A idade avançada também pode favorecer o problema. Ambientes úmidos, como piscinas e saunas, merecem atenção, especialmente quando há contato com pisos molhados ou áreas de uso coletivo.
É importante reforçar: nem toda unha frágil ou esfarelando está com micose. Outras doenças, como psoríase, líquen plano da unha e traumas, também podem provocar alterações semelhantes.
Existe ainda a síndrome das unhas frágeis (SUF), caracterizada pela maior fragilidade da unha.
A exposição frequente à água, o uso excessivo de esmaltes e o emprego de produtos inadequados podem contribuir para esse quadro. E também é possível que uma pessoa tenha micose associada a outra alteração da unha.
Por isso, diante de uma suspeita, o diagnóstico correto faz toda a diferença.
Quando há dúvida, pode ser realizado um exame micológico, que permite investigar a presença de fungos.
Geralmente, é coletado um pequeno material da unha ou debaixo dela, posteriormente analisado no microscópio. O exame pode ser realizado no consultório ou em laboratório e ajuda a direcionar o tratamento.
Como cuidar da micose de unha
Deixar uma micose de unha sem tratamento também pode trazer consequências além da alteração estética.
A infecção pode se espalhar para outras unhas e para a pele, podendo estar associada a uma micose conhecida como tinea pedis.
Além disso, a micose pode comprometer a barreira de proteção da pele e facilitar a entrada de outros microrganismos, como bactérias, o que pode até causar uma erisipela.
Por isso, a micose de unha não deve ser encarada apenas como uma questão estética, mas como uma condição que merece diagnóstico e tratamento adequados.
Ao perceber alterações nas unhas, a recomendação é evitar tratamentos caseiros e procurar um dermatologista.
Também não é indicado cortar, lixar excessivamente ou retirar completamente a parte da unha que está esfarelando na tentativa de acelerar a melhora.
Alguns cuidados, no entanto, podem ajudar: manter os pés secos, trocar as meias regularmente e evitar permanecer com calçados fechados por períodos prolongados.
Outro ponto importante é não compartilhar materiais de pedicure, como alicates e lixas.
Mesmo quando os materiais são de uso pessoal, é importante ter atenção.
Se houver suspeita de micose em uma das unhas, o ideal é utilizar um material específico para aquela unha e evitar utilizá-lo posteriormente nas unhas saudáveis.
Dessa forma, reduz-se o risco de transportar o fungo de uma região para outra.
É importante ter paciência durante o tratamento. A micose de unha costuma exigir um período prolongado de cuidados, e a recuperação completa da unha pode levar, em média, de seis meses a um ano, podendo levar até um pouco mais.
Em algumas situações, pode ser necessário associar medicamentos de uso oral.
O acompanhamento com o dermatologista é fundamental para avaliar a resposta ao tratamento e confirmar a resolução da infecção.
Interromper a terapia antes do tempo recomendado pode favorecer a persistência ou o retorno da micose.
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