O que muda no corpo de homens e mulheres quando o assunto é obesidade

Nem todo caso de obesidade é igual, especialmente quando comparamos homens e mulheres.

Talvez você já tenha visto isso na prática, com pessoas que têm o mesmo peso, mas apresentam exames e riscos bem diferentes.

Isso acontece porque o corpo pode reagir de formas distintas, o que acaba mudando os riscos ao longo do tempo.

Quando o problema não é só “estar acima do peso”

Quando se fala em obesidade, muita gente ainda pensa apenas no número da balança.

Mas o que acontece dentro do corpo pode seguir caminhos bem diferentes.

Um estudo recente mostrou que homens tendem a acumular mais gordura na região abdominal, a chamada “barriga dura”. Já nas mulheres, a gordura costuma se distribuir de forma mais ampla pelo corpo.

Essa diferença na forma como a gordura é armazenada ajuda a entender por que os riscos à saúde não se manifestam da mesma maneira.

A gordura que você não vê é a que mais preocupa

No caso dos homens, o maior risco está na chamada gordura visceral, que é aquela que fica ao redor dos órgãos.

Esse tipo de gordura é mais ativa no organismo e está entre os principais fatores de risco em pessoas com obesidade. Ela está associada a problemas como:

  • doenças do coração
  • diabetes tipo 2
  • alterações no fígado

Ou seja, não é só uma questão estética. Aquela barriga mais rígida pode indicar que há algo acontecendo por dentro.

Além disso, os homens avaliados apresentaram:

  • maior circunferência abdominal
  • pressão arterial mais elevada
  • aumento de enzimas do fígado

Um conjunto de sinais que mostra como o organismo já pode estar sob maior pressão, com mais chances de desenvolver problemas de saúde ao longo do tempo.

Já nas mulheres, o alerta vem de outro lugar

Nas mulheres, o cenário foi diferente, mas não menos relevante.

Mesmo com menor acúmulo de gordura abdominal, apareceram outros sinais de alerta:

  • colesterol total mais alto
  • LDL (o “colesterol ruim”) elevado
  • maior nível de inflamação no organismo

Esse tipo de inflamação normalmente não causa sintomas claros no dia a dia. Ainda assim, está associado a processos silenciosos que aumentam o risco ao longo do tempo, como:

  • doenças cardiovasculares
  • diabetes tipo 2

Ou seja, o risco existe, ele só se manifesta de outra forma.

Por que isso acontece e o que muda na prática

Não é só estilo de vida.

O corpo de homens e mulheres funciona de formas diferentes. Hormônios, sistema imunológico e a forma como a gordura se distribui influenciam diretamente esse processo.

Nos homens, o acúmulo de gordura é mais comum na região da barriga. Nas mulheres, ela tende a se distribuir de forma mais ampla, sendo mais visível em áreas como quadris, coxas e glúteos.

Na prática, isso muda onde os riscos aparecem.

Para os homens, o alerta pode estar na gordura abdominal, que nem sempre é levada a sério.

Já para as mulheres, os sinais podem surgir de maneira mais silenciosa, como alterações no colesterol ou inflamação.

Por isso, olhar apenas para o peso na balança pode esconder problemas importantes.

No fim das contas, a obesidade não é igual para todos. Ela se manifesta de maneiras diferentes e nem sempre os sinais são visíveis no dia a dia.

Essas observações fazem parte de uma pesquisa que será apresentada no Congresso Europeu de Obesidade. Os dados ainda são iniciais, mas já indicam que homens e mulheres podem enfrentar riscos diferentes quando o assunto é obesidade.

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Michele Azevedo

Formada em Letras - Português/ Inglês, pós-graduada em Arte na Educação e Psicopedagogia Escolar, idealizadora do site Escritora de Sucesso, empresária, redatora e revisora dos conteúdos do SaúdeLab.

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